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Acre não produz peixe suficiente para a Semana Santa

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Ao contrário do que afirma SebasTião Viana,

60% de todas as espécies que serão consumidas

no estado virão de Rondônia Amazonas.

 

Jairo Carioca,
da redação de ac24horas
[email protected]

Os próprios órgãos oficiais desmentem o governador Tião Viana (PT), que vem explorando na mídia imagens pessoais à beira de açudes e criadouros, numa tentativa no mínimo lamentável de convencer os cidadãos acreanos de que a produção de peixes seria suficiente para atender a demanda nesta Semana Santa.

O governador força indicadores e usa produtores familiares como responsáveis por um suposto aumento na oferta de alevinos. Na verdade, no entanto, a expectativa gerada em 2010 ainda não saiu do papel. É fato que 60% do pescado que será consumido na Semana Santa vem dos municípios de Boca do Acre e Lábrea [Amazonas] e do vizinho estado de Rondônia.

Os dados são oficiais.

A assessoria da Secretaria de Produção Familiar informou que no ano passado foram construídos 1.169 tanques em todo o Estado. Em tese, com a ampliação de 500 hectares de lâmina de água, este ano, a produção de peixe deveria abastecer todo o mercado consumidor do Acre. Na prática, o que os comerciantes do setor dizem é bem diferente. “Se não fosse o peixe que vem do Amazonas e Rondônia não daria conta de abastecer nem o mercado da periferia principalmente nesta época”, conta o comerciante Antônio José.

Com a baixa produção e a ausência de uma política de incentivos fiscais, o consumo de peixe ainda está longe da mesa de famílias carentes.  Nos mercados públicos da região central de Rio Branco, o quilo do pescado de açude é encontrado por valores que variam entre R$ 9,00 e até R$ 12,00, dependendo da espécie.

O preço aumenta de acordo com a preferência. O de carne mais nobre que não é produzido nos cativeiros de Rio Branco, como o Surubim, custa R$ 17,00 o kg. Outra espécie como Caparari, bastante procurada neste período do ano, é encontrada pelo valor de até R$ 18,00.

O pirarucu, que ainda não conseguiu ser emplacado como o “bacalhau” da Amazônia, está em falta nos principais supermercados da capital, mas quando encontrado custa entre R$ 17,00 e R$ 24,00.

O Bacalhau é vendido nos supermercados R$ 33,00 (o quilo em lascas) e R$ 98,00 (o quilo do filé).

É cedo ainda

O movimento ainda é fraco nos mercados públicos. Alguns comerciantes reclamam do número de feiras estimuladas pela Secretaria de Produção Familiar e das dezenas de vendedores clandestinos que nesta época do ano aproveitam para vender sua produção nas esquinas de maiores movimentos em Rio Branco.

Mas a confiança é grande. Vendedores experientes como o senhor Amadeu Oliveira, que ocupa um dos boxes mais antigos do mercado Elias Mansour, no centro de Rio Branco, já estão acostumados com essa rotina da Semana Santa. “É assim mesmo, todo ano a maior procura é na quinta e sexta-feira”, comentou.

Sem política fiscal, peixe vira artigo de luxo na mesa dos mais pobres

Um dos fatores mais desestimulantes ao consumo, em relação aos demais tipos de carnes à venda no mercado, é a relação preço por quilo. Segundo especialistas, o quilo do peixe, dependendo da espécie, pode chegar a custar vinte vezes mais que o mesmo peso em carne de frango. Para o economista Wanderley, falta uma política de incentivo fiscal capaz de reduzir o preço do pescado em Rio Branco.

– Com isso o peixe ainda é artigo de luxo na mesa das camadas mais populares. Não adianta o governo distribuir alevinos se os insumos continuam vindo de fora e com custo altíssimo – analisou Wanderley.

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Acre

Acre não registra mortes por Covid-19 pelo terceiro dia seguido

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Pelo terceiro dia consecutivo, o Acre não registra morte de pacientes contaminados com o novo coronavírus. Com isso, o número de óbitos permanece em 1.802 óbitos desde abril de 2020 quando foram confirmadas as primeiras mortes pela pandemia.

Já os novos casos somam 59 pessoas infectadas nas últimas 24 horas, sendo 10 casos confirmados por exames RT-PCR e 49 resultados de testes rápidos. Com esse acréscimo, o número total de infectados chega a 87.291 pessoas no Acre.

Até o momento, o Acre registra 239.846 notificações de contaminação pela doença, sendo que 152.490 casos foram descartados e 65 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 84.953 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 27 seguiam internadas até o fechamento deste boletim.

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Acre

Governo do Acre decreta ponto facultativo nesta sexta-feira

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O governo do Acre decretou ponto facultativo nas repartições públicas para esta sexta-feira, 6 de agosto, em comemoração aos 119 anos da Revolução Acreana. As agências bancárias irão funcionar normalmente nesta sexta-feira.

Nas unidades de Saúde do Estado, incluindo os serviços de atendimento médico especializado, serviços de apoio diagnóstico, de internação, centros cirúrgicos, UTIs e central de agendamento de cirurgias, os atendimentos não sofrerão alteração.

Ficam os secretários de Estado e as demais autoridades administrativas públicas autorizados a convocar seus servidores por necessidade do serviço, dispensado da respectiva compensação os servidores que cumprirem horário nesse período.

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Acre

Servidores da educação realizam protesto em frente à prefeitura

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Os servidores da Secretaria Municipal de Educação (Seme) realizaram na manhã desta quinta-feira, 5, mais um protesto em frente à Prefeitura de Rio Branco. No ato, os professores estão pedindo a reposição inflacionária dos salários e o piso para o salário mínimo da categoria.

Além disso, os profissionais de educação também cobram auxílio de internet e computadores para as aulas remotas e que as escolas sejam equipadas para garantir a segurança neste período de pandemia.

“A gestão do prefeito diz que tem dinheiro, mas até hoje, não entregaram internet, nem notebooks e os funcionários de escola continuam trabalhando e não tem os EPIs de trabalho”, disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, ao vídeomaker do ac24horas, Whidy Melo.

Segundo os servidores, ocorre que a prefeitura informou que não poderia fazer a correção inflacionária devido a lei de socorro aos estados do governo federal, sancionada em 2020 que proíbe os reajustes até dezembro de 2021, mas a situação vem sendo contestada pelo sindicato.

Eles argumentam que a correção inflacionária não se encaixa no critério da Lei Federal, já que se trata apenas de uma reposição da inflação, portanto, a prefeitura poderia realizar a correção e não de um aumento no salário.

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Acre

Jarude diz que é “ensurdecedor” o silêncio de Socorro após operação

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O vereador Emerson Jarude (MDB), na sessão presencial da Câmara de Rio Branco, comentou a Operação Candeeiro, que foi desencadeada nos estados do Acre, Rio de Janeiro e Espírito Santo nesta quarta-feira (04) pela Polícia Civil do Acre.

A Operação tem objetivo de apurar a existência de um suposto grupo criminoso que agia no contra administração pública na contratação dos serviços de iluminação pública.

Em sua fala, o parlamentar afirmou que a Câmara de Vereadores perdeu uma oportunidade enorme de ajudar a Polícia Civil ao não abrir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do LED. Na época, eram necessárias seis assinaturas para abertura da CPI, mas apenas quatro vereadores assinaram: Hildegard Pascoal (PSL), Samir Bestene (Progressistas), Lene Petecão (PSD) e Emerson Jarude (MDB).

“O combate à corrupção não pode ser apenas de uma parte, tem que ser de todos nós, vereadores. Eu quero parabenizar esses heróis da Polícia Civil que não fecharam os olhos e que tiveram a coragem de fazer aquilo que a Câmara não teve, que foi de investigar esses contratos. Queria que a Socorro Neri tivesse aqui nesse momento pra ela dizer as mesmas coisas que ela disse no Gazeta Entrevista quando ela falou que estranhava que uma pessoa formada em direito estava fazendo colocações como a minha referente a CPI”, afirmou

“É ensurdecedor o silêncio da ex-prefeita Socorro Neri após a Operação Candeeiro, que pode resultar no maior esquema de corrupção ocorrido na sua gestão. Prometeu iluminar 100% Rio Branco. Entregou escuridão, fraude e tentativas de desqualificar nosso combate à corrupção”, acrescentou.

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