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A PTeopatia não tem cura

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Quando setores da sociedade cunharam o termo “Malufismo”, lá nos suspiros finais da ditadura militar, ocorria algo muito comum nesse universo de santos, capetas e outras fantasias do imenso carnaval que é a política brasileira.

A incapacidade terminológica, a falta de termos precisos que se ajustem a novas realidades faz com que aqueles mais atentos e versados em inovar, geralmente sociólogos ou repórteres, lance no mundo das palavras expressões arrojadas, outras vezes bizarras e engraçadas, mas que, num desespero de nomeação, servem para compreender e explicar o que se vive naquele determinado momento histórico.

Enquanto besouro desorientado, monstro de boca grande, reunindo intelectuais que não usavam shampoo, o Partido dos Trabalhadores era apenas mais um dentre tantos que criticaram os ajustes necessários, comandados pelo presidente “culto” que tivemos no final do século passado e que soube tolerar e respeitar, aceitando o pluralismo político, uma gralha vermelha que só sabia criticar.

Chegando ao poder nas iniciais do século XXI, o Partido dos Trabalhadores, agora mais brando, eliminando os alto-falantes, os versos prontos e o rosto de mendigo intelectual, aliando-se a divergentes setores da sociedade brasileira como, UJS e banqueiros, atores da Globo e Sem Terra, Rei de paus e Ás de copa, não sabiam precisamente a alquimia correta para transformar palavras e palavrões em atitudes que dessem segurança e respeito aos avanços conquistados.

É aqui, nesse momento confuso e cheio de desilusão, que encontro cenário adequado, propício mesmo, para o surgimento do termo PTeopatia.

Mas o que é a PTeopatia?

Bom, primeiramente não devemos negar as qualidades da gestão do Partido dos Trabalhadores pelo Brasil afora. Existem, é verdade, mas nenhuma que se afaste de meros atributos administrativos, pagar em dia, por exemplo. Nada de sobrenatural, apesar de que eles reclamam caráter ideológico nisso. Doentes, não conseguem entender que esses atos de gestão não podem ser vistos como uma espécie de Revolução Russa Cabocla.

PTeopatia é um estado espiritual em que se verifica que a pessoa acometida por ele apresenta uma alta consciência de que, por não ter projetos políticos bem definidos, desconhecer os princípios da máquina pública, precisa repetir essa palavra sempre que for chamado a justificar sua prática administrativa. Sabem que, em plano nacional, apenas deram continuidade aos fundamentos sociais montados com sua anterior e prévia discordância.

Como a barata, que de qualquer verde enxerga “Detefon”, tudo é sinal de conspiração. Simples informações divulgadas por um jornal são resultados de uma política imperialistas, formada com a ajuda do capital financeiro internacional que se encontra nas mãos de avarentos judeus.

A PTeopatia, como fundamento psicológico, leva as pessoas a serem agressivas e arrogantes. Só eles estão certos. As oposições não merecem respeito e, de tudo o que elas falam, a única coisa que se aproveita é seu silencio. Em graus mais elevados dessa deformidade mental, certos sujeitos gostariam de trocar o estado de direito por algo mais sensível, como um fuzil de Assalto russo AK-47, transformando o “15 de novembro” em um grande outubro sangrento.

A PTeopatia também se verifica no cinismo exacerbado, falta de percepção visual para o errado e agudo senso auditivo para captar as mais elementares divergências. Os enfermos já demonstraram também ter um gênio criativo e inovador.  Rompendo com os costumes existentes, inovaram, por exemplo, no local de se guardar dinheiro. Se antes era embaixo do colchão, quem sofre de PTeopatia vem gradativamente optando por cuecas, dutos e outras peças.

A PTeopatia tem certas semelhanças com ideologias passadas. Nas terras de Laura Pausini e Beethoven essas doutrinas políticas buscavam encontrar a verdade, dizendo reiteradas vezes a mentira. Aqui no Brasil, os PTeopatas dizem: não houve Mensalão, não há corrupção, estamos no caminho certo, o Acre passa por uma revolução profunda, não é imoral a pensão paga para ex-governadores, Plácido de castro é botafoguense, Stalin foi primeiro turco de Seul a chegar à lua.

A PTeopatia também possui coerência com outras doenças. Os escândalos, nepotismo, a falta de postura mais sensata, o desrespeito às leis e à vontade popular, mostram que quem sofre de PTeopatia se iguala a tudo que tinha de ruim na política brasileira. São águas da mesma CACHOEIRA.  Com um agravante, o doente de PTeopatia bebe e se farta sem admitir que pisou na margem do rio.  Cara de pau.

Sem hesitar, haveremos de vislumbrar certo receio! As eleições estão próximas! A PTeopatia deve ser destruída para o bem desse próprio Partido, que quer ser dos Trabalhadores, e seus pequenos amantes: aquele monte de siglas iniciadas com “P”, sufocados pelos encantos da jiboia maior, que os levam a não servir de ”P” nenhuma.

Aceitar essa doença é fazer a difícil dosagem de sabedoria e humildade. É evitar um crescimento rumo à espada que lhe espera sobre a cabeça.

A reflexão sobre o partidarismo no Acre deve ser em cima de fatos, não de ideologias traquinas, mentalidades caolhas, frases bastardas e anseios de ressurreição do Éden. As análises se equivocam não porque os focos mudaram, mas sim porque os pontos de onde se ver se modificaram. O poder oferece a soberba. Existem erros, muitos. Não somo tontos! É necessário mudanças.

Para os que sofrem de PTeopatia, um alerta: saber acordar é tão importante como escolher a cama para dormir. Há tempos vocês dormem, mergulhados em certezas de amor pago. Enganados como o cego que sente o dia pelo calor da lareira acesa à noite. Mas isso não será para sempre. Não, não será para sempre!

FRANCISCO RODRIGUES     [email protected]

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Crônicas de um Francisco

Mais da metade da população de Rio Branco vai gastar menos com presente no Dia das Mães

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas

Aproximadamente 53% da população rio-branquense pretende presentear as mães neste domingo, 9, mas com gastos inferiores aos realizados no ano passado. A pesquisa, realizada de forma remota, foi feita pelo Sistema Fecomércio-Sesc-Senac/AC entre os dias 19 e 27 de abril, junto a 100 pessoas. Ainda de acordo com o levantamento, 18% admitem consumo maior que os de 2020.

Comercialmente, o Dia das Mães é a data mais importante do varejo, depois do Natal e Black Friday, em especial, no que se relaciona a gastos de consumo doméstico. Neste ano, o percentual está bem abaixo do verificado em 2020, quando 84% dos entrevistados afirmaram ter pretensão de gastos na data.

O estudo avaliou também os presentes preferidos pelos consumidores: 32% demonstra disposição para compras de “perfume”; seguidos de 17%, com tendência para “roupa”; outros 17%, produtos de beleza; 17%, com interesse em objetos diversos (celular, flores, doce), 10% devem preferir “calçados”¨; e 7%, “bijuterias”.

Para os principais presentes em destaques para homenagem no Dia das Mães, 70% da população se mostra disposta a gastos de até R$100 (22% até R$50 e 48%, entre R$51 a R$100). Outra parcela de 21% sinaliza pretensão de gastos entre R$101 a R$200 e 9% acima de R$200.

Quanto ao modo de pagamento dos gastos para o Dia das Mães de 2021, 56% da população de Rio Branco vão preferir a realização “à vista”, e 44% de forma parcelada. O estudo avaliou também o local escolhido pelos consumidores para os gastos, e, 39% dos entrevistados devem optar pelo comércio do centro da cidade, seguidos de outra parcela de 22% que vão ao shopping. São observados ainda, 17% com preferência pelo comércio eletrônico e dentre outros, 7% que sinalizam compras diretamente no comércio de sacolas.

Com informações da assessoria da Fecomércio do Acre.

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Cotidiano

Bandidos armados invadem loja, fazem o limpa e são presos na Via Verde

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Mais uma ação rápida dos Policiais Militares do 2°Batalhão impediu que uma empresária tivesse um prejuízo de mais de R$ 10 mil. Os assaltantes Giovane Lucas Sousa Santos, 20 anos, Davi da Silva Limeira, 18 anos, e os adolescentes J.W.O e M.M.S, ambos de 17 anos, foram presos após invadirem a loja Jaque Confecções, render a proprietária e roubar vários pertences. O roubo aconteceu no bairro Santa Inês,  Segundo Distrito de Rio Branco.

A polícia foi acionada via Ciosp para atender a uma ocorrência de roubo a loja de confecções. Quarto homens armados em um Fiat Uno, de cor branca, placa NAD-5363, pararam na frente do estabelecimento e três dos criminosos invadiram a loja, renderam a proprietária com uma arma apontada para a sua cabeça e fizeram um limpa, subtraindo vários tênis, sandálias e roupas. A ação dos criminosos durou aproximadamente 10 minutos, os bandidos colocaram os pertences da loja no carro, roubaram o relógio e o anel da vítima e em seguida fugiram do local.

Durante patrulhamento na Via Verde, próximo ao Balneário Águas Claras, uma guarnição da polícia se deparou com o carro, houve um acompanhamento e o veículo foi abordado. Durante a revista no carro foi encontrado em posse dos criminosos, dois revólveres calibre 22, uma Garucha, um simulacro, um anel, um relógio e os pertences da loja. Foi feito uma consulta no sistema e foi constatado que o veículo em que os assaltantes estavam havia sido roubado no dia 8 deste mês por volta das 5h da madrugada.

Diante dos fatos o quarteto foi detido e encaminhado a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) para os devidos procedimentos.

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Crônicas de um Francisco

É preciso sacudir a Rede

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Esqueçam as armas, os combates, as barricadas e os tambores! A guerra atual se ensaia e é travada nas redes sociais. No maior símbolo da expressão de um mundo sustentado na desigualdade e na informação, a internet, acumulam-se fatos e factoides.

As verdades são montadas, forjadas, climatizadas na frieza das artimanhas e nas tentativas tendenciosas de impor o seu quadro, a sua publicação. A verdade, aquela lá, distante e distanciada, perdida em algum lugar, se ausenta!
Nos sites de relacionamentos, formatam o pensamento, dividem as ideias, separaram as pessoas em duas classes: os da esquerda e os da direita.

Você não pode ficar fora desses dois lados. Nem que isso signifique que você não acredita em muitas coisas que essas duas frentes políticas vem mostrando e revelando. Mesmo que o que você quer é a reprovação e a condenação de todos os que mergulharam, sem a inocência infantil, na lagoa azul do crime contra o patrimônio público.

Ai começa a putaria! Abrem-se os bordeis! Não se sabe se é o cisne que pega o peixe ou se o peixe que vai pra morte.

As reportagens, as manchetes, as investigações, as decisões judiciais, enfim, tudo passa pelo filtro ideológico das afinidades políticas. Temos a impressão de que há um exército munido de brios e bravuras para detonar notícias e escândalos do outro.

O seu “doutor”, juiz, condenou o seu “bixim”. É de um partido de esquerda, foi golpe, manifestação das elites que querem morder a bunda dos revolucionários.

O mesmo seu “doutor” aceitou a denúncia contra o seu “zezim”. É da direita, é sacanagem, é injustiça, foi a esquerda que quando estava no poder conseguiu nutrir o judiciário de mentes vermelhas e avermelhadas.

A delação do “seu xikim” revela que milhões foram dados pro coelho da pascoa trazer ovos pra mim. Ah não, esse aí fazia parte do projeto político que tirou milhões da miséria e os colocou na pobreza. É mentira, difamação de uma elite quadrada que quer controlar ainda mais o Brasil.

A outra delação do seu “toim” forneceu documentos que comprometem um monte de políticos que pediram o impeachment da “lulu”. Ah não! Isso é um absurdo. Não podemos condenar ninguém antes da sentença. Além disso, as doações foram todas registradas e declaradas legais pelo pato que perdeu a pata.

E assim vamos! Cercados por cachoeiras de manchetes, tornados de acusações, campeonato de quem tirou o seu, mas “roubou” menos.

Nessa guerra de estrelas, nessa feroz batalha de quem brilha mais, há a certeza de que nenhum dos dois lados se sustenta, quando em fim raiar o dia.

Fale com Francisco Pedrosa no e-mail [email protected]

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Afasta de mim este cálice

Publicado

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Por Francisco Rodrigues Pedrosa[email protected]

Ele sempre foi o mais vergonhoso na sala. Os professores que não gostavam do magistério o adoravam, não por suspeitar que ele não tivesse aprendido as matérias, mas porque nunca perturbava, nunca atrapalhava o martírio que era suportar quarenta desinteressados em uma sala de aula.

Jonas saía da escola como entrava: calado. Ao longo dos meses, até tentavam fazer disso alguns gracejos e escárnios, mas quando viam que ele não dava à mínima, paravam e aceitavam o colega afeto a poucas palavras.

O estudante não fazia isso de propósito, tinha problemas de se expressar, sentia pânico de usar o verbo e falar o que queria. Muitas vezes não entendia quase nada do assunto tratado, mas se redobrava em casa, sozinho, tentando aprender o que seu silêncio e timidez impediam de esclarecer.

Mas se tudo tem um preço, tudo também tem um fim. Decidiu acabar com aquilo de uma vez por toda. Era razoável pensar que, com seus dezesseis anos, não caía bem um rapaz portar-se como um túmulo. As coisas seriam diferentes, o mundo tinha ouvidos, precisavam lhe escutar.

Foi assim que, certo dia, vendo a professora se aproximar, imaginou ser o momento de romper com as barreiras que lhe afligiam por anos. A cada passo da docente, cada olhar em sua direção, cada corpo reto e uniforme ao seu, Jonas percebia que tinha chegado a hora. Seria agora ou nunca!

Na sua cabeça pensativa, no seu coração que palpitava apressado, em suas mãos que suavam, Jonas se lembrou de todas as vezes que ousou dizer algo em sala, queria enriquecer o assunto com algo que sabia, falar de suas opiniões sobre os temas, suas divergências e percepções, mas nunca conseguia se quer levantar o dedo, pedindo a voz aos mestres. Escurecia-se no seu silêncio mais mórbido.

Quando a professora restava alguns centímetros dele, o aluno respirou fundo e finalmente sussurrou alguma coisa que ela entendeu:

– Bom dia, Professora, a senhora tem ideia de quando a greve acaba?

– Não faço ideia Jonas. O Governo é irredutível, diz não haver dinheiro para conceder o mínimo que queremos e o mínimo que a educação precisa para melhorar. Enquanto isso, estamos aqui, sentindo na pele o quanto nosso dinheiro não vale mais quase nada. Você viu como as coisas aumentaram aqui nesse mercadinho? Gostaria muito que o secretário de educação e todos os outros bajuladores vivessem com o que estamos sendo obrigador a viver. Não tem dinheiro, porque gastou, gasta e gastará mal os recursos. Precisamos dar um basta nisso.

– Verdade, professora! Sempre é bom darmos basta em algo.

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