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O próspero e lucrativo mercado de ovinos no Acre

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Demorou, mas já se instalou e começou a dar lucro, a criação de ovinos no Acre. Acostumados com a criação de bovinos, pequenos produtores já sinalizam com a mudança de hábitos que deve acontecer de forma decisiva no setor produtivo de carnes em todo o Estado, pelas facilidades que oferece a cultura mais antiga do mundo, na criação de ovelhas, no masculino conhecido por carneiro e quando pequeno, borrego vem evoluindo e ocupando significativo espaço no setor produtivo acreano.

O crescimento da criação de ovinos em terras acreanas tem como precursor e incentivador, Adalberto Moreto (o Beto do Café, que transformou a marca Café Contri em uma das mais importantes no meio empresarial do Acre). O milagre da multiplicação do animal bíblico ganhou pujança com os ambiciosos planos do empresário, que mais uma vez inova e instala em Rio Branco, o primeiro frigorífico exclusivo para abate e distribuição da carne considerada uma das mais nobres, pelo paladar e teor nutritivo.

A partir desta reportagem, ac24horas inicia uma série de matérias sobre o mercado de ovinos, uma das atividades que mais se expande entre as culturas praticadas no Acre. Depois de estudar profundamente a cultura de ovinos, pesquisando as raças e métodos de criação da espécie que melhor se adaptasse ao tipo de clima do Estado, Adalberto Moreto resolveu se afastar do Café Contri, uma empresa consolidada, para investir recursos próprios no Frigorífico Annasara Ltda, empreendimento legitimamente acreano.

As obras do frigorífico, já estão em fase final, faltando apenas pequenos retoques de acabamento, para o início das atividades. O empresário se cercou de cuidados para que seu empreendimento não venha a ser apenas uma empresa comum no cenário dos negócios na cidade de Rio Branco. A nova empresa, além de comprar toda produção oferecida pelos criadores das cidades onde está o maior número de ovinos, oferecerá assistência técnica especializada para todos os criadores.

Foram várias viagens do empresário para outros estados, grandes produtores, para que o frigorífico saísse do papel. Adalberto Moreto explicou quais os motivos que o levaram a investir pesado na área de criação e a venda da carne de cordeiro. “Estou nesta atividade, primeiro pelo prazer da carne. É uma carne nobre, entre as vermelhas é a mais nutritiva, baixo colesterol e uma infinidade de coisas. Segundo, porque me tornei produtor que produzia e não tinha mercado por falta de um frigorífico”, disse Moreto.

Valor agregado a criação e venda dos animais
Outro motivo que levou o empresário a fazer o vultoso investimento [que ele não revela as cifras] foi o preço de venda dos animais depois de criados. “A gente ia vender um animal e não tinha um preço agregado nele, os compradores exploravam o produtor. Então, começou a produção aumentando e não tinha mercado, daí nasceu à necessidade de investir em um negócio que atendesse, não só minhas necessidades, mas oferecer oportunidade para as pessoas que produziam e não tinham como vender seus animais”, diz Adalberto Moreto.

Segundo o empresário, os lucros não serão apenas de seu empreendimento, mas de todos os produtores que terão compra garantida a um preço justo. Moreto destaca que espera abater uma média de 100 animais por dia, mantendo um mercado continuo com os municípios que apresentam maior produção. O preço que era oferecido pelos compradores antes da perspectiva de um frigorífico em Rio Branco, circulava em torno de R$ 50,00 por animal – com a inauguração da nova empresa, o preço deverá dobrar.

Sobre o valor dos cortes mais nobres, o empresário afirma que já existe mercado garantido na cidade de São Paulo, onde restaurantes especializados pagam até 50 reais por um quilo de um corte nobre da carne de cordeiro. Nos primeiros seis meses de atividade do frigorífico será focado no mercado interno. Adalberto Moreto espera consolidar a proposta nos grandes supermercados, estabelecendo pontos de vendas, com a intenção de fidelizar os consumidores que terão local certo para procurar o produto.

“É um estágio que vou passar adequando o frigorífico a fazer operações que me der suporte para operar em nível nacional. Vou passar esse período de adaptação, depois deste teste estarei apto a comercializar em qualquer outro estado do Brasil. Estamos aumentando a criação com vários criadores através de uma associação, que está fazendo um trabalho de melhoramento genético, melhoramento de animais de plantel, para tornar os produtos do Acre competitivos em qualquer parte do país”, explica Moreto.

Criação consorciada com bovinos e até com plantações
Um das facilidades no processo de criação de ovinos é o pouco espaço em que os animais podem ser criados. Com alguns cuidados mínimos as ovelhas se adaptam fácil em criações consorciadas com diversas culturas.

“A realidade é que os grandes produtores de bovinos podem criar ovinos, já que dispõem de terra suficiente para outros tipos de atividades, mas o pequeno criador de boi, não tem lucro suficiente na criação de gado em suas propriedades reduzidas. Vou citar um exemplo: num hectare você consegue colocar um boi e meio, já carneiro você coloca de 20 a 30 – então, a rentabilidade para quem tem uma pequena propriedade é maior na ovinocultura do que na bovinocultura. Daí pode-se notar que para as pequenas propriedades o ovino é a cultura que mais se adéqua”, justifica Adalberto Moreto.

O empresário explica que o produtor não precisa se preocupar em desmatar para criar carneiros. De acordo com ele, os animais podem ser criados em áreas de fruteiras e consorciados com outros tipos de pequenos animais. “Esta é uma atividade que é rentável para o pequeno produtor, já que não precisa de grandes áreas de terra para criar; nem precisa brigar com as leis de proteção ambiental”.
Para que o frigorífico comece a funcionar esta sendo concluído o asfaltamento do acesso as instalações e a montagem de duas máquinas, já que o processo será automatizado em sua totalidade.

Nas próximas reportagens estaremos abordando os aspectos técnicos; número de criadores; municípios maiores produtores; cuidados com a criação e a logística necessária para tornar a criação de ovinos, uma das atividades comerciais mais importantes do Acre.

Ray Melo, da redação de ac24horas – [email protected]

Acre

Com dois novos casos, Acre não registra mortes por covid-19

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A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informou neste domingo, 17 de outubro, o registro de dois novos casos da covid-19, elevando o número de infectados para 88.005, em todo o Acre. Segundo o boletim, nenhuma notificação de óbito foi registrada neste domingo, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 permaneça em 1.842 em todo o estado.

Até o momento, o Acre registra 248.608 notificações de contaminação pela doença, sendo que 160.552 casos foram descartados e 49 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. 86.064 pessoas já receberam alta médica da doença, sendo que 9 seguiam internadas até o fechamento deste boletim.

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Acre

Lentidão na reversão e relação ruim motivam saída de chefe do Saerb

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O que era apenas uma especulação, se tornou realidade no final da tarde deste sábado, 16. Em uma carta divulgada, primeiramente, aos servidores do Depasa, Pollyana Souza anunciou que não é mais diretora-presidente da autarquia.

Fontes do ac24horas revelaram à reportagem que dois fatores principais contribuem para que a gestão de Pollyana frente à autarquia fosse encerrada. O primeiro é a lentidão no processo de reversão do sistema de água e esgoto de Rio Branco do governo para a prefeitura.

O acordo entre os poderes públicos foi assinado em maio, mas o município não conseguiu se organizar como deveria para receber o sistema. Sem orçamento e sem servidores suficientes, o Saerb não teve condições de receber o sistema no tempo acordado. O jeito foi o prefeito Tião Bocalom fazer um pedido ao governador para que a reversão fosse adiada para janeiro do ano que vem. O início do trabalho de troca de informações entre as comissões criadas para tratar do tema no Saerb e no Depasa foi marcado por atritos entre as duas autarquias. Tanto que o município chegou a enviar um documento ao estado alegando a demora no envio de documentos importantes.

Um outro problema que colaborou para sua saída foi a relação ruim de Pollyana com alguns dirigentes e servidores. O ac24horas apurou que o desgaste era tamanho com os servidores ao ponto de na manhã desta sexta, 15, ocorrer uma discussão extremamente acalorada com uma funcionária.

Na carta de despedida, Pollyana conta que foi quem pediu sua exoneração, apesar do prefeito ter resistido. Enalteceu que sua saída foi totalmente amigável e diz que deu o melhor com as ferramentas que dispunha.

Ainda diz que se coloca à disposição e que aprendeu “pacas” na gestão pública, exaltando a experiência que teve no Depasa. A prefeitura ainda não anunciou o substituto.

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Acre

Entrada para o Calafate vira “rio” durante chuva forte neste sábado 

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A entrada do Calafate, que já foi motivo de reclamação de motoristas e motoqueiros por conta dos buracos, foi tomada pelas águas na tarde deste sábado (16). As imagens enviadas pelos internautas mostram que a entrada do bairro virou mais um rio do que de uma rua.

Mesmo sendo acesso a uma das regiões mais populosas de Rio Branco, vários motoristas não tiveram coragem de arriscar a passar com seus veículos.  Como alternativa, quem mora na localidade usou o estacionamento da loja Havan como atalho para não passar pelo trecho inundado.

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Acre

Sem óbitos, Acre registra quatro novos casos da covid-19

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A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informou na tarde deste sábado, 16, o registro de quatro novos casos de infecção por coronavírus, elevando o número de infectados para 88.005, em todo o Acre. 

Segundo o boletim, nenhuma notificação de óbito foi registrada neste sábado, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 permaneça em 1.842 em todo o estado.

Até o momento, o Acre registra 248.583 notificações de contaminação pela doença, sendo que 160.534 casos foram descartados e 44 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 86.064 pessoas já receberam alta médica da doença, sendo que 8 seguiam internadas até o fechamento deste boletim.

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