Conecte-se agora

Acre é o segundo estado em volume de apreensões de drogas no Brasil

Publicado

em

Estudo revela que o tráfico de drogas ilícitas figura no topo do ranking dos crimes que movimentam os maiores volumes de dinheiro no mundo. Este crime passou a ser considerado um dos grandes negócios mundiais, ficando atrás apenas do setor petrolífero e da indústria automobilística, movimentando, anualmente, cerca de US$ 750 bilhões. Na Rota Bolívia-Rio Branco, os lucros para quem transporta entorpecente chegam à casa dos 193% e um prêmio em média igual a R$ 14.837.

O Acre conforme dados do estudo que tem como base informações da Policia Federal, é o segundo estado de maior volume de apreensões de drogas no país, perdendo apenas para o Estado do Mato Grosso. O estudo aponta o que já é de conhecimento da maioria das autoridades brasileiras e do governo estadual: por situar-se em tri-fronteira, o estado é a principal porta de entrada de drogas, especificamente a cocaína, que na sua maior parte, se destina a outros estados da federação e até para outros países.

Foram entrevistados 102 presos na Unidade Francisco D´Oliveira Conde. O Acre, de acordo com dados do IAPEN, contava com 3.036 presos no ano em que foi realizado o levantamento (2008). 31,5% desses pela prática do crime de tráfico de drogas. Na avaliação dos estudiosos, os números mostram a expressiva participação do tráfico na criminalidade acreana.

– Ela é responsável por quase um terço da população de indivíduos encarcerados do Estado – diz o relatório.

A cidade de Rio Branco concentra a maior parcela dos detentos do Estado, somando um total de 2.336 indivíduos, que correspondem a quase 77% dos presos do Acre. Deste número, 33,35% representam a parcela de pessoas presas por tráfico de entorpecentes.

No perfil dos presos por tráfico, 78,4% são homens e 21,6% mulheres. Uma parcela significante dos presos tem contato com drogas com dez anos de idade [período que deveriam estar na escola]. Eles representam 14% dos entrevistados. A faixa que vai até os 20 anos representa um percentual de 24,51% dos envolvidos em crimes por entorpecentes.

As mulheres entram no mundo do tráfico mais tarde, muitas vezes atraídas pelos maridos e amantes dentro do presídio. O estudo aponta como intervalo com maior ocorrência de mulheres a faixa que vai dos 31 aos 35 anos de idade, com um percentual de 27,27%. Em média, os homens iniciam-se no tráfico com a idade de 23 anos e as mulheres aos 26,6 anos.

Pelos dados catalogados, a maconha deixou de ser a principal droga comercializada no Estado. 100% dos entrevistados afirmaram transportar ou comercializar cocaína em suas diversas formas, esse grupo representa 82%. Outros 3% comercializavam maconha e 15% as duas drogas.

As chamadas “mulas” representam 32% dos entrevistados. 67% dessa droga vêm da Bolívia e 26% é adquirida do Peru. Apenas 7% adquiriam a droga no Acre. No varejo, o comércio é feito pelas “bocas de fumo”. Nelas as drogas são embaladas em “cabecinhas” e comercializadas já prontas para o uso. Os boqueiros são quem comercializam os maiores volumes.

O comércio representa um salário em média de R$ 7.215 por mês. O lucro nesse mercado chega a variar entre 294% a 470%. A rota de ouro para os traficantes é o de transporte da Bolívia para Rio Branco. Essa rota pode representar uma renda bruta equivalente a R$ 15.174, uma taxa de lucro de 193% e um prêmio em média igual a R$ 14.837.

Ainda segundo o estudo, os traficantes presos que adquiriam o entorpecente em território acreano obtinham com sua venda uma renda bruta média advinda do tráfico igual a R$ 5.534, uma lucratividade média de 129% e um prêmio médio equivalente a R$ 5.142. Os entrevistados que compravam a droga no Peru e a revendiam no Brasil alcançavam, em média, uma renda bruta igual a R$ 5.000, uma taxa de lucro de 205% e um prêmio de R$ 4.770.

Enquanto a indústria clandestina vai montando seu império, empregando a cada dia jovens mais novos e até crianças de 10 anos que deveriam estar na escola, nenhuma ação de governo saiu do papel. As fronteiras do estado continuam escancaradas. Na próxima matéria da série, a reportagem vai mostrar o que o estudo aponta com relação ao trabalho da Policia do Acre no combate à entrada e o consumo de drogas no Estado.

A avaliação econômica do tráfico de drogas no estado do Acre tem a autoria de Rennan Bitts de Lima, Rubicleis Gomes da Silva e Eduardo Simões Almeida.

Jairo Carioca – da redação de ac24horas
jscarioca@globo.com

 

Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Conectar

Deixe uma resposta

Acre

Conselheiro diz que Rio Branco nega vacina para farmacêuticos

Publicado

em

Após reportagem do ac24horas sobre o desencontro de informações na vacinação de pessoas acima de 40 anos no mutirão montado pelo governo do Acre na capital acreana, o Conselheiro Federal de Farmácias do Acre, Romeu Cordeiro, enviou uma nota afirmando que a diretora de assistência à saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Sheila Andrade, teria mentido ao jornal ao afirmar que nunca “houve recusa” do município de Rio Branco em vacinar pessoas do “grupo prioritário” da vacina contra Covid-19.

Segundo Cordeiro, mesmo sendo uma determinação do Ministério da Saúde, os profissionais farmacêuticos e os demais colaboradores do ramo têm o pedido de vacinação negado em todos os postos de vacinação. “Sheila Andrade destacou que desde o início da campanha de imunização contra o coronavírus, em nenhum momento a Semsa se recusou a vacinar nenhum indivíduo fora das faixas etárias estabelecidas, dos grupos prioritários e muito menos comorbidades”, diz o Conselheiro.

No entanto, ele afirma que neste sábado, 19, o profissional de saúde, Nélio Moraes, levou sua mãe para vacinar e aproveitou para perguntar se também poderia se vacinar, por fazer parte da classe da saúde. “A resposta foi que ele teria de esperar de acordo com a idade”. O conselheiro dos farmacêuticos diz que foi necessário acionar o judiciário em ação conjunta do Conselho Regional de Farmácias do Estado do Acre (CRF) e do Sincofac – sindicato das empresas do ramo farmacêutico, contra o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, e o seu secretário de saúde, Frank Lima, em processo que tramita na 3ª Vara Federal Cível e Criminal da SJAC e está concluso para decisão do juiz de direito.

Romeu afirma que dos 22 municípios acreanos, Rio Branco é a única cidade pendente em cumprir as determinações do Ministério de Saúde, que é vacinar todos os profissionais de saúde previsto no Plano Nacional de Imunizações (PNI), faltando uma média 60% do setor farmacêutico serem vacinados contra covid-19.

Ao Conselho, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, teria dito que “se os farmacêuticos não foram vacinados ainda é porque o Ministério [da Saúde] não autorizou”.

Continuar lendo

Acre

Vanda Milani defende mais apoio ao homem do campo em Xapuri

Publicado

em

A deputada federal Vanda Milani (Solidariedade-AC) defendeu mais apoio ao homem do campo durante encontro realizado na manhã de hoje (19), no município de Xapuri, no Alto Acre.

O evento foi promovido pelo gabinete do deputado estadual Antônio Pedro (DEM) e contou com a participação do secretário de agricultura do estado, Nenê Junqueira, o superintendente do Banco do Brasil, Marcio Carioca, o superintendente do Basa, José Luiz e representantes do Deracre e Iteracre.

“Encontros como esse são importantes para ouvirmos do trabalhador rural quais são as suas principais demandas. O Acre vive um momento impar com obras estruturantes que apontam para avanços na economia. Quem está no campo precisa se preparar para a abertura dos novos mercados e as parcerias são fundamentais para levar inovação tecnológica agregando valor aos produtos”, disse a deputada.

A parlamentar debateu viabilidades e soluções para regularização fundiária e melhoramento dos ramais para o escoamento dos produtos. Ela lembrou a destinação de emendas parlamentares no valor de R$ 2 milhões para a manutenção de 11 quilômetros do Ramal Mucambo II, que proporcionou acesso a três escolas na região, além de 8 quilômetros de manutenção no Ramal Tupá II.

“Essa era uma reivindicação antiga dos moradores da região. Nossos recursos ajudam na política de sustentabilidade do governo nas unidades de conservação do estado para melhorar as condições de acesso e escoamento dos produtos florestais e agroflorestais nas florestas e seu entorno”, acrescentou.

Ainda durante o encontro a deputada destacou o apoio dado através de sua parceria com o governador Gladson Cameli. Ela destinou R$ 10 milhões de emenda de bancada para aquisição de tratores, colheitadeiras e implementos. Outros R$ 2 milhões para aquisição de calcário para melhorar a produção dos trabalhadores rurais.

Vanda Milani aproveitou a presença dos representantes de instituições financeiras que fazem gestão de fundos constitucionais como o FNO para pedir a desburocratização para acesso às linhas de crédito socorrendo os pequenos produtores que foram impactados economicamente pela pandemia.

Continuar lendo

Acre

Advogados no Acre pedem prioridade na vacinação de Covid-19

Publicado

em

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre (OAB/AC) solicitou às prefeituras do Acre a inclusão da advocacia na imunização promovida pelo Poder Público. A categoria que garantir segurança, saúde e bem-estar dos profissionais do Direito que precisam cumprir diversas demandas relacionadas ao trabalho de forma presencial.

O pedido foi encaminhado por meio de ofício e endereçado aos prefeitos da capital e do interior. Para Erick Venâncio, presidente da Seccional, o papel da classe é tão necessário quanto o desempenhado por outros grupos já contemplados. “A advocacia (pública, privada e defensores) lidam diuturnamente na mesma seara em que atuam essas forças”, pontua o texto assinado por Venâncio.

Ele lembra que atividades como frequentar o sistema prisional, fóruns, delegacias de polícia e repartições públicas e privadas são cotidianas no exercício profissional e garantem a concretização dos direitos das pessoas em tempos de crise, além da renda mensal de advogados e advogadas. O presidente alerta que do trabalho desses homens e mulheres é garantido “o seu sustento e as necessidades básicas de suas famílias”.

Venâncio reforça que não é razoável que uma função essencial à Justiça – amparada pela Constituição Federal – que mantém contato com agentes de segurança e outros atores de diversos ambientes, não receba a mesma prioridade na vacinação. Ele relembra que o impedimento por parte do Ministério da Saúde e de alguns órgãos judiciais para a aquisição de vacinas contra a Covid-19 por parte de entidades privadas não permite à Seccional Acre promover campanha própria, como já é feito na Caravana de Vacinação contra a Influenza H1N1.

O presidente da OAB/AC pontua a situação da classe em Rio Branco, onde está presente a maior parcela dos profissionais ativos. “Temos hoje em Rio Branco cerca de 2.500 advogados ativos, muitos deles já imunizados em razão da idade, de comorbidades ou de pertencerem a outros grupos prioritários (professores, por exemplo), o que certamente não trará grande impacto na sua inclusão como grupo prioritário”, finaliza.

Assessoria OAB-Acre

Continuar lendo

Acre

Mutirão de vacinação imunizou quase 5 mil pessoas em Rio Branco

Publicado

em

O mutirão do Palácio Rio Branco em parceria com a prefeitura de Rio Branco, realizado para vacinar o público acima dos 45 anos, imunizou 4.690 pessoas em apenas 48 horas.

De acordo com a porta-voz do governo, Mirla Miranda, os profissionais imunizaram 126 gestantes/puérperas. “O governo chamou e a população atendeu”, explicou.

Continuar lendo

Bombando

Newsletter

INSCREVER-SE

Quero receber por e-mail as últimas notícias mais importantes do ac24horas.com.

* indicates required

Leia Também

Mais lidas