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O drama de quem perdeu tudo e precisa reconstruir a vida de novo

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Jairo Carioca,
da redação de ac24horas
jscarioca@globo.com


Os números dos estragos causados pela cheia histórica do Rio Acre aumentam à cada instante em que uma família tenta retomar a vida normal. No bairro 06 de Agosto, uma das regiões mais atingidas, é grande a movimentação em frente das casas. O drama vivido pelo comerciante Adveraldo Perauto da Silva, retrata a situação de desespero que passam milhares de acrianos. “Perdi tudo, não deu tempo tirar nada, da noite para o dia o Rio encheu e acabou com o meu comércio”, revela.


Na Habitasa, outra região fortemente atingida, mesmo com as águas ocupando parte das ruas, algumas famílias tentam sem ajuda do poder público retornar para suas casas e comércios. Seu Antônio Braga tomou um grande susto quando abriu o Bar após uma semana sem a movimentação.

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– Pode filmar aqui e mostrar o tamanho do prejuízo. Vou precisar de R$ 30 mil para começar tudo de novo. O que fazer? Como fazer? Pelo menos Deus nos dá saúde! – exclamou o comerciante.


Há ainda quem desafie as correntezas das águas. Casas de dois pisos, abrigam moradores na parte superior. Eles remam toda vez que precisam se deslocar para comprar alimentos. “Por aqui não chegou sacolão, não chegou água mineral e muito menos kit Limpeza. É nós mesmo que estamos nos virando” disse José Augusto Silva.


Reclamação semelhante tem o senhor Carlos Roberto de Araújo. Ele conta que o nível das águas chegou a 1m80 dentro de sua residência. Hoje pela manhã, ele colocava para fora de casa, parte dos objetos e do patrimônio perdido. Roberto chorou ao ver máquina de lavar e outros pertences, todos esculhambados com a enchente.


A família da doméstica Francisca Moreira foi uma das ajudadas pelo hoteleiro Francisco Silva. Com o auxílio dele, a moradora retornou para o segundo andar da casa, depois de ver o imóvel ser inundado. “Tudo aconteceu de repente, molhou meu sofá, geladeira, armário e fogão. O que eu mais queria era sair daqui. Graças a Deus, fomos amparados pelos vizinhos”, desabafou.


Quem está voltando para suas casas é por conta própria. A Defesa Civil não autorizou o retorno das famílias por que ainda existe o risco de nova enchente e de desbarrancamento das margens do Rio Acre.


 


 


 


 

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