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Transmissão interrompida no Senado em homenagem ao Acre, reaviva antigas polemicas entre Sarney e Sebastião Viana

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Luciano Tavares, da redação de ac24horas,
lucianotavares@ac24horas.com   

O fato de o corte na transmissão televisiva da sessão especial do Senado em homenagem aos 50 anos do Acre, nesta segunda-feira, ter ocorrido exatamente no momento em que o ex-senador, o hoje governador Sebastião Viana discursava, colocou à tona no cenário político a velha briga entre o petista e o Presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB).

É público e notório que os dois apenas se suportavam na Mesa Diretora do Senado na época em que Viana era vice do peemedebista na Casa.

O desgaste entre os dois ficou ainda mais evidente na disputa para a Presidência do poder, quando o então senador petista iniciou em 2009 uma guerra aberta com José Sarney pela presidência do Senado. Porém, Sebastião Viana não foi páreo para o poderio de articulação do velho peemedebista e foi derrotado com 32 votos, contra 49 de Sarney.

A disputa teve como resultado sucessivas acusações e denúncias que expuseram a farra promovida no Congresso com o dinheiro do contribuinte.

Foi nessa época, no mês de março, logo após a eleição no Senado que se soube que Sebastião Viana cedeu um telefone celular bancado pelo Senado para uso de sua filha em viagem ao México. A conta teria custado mais de R$ 14 mil. Fato que para Sebastião Viana teria sido uma armação do ex-diretor da Casa, Agaciel Maia, indicado de Sarney.

Não pararam por aí as críticas. Em seu livro lançado em março de 2011, intitulado Sarney: a biografia, o peemedebista acusa Sebastião Viana ter divulgado um dossiê contra ele que provocou a crise dos atos secretos no Senado, em 2009. “No início de todo este problema, informaram-me que o Tião Viana entregara para o Estadão um dossiê a meu respeito com mentiras todas alimentadas pelo pessoal do Senado que estava a favor dele, para quem ele já tinha prometido cargos e direções”, afirma Sarney em seu livro.

As brigas, denúncias e ações ilegais que movimentaram os bastidores daquela eleição, foram parar na rede de escândalos da revista Veja.

A rede de escândalos aborda temas de repercussão negativa entre a sociedade que envolve mais ou menos 300 personagens. São escândalos dos governos, Collor, FHC, Lula e Dilma. Entre os mais conhecidos estão o mensalão, sanguessugas, máfia das ambulâncias e agora o caso Carlinhos Cachoeira e empresa Delta.

Acesse aqui e veja  a rede de escândalos repercutindo os atos secretos do então senador Sebastião Viana: http://veja.abril.com.br/infograficos/rede-escandalos/perfil/tiao-viana.shtml 

Comunicação do Senado esclarece diário Página 20 sobre transmissões da TV Senado

Motivada por publicações da coluna Poronga do Jornal Página 20, edição desta terça-feira, que classificou o corte da transmissão da sessão no Senado em homenagem aos 50 anos do Acre, como um ponto “negativo e deselegante” da solenidade, no momento em que o governador Sebastião Viana discursava, a Secretaria de Comunicação Social do órgão emitiu nota de esclarecimento contra o fato noticiado.

De acordo com o jornal acriano, “a atitude da TV Senado foi debitada ao ranço que o presidente da Casa, José Sarney, ainda tem do fato de quase ter perdido a disputa da presidência para o então senador Tião Viana”.

Na publicação, entretanto, a secretaria do Senado informa que “o presidente Sarney mantém apreço”        por Jorge Viana e seu irmão Sebastião Viana.

Leia na íntegra a nota assinada pelo Diretor da Secretaria de Comunicação do Senado, Fernando César Mesquita

 “Senhor editor,

Carecem absolutamente de fundamento as notas publicadas na coluna Poronga, do Diário Página 20, de que o presidente José Sarney teria determinado corte nas transmissões da TV Senado quando da sessão solene dos 50 anos do Acre, realizada ontem, 18, em Plenário. O presidente Sarney, que reafirma apreço pelo governador Tião Viana e pelo senador Jorge Viana, jamais interferiu no trabalho de cobertura jornalística dos veículos do Senado Federal, que obedecem a regras públicas e aprovadas pela Mesa Diretora.

Se o jornalista se desse ao cuidado de se informar sobre os dispositivos legais do Senado Federal perceberia que o ato da Comissão Diretora nº 21 de 2009 obriga os veículos de comunicação da SECS a darem prioridade às atividades legislativas, lideradas para esse fim pelas sessões ordinárias e extraordinárias de Plenário, sessões do Congresso Nacional e reuniões de comissões permanentes, do Conselho de Ética e de CPIs. Somente após esse rol viriam as sessões comemorativas.

A TV Senado iniciou a transmissão da sessão especial relativa ao Acre assim que foi encerrada a reunião da Comissão de Direitos Humanos, que realizou audiência pública sobre os impactos das barreiras comerciais adotadas pela Argentina para produtos brasileiros. A transmissão da sessão comemorativa só foi interrompida cinco minutos antes do início da Sessão Plenária para a transmissão do jornal da TV, que traz as notícias de eventos que não puderam ser transmitidos ao vivo durante o período da manhã. A gravação da sessão dos 50 anos do Acre foi transmitida na íntegra ainda na segunda-feira, às 23h de Brasília.

Atenta à importância do Acre para o cenário nacional, a TV Senado produziu um documentário sobre o tema. “Aquiri – Estado Acre” relata as lutas heroicas do povo acreano pela independência. Um compacto do documentário foi exibido no início da cerimônia de segunda-feira. O documentário já tem exibição programada para este final de semana. No sábado, dia 23, às 21h30 e no domingo, dia 24, às 4h00 e às 15h30, horários de Brasília.

 Fernando César Mesquita
Diretor da SECS”

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