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Advogado cobra R$ 250 mil de dívida da viúva de Chico Mendes

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A viúva do líder ambientalista Chico Mendes, Ilzamar Gadelha, sempre esteve nos tribunais cobrando indenizações supostamente devidas à imagem do ex-marido. Na esfera estadual, ela conseguiu na justiça, garantir o pagamento de uma pensão aos dois filhos, Elenira e Sandino Mendes, beneficio pago pelo governo do acre há mais de cinco anos.

Mas Ilzamar agora está do outro lado do processo, de requerente a requerida. Gadelha foi acionada judicialmente pelo advogado criminalista Jair Medeiros, que cobra uma dívida de R$ 250 mil de honorários advocatícios. Medeiros briga nos tribunais para tentar reaver parte de uma indenização já recebida pela viúva, a quem acusa de ter feito um acordo com a Procuradoria Geral do Estado para se beneficiar e beneficiar os filhos.

O advogado explicou que em 1996 ajuizou uma ação indenizatória em favor dos dois filhos de Ilzamar, onde pedia do estado,  pagamento de R$ 1,5 milhões. O processo foi parar no Superior Tribunal Federal, e quando retornou para a justiça acreana, treze anos depois, foi julgado favoravelmente aos filhos de Chico Mendes, que receberiam cerca de R$ 750 mil reais.

Medeiros explicou ainda que durante o período em que ele aguardava a publicação da sentença, Ilzamar Gadelha foi á Procuradoria Geral do Estado, e negociou sem o conhecimento dele e dos outros advogados que acompanhavam o processo, o pagamento de uma indenização no valor de R$ 200 mil reais, pagos pelo governo do Estado a viúva, a Eleniza, Sandino e uma terceira filha de Chico Mendes, que sequer constava na ação. Cada um recebeu R$ 50 mil.

O advogado informou que só tomou conhecimento da manobra executada pela viúva quando foi convocada pela PGE para receber R$ 10 mil de honorários de sucubencia, valor pago por determinação da justiça. Medeiros esclareceu que esse pagamento feito pelo estado, nada tem a ver com o contrato firmado entre sua banca de advocacia e Ilzamar Mendes, que deveria pagar 20% do valor recebido.

Na quarta-feira, 26, ac24horas obteve a informação de que Jair Medeiros e Ilzamar Gadelha ficaram frente a frente numa audiência de instrução na 4å Vara Civil, onde o pedido do advogado foi reiterado. Agora, Medeiros vai aguardar a sentença que deve sair em poucos dias.

Viúva não foi encontrada
A reportagem do ac24horas procurou Ilzamar Gadelha para ouvir sua versão sobre o processo. Na casa onde mora, na Rodovia Ac40, bairro Vila Acre, ela não foi encontrada. Por telefone, várias vezes foi tentando um contanto, mas em todas as tentativas o telefone estava desligado ou fora da área de serviço.

Jairo Barbosa – [email protected]
De Rio Branco para Ac24horas.com

Acre

Auditoria do TCE avalia retorno às aulas presenciais no Acre

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Auditores de controle externo do Tribunal de Contas do Estado do Acre estão realizando inspeções em algumas escolas públicas avaliando o andamento da aulas presenciais. Itens como estrutura física, segurança, merenda e protocolo de higiene da Covid-19 estão em análise.

“Desta forma, o TCE poderá neste momento orientar os gestores e coibir práticas ilegais com o erário público”, disse Elis Damasceno, auditora do Tribunal.

Nesta primeira fase algumas escolas são visitadas e foram escolhidas por amostragem levando-se em consideração o risco e a relevância. As informações colhidas passam a compor um relatório de inspeção e em caso de irregularidades, a fiscalização poderá resultar em autuação. O TCE não informou quando divulgará o relatório.

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Acre

José Adriano conclama união pelo desenvolvimento do Norte

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No 1º Jantar das Lideranças do Norte, presidente da FIEAC destaca importância de agregar interesses públicos, privados e da sociedade para avanço da Região

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o mundo está se voltando para o Pacífico no que diz respeito à rota comercial com países asiáticos. Considerando isso e também a proposta de criação da sub-região de desenvolvimento Amacro, que compreende os estados do Amazonas, Acre e Rondônia, e a nova lei das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs), o Acre passa por um novo contexto de oportunidades que se conectam com a Região Norte e o Brasil.

Foi justamente para chamar a atenção de todos para esse novo momento que o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), José Adriano, decidiu conclamar todas as federações do Norte e lideranças empresariais e políticas para uma grande união pelo desenvolvimento da Amazônia.

“Nosso propósito é encontrar uma forma de agregar os interesses públicos, privados e da sociedade, visando à melhoria da qualidade de vida de toda a nossa população. Conto com vocês na busca incessante pelo desenvolvimento do Acre e da Região Norte”, declarou José Adriano, em seu discurso no 1º Jantar das Lideranças do Norte, realizado na noite da última quarta-feira, 1º de dezembro, em Rio Branco.O evento fechou um dia intenso de atividades que começou com a Reunião da Ação Pró-Amazônia, seguida da Outorga dos Prêmios Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente. Autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de importantes representantes da classe empresarial do Acre e da Amazônia Legal participaram do encontro.

Durante o jantar, o empresário também fez um relato dos diversos avanços obtidos em sua gestão à frente do Sistema FIEAC, destacou o importante apoio que tem recebido da sua Diretoria, bem como da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e enalteceu o empenho dos colaboradores da FIEAC, IEL, SESI e SENAI no Acre.

“A FIEAC tem mostrado sua força a cada pleito, a cada campanha solidária, a cada iniciativa abraçada por uma diretoria aguerrida e envolvida com as lutas e bandeiras de colegas que se sentem representados por uma entidade de grau superior, acessível e verdadeiramente idônea. Defendemos interesses não somente de pessoas jurídicas, mas de milhares de famílias que dependem do pleno funcionamento de uma economia livre”, acentuou José Adriano.

Presente no encontro, o presidente da Ação Pró-Amazônia e da Federação das Indústrias de Rondônia (Fiero), Marcelo Thomé, elogiou a atuação de José Adriano em defesa dos interesses da classe empresarial e do crescimento da Amazônia. “É uma liderança movida a propósitos e que cumpre, com maestria, a missão de apoiar o Acre na agenda do desenvolvimento econômico e fortalecimento da indústria”, assinalou.

Já o governador Gladson Cameli enfatizou a importância da parceria do poder público com uma iniciativa privada forte. “O protagonismo tem que ser de todos nós”, acrescentou. Por sua vez, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, disse que o estado tem um potencial enorme, mas é preciso dar segurança jurídica para que os empresários possam investir mais e, consequentemente, ampliar a geração de emprego e renda.

Também estiveram no evento os presidentes das Federações das Indústrias do Amazonas (FIEAM), Antônio Carlos da Silva; do Maranhão (FIEMA), Edilson Baldez; de Roraima (FIER), Izabel Itikawa; o presidente da Federação de Agricultura do Acre (Faeac), Assuero Veronez; o presidente do TCE/AC, Ronald Polanco; o presidente do TRE/AC, desembargador Francisco Djalma; o deputado estadual José Bestene; além de outras lideranças políticas e empresariais do Acre.

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Acre

Sem mortes, Acre tem apenas dois novos casos do coronavírus

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A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informou nesta sexta-feira, 3 de dezembro, o registro de 2 novos casos de infecção por coronavírus, elevando o número de infectados para 88.225, em todo o estado.

Segundo o boletim, nenhuma notificação e óbito foi registrada nesta sexta-feira, 3 de dezembro, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 1.848 em todo o estado.

Até o momento, o Acre registra 250.984 notificações de contaminação pela doença, sendo que 162.711 casos foram descartados e 48 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 86.136 pessoas já receberam alta médica da doença, sendo que 5 seguiam internadas até o fechamento deste boletim.

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Acre

“Censura”, diz Sérgio sobre fala de Bocalom contra “Papai Noel Gay”

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O ex-presidente da Fundação Garibaldi Brasil (FGB), Sérgio de Carvalho, reagiu às declarações do atual prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, acerca do veto ao projeto cultural do “Papai Noel Gay”, que foi apresentado na instituição. As declarações de Sérgio de Carvalho foram publicadas em suas redes sociais nesta sexta-feira (03).

Em entrevista ao jornalista Luís Carlos Moreira Jorge, o querido Crica, Bocalom afirmou que irá instituir uma comissão para vetar a captação de recursos para o projeto.

Para o ex-presidente da FGB, as declarações do prefeito de que intervirá na comissão mostram uma atitude inédita e autoritária, visto inclusive, como “censura”, de acordo com o ex-gestor do órgão.

“Se o prefeito Bocalom interferir na seleção dos projetos da Fundação Garibaldi Brasil e pedir o arquivamento da proposta “Papai Noel Gay”, como se pronunciou, irá ferir o Sistema Municipal de Cultura e passar por cima, de forma arbitrária, inédita e autoritária, do Fórum de Cultura e de todos os participantes que indicaram a Comissão de Avaliação. Será CENSURA! Que nunca aconteceu em toda a história da FGB”, afirmou.

Em outro trecho, Sérgio afirmou que cabe unicamente à Comissão de Avaliação, indicada pelo Movimento Cultural, a seleção dos projetos por seu mérito técnico e qualidade artística. Segundo ele, a interferência abre precedentes terríveis, ameaçando futuramente qualquer projeto com temas LGBTQIA+, de Cultura afro-brasileira ou indígena, frente ao fundamentalismo religioso que assombra os poderes.

“É inaceitável um projeto ser desclassificado desta forma. Um desrespeito à toda comunidade artística. É autoritarismo puro. Não conheço o proponente nem o teor do projeto, nem sua qualidade artística. Entretanto, arquivá-lo, unicamente por seu título é ditatorial. É um erro. Coloco-me solidário ao proponente e aos avaliadores e espero que a FGB não cometa o crime de censurar um artista pelo título de seu projeto. Posiciono-me porque a Censura deve ser sempre combatida. Sempre! Qualquer projeto precisa ser avaliado pelos processos legais do Sistema Municipal de Cultura, somente é cabível desclassificação se ele ferir as regras do Edital e do Sistema. Qualquer outro motivo é censura e homofobia”, encerrou.

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