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PMDB define o nome do coronel Juvenal para vice na chapa de Fernando Melo

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Ray Melo,
da redação de ac24horas
raymelo.ac@gmail.com

As definições políticas dos últimos dias indicam que o PMDB está disposto à volta as disputas majoritárias em Rio Branco. A chapa majoritária peemedebista foi fechada com a escolha do coronel Juvenal, para ser o vice de Fernando Melo, que disputará à prefeitura da capital.

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Segundo informações de bastidores, o nome de Juvenal, teria sido definido há alguns dias, e estaria esperando a aprovação da executiva municipal do partido. Os critérios da escolha teriam como base, que o militar é meio evangélico e seria uma pessoa querida nas comunidades.

O coronel Juvenal comandou o 3º Batalhão na Sobral, onde conseguiu reduzir a taxa de criminalidade e implantou um serviço diferenciado de combate a violência. Fernando Melo e o coronel Juvenal, terão como bandeira, as questões sociais e a segurança da família.

O apelo político do militar estaria na região da Baixada da Sobral, palco de conflitos que Juvenal conseguiu fazer a pacificação. O coronel teria sido transferido do local sem explicação plausível para a comunidade, que protestou nos principais meios de comunicação.

Reportagem publicada em 12 de julho de 2011 

A Terceira Regional, na periferia da capital Rio Branco, é um exemplo de que a paz se faz com ações conjuntas entre sociedade e órgãos públicos. A área que compreende 17 bairros teve uma redução drástica dos índices de criminalidade, graças ao plano estratégico montado pelo Major Juvenal de Araújo, que conseguiu fazer um trabalho integrado com a população, na base de policiamento comunitário que mudou a realidade dos habitantes da região.

Na época em que o Major Juvenal assumiu o comando do policiamento preventivo e repressivo na Terceira Regional, a área era considerada um dos pontos da capital de maior índice de violência, onde a ação do tráfico de drogas amedrontava a população, que além do medo dos traficantes, ainda tinha que conviver com a rotina de assaltos a mão armada, invasões e furtos aos estabelecimentos comerciais e residências de toda localidade.

O responsável pelas mudanças no cotidiano da Terceira Regional é um cidadão cumpridor de seus deveres e, leva à doutrina de sua corporação as escolas, através Programa Educacional de Resistência às Drogas e à violência (Proerd). Evangélico praticante, casado e pai de duas crianças, Juvenal como gosta de ser chamado, afirma que combater o crime é uma missão que ele está disposto cumprir a todo custo, já que de acordo com o Major, a tarefa teria sido dada por Deus.

Apesar de ser um homem de media estatura, suas ações de combate ao crime na Terceira Regional, impõe grande respeito e admiração da comunidade, que ele mesmo faz questão de dizer que cuida como fosse sua família. A reportagem de ac24horas foi conferir como foi possível reduzir as ocorrências na Terceira Regional, em um curto espaço de tempo.

O personagem dessa entrevista é o Major Juvenal, responsável pelas mudanças de comportamento da população, que trabalha de forma integrada com a Polícia Militar, para que a paz seja um fator preponderante na comunidade, substituindo a violência que foi debelada com medidas simples, sem aquisição frotas de viaturas ou construção de novas delegacias. A palavra sagrada e a fé em Deus são suas principais ferramentas para espantar o perigo que ronda a casa de todos na região que compreende 17 bairros que estão sob os seus cuidados. Major Juvenal fala das dificuldades operacionais; a parceria com a população; falta de efetivo e as conquistas do trabalho realizado com sucesso com os policiais militares que comungam da mesma fé com seu comandante.

ac24horas – Quando o senhor foi escalado para trabalhar na Terceira Regional, sabendo que lá, era o ponto fraco da segurança pública em Rio Branco, o que passou pela sua cabeça?
Major Juvenal – Eu já sabia que não seria nada fácil, mas decidi me entregar de corpo de alma. Tranquei uma faculdade de Teologia que eu fazia e fiquei exclusivo, dedicado ao estabelecimento de um trabalho eficaz na Terceira Regional. Na maioria dos dias, chego em casa de madrugada . A minha esposa e meus filhos reclamam, mas eles sabem que eu tenho uma missão a cumprir com a população daquela área.

ac24horas – Que tipos de crimes eram ou ainda são muito comuns?
Major Juvenal – Nos primeiros dias chegamos a apreender em torno de 65 armas entre revolveres, pistolas, escopetas, espingardas, rifles, sem contar armas brancas. Nossa meta era desarmar os bandidos e depois começar um trabalho em colaboração com a comunidade, e graças a Deus, hoje, os próprios moradores nos ajudam a combater os crimes. Elas nos ligam, denunciam e isso é muito bom, mostra que é preciso os populares perderem o medo e passar a ajudar as instituições na promoção da segurança.

ac24horas – Como é possível estabelecer essa parceria, parceria polícia e comunidade?
Major Juvenal – Ganhamos aos poucos a confiança das pessoas. Eu tenho uma equipe maravilhosa, com homens combatentes, dedicados com o seu dever de ajudar e proteger que é o nosso papel enquanto Policial Militar. Antes, as pessoas tinham até medo de ver uma viatura passando na frente de suas casas. Agora, somos amigos deles, e eles nossos colaboradores. Enfim, somos uma família, a sociedade ajuda e sabe que tudo é para o bem comum da população.

juvenal_so_in3ac24horas – Apesar da significativa redução dos crimes em torno de 80%, a droga ainda é o principal fator complicador das ocorrências ?
Major Juvenal – Sem sombra de dúvida. Fizemos um mapeamento e somente nesse levantamento, conseguimos identificar em torno de 40 bocas de fumo das grandes e mais ou menos 80 pontos de revenda de entorpecentes. O tráfico de drogas aqui é um câncer que passa de pai para filho. Existem famílias inteiras envolvidas com o tráfico. É impressionante. Por isso é muito difícil se chegar até os peixes grandes.

ac24horas – Se a polícia sabe onde estão esses pontos de drogas ou boca de fumo, porque então não se faz uma varredura nesses locais?
Major Juvenal – Estamos fazendo sim. Contudo, quando fechamos uma boca de fumo, outra é aberta em outro lugar. Quando prendemos um traficante, assume a mulher, o filho ou outro membro do grupo. Mas o pior de tudo, em pouco tempo esse traficante que prendemos já estão nas ruas novamente. É um trabalho injusto com nossos valorosos homens da Polícia Militar. Fazemos um bom trabalho sim, mas se prendemos de um lado a justiça solta. É como enxugar uma barra de gelo.

ac24horas
– Como é que a droga chega até esses pontos?
Major Juvenal – Pelo rio Acre, entrando pelo Morro do Marrosa. Somos poucos homens [78 policiais], embora a nossa ação tenha sido ininterrupta, contando inclusive com o apoio das pessoas que denunciam a droga sempre acaba entrando.

ac24horas – Então, se esse efetivo de PMs não é suficiente, por que não se coloca mais policiais ao seu comando?
Major Juvenal – A Policia Militar beira os seus 40 anos de existencia no Acre e o estado têm dificuldade de abrir novos concursos. Sem contar que todo dia tem policial pedindo para ir para reserva e se aposentar. Claro, que mais homens, alcançaríamos melhores resultados. Não tenho dúvida que o governador Tião Viana, não vem medindo esforços para mudar isso e melhorar a segurança da população. O governador é um homem sensível e vem fazendo uma boa administração.

ac24horas – O senhor é evangélico e vejo que seus homens, a maioria também são. Como é largar a bíblia, colocar uma arma e sair para combater o crime?
Major Juvenal – Antes de sairmos para qualquer missão, fazemos uma oração. Em primeiro lugar Deus. Eu passo um óleo abençoado de Isrrael, ungindo meus homens e graças ao nosso senhor Jesus Cristo, tudo tem dado certo e, tenho plena certeza de que continuar melhorando, eu não tenho dúvidas.

Salomão Matos – da redação de ac24horas

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