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MEC confirma: em 2010, apenas dois entre 281 médicos formados na Bolívia passaram em prova de revalidação de diploma

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Depois da repercussão da reportagem de ac24horas que aponta supostas irregularidades em cursos de medicina nas faculdades particulares da Bolívia [LEIA REPORTAGEM], como a falsificação de comprovantes de períodos semestrais, garantindo a conclusão e o conseqüente diploma em menos de três anos de curso, a baixa qualidade dos cursos no país vizinho é comprovada pelo Ministério da Educação, que através de um relatório, mostra que no ano de 2010, apenas dois entre 281 médicos formados nas diversas instituições de ensino na Bolívia, conseguiram aprovação na prova de revalidação de diploma no país.

Segundo o MEC, até 2009, os estudantes que buscavam formação nas faculdades bolivianas, tinham que recorrer a provas de universidades federais sem periodicidade certa, fato que gerava protestos entre os formados. No ano passado, a equipe de planejamento do Ministério da Educação elaborou um projeto-piloto de revalidação, com o objetivo de unificar o processo, mas, na época, de 628 recém-formados inscritos, apenas dois foram aprovados no exame teórico, chegando à prova prática e à aprovação.

O desempenho abaixo da média evidencia a baixa qualidade do ensino nas faculdades bolivianas. As facilidades de ingressar no ensino superior sem concorrência e os menores preços das mensalidades, além do baixo custo de vida, tem atraído milhares de brasileiros a atravesse as fronteiras com a Bolívia para cursar o ensino superior. Nem sempre essa saída de baixo custo garante que os formados ao chegar ao Brasil, exerçam a profissão na área médica sem percalços e dificuldades para revalidar o diploma adquirido.

Em parte a culpa é das instituições de ensino superior do Brasil. O custo da mensalidade em faculdades brasileiras de medicina varia de R$ 2,5 mil a R$ 6 mil, dificultando o acesso das pessoas de classe média em chegar ao banco de uma instituição de ensino brasileira. Já na Bolívia o preço da mensalidade é a partir de R$ 375.

Os atrativos e facilidades não param apenas na distância e custo da permanência nas cidades bolivianas. Segundo informações de acadêmicos que freqüentaram os cursos superiores na Bolívia, a facilidade para entrar na faculdade é flagrante. Em determinados casos, até mesmo cópias de certificados de ensino médio são aceitas pelas faculdades. Os folders das faculdades bolivianas destacam que não é preciso fazer vestibular e ainda oferecem serviços para ajudar o postulante a médico a obter os poucos documentos exigidos pelo governo boliviano.

No Acre, no início de 2010, um termo de ajustamento de conduta (TAC), no Ministério Público Estadual (MPE), chegou a permitir que médicos formados na Bolívia, pudessem exercer a profissão sem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), em municípios do interior do Estado. Uma ação conjunta do CRM e Conselho Federal de Medicina (CFM), na Justiça Federal cassou o TAC e deixou os médicos sem poder trabalhar e entregues a um processo de revalidação da Universidade Federal do Acre (Ufac), que nunca funcionou.

Todos os médicos formados em outros países precisam passar por várias etapas de avaliação para que a formação tenha validade no Brasil. Em 2011, mais de 320 brasileiros formados em países como Cuba e Bolívia se inscreveram para participar do programa de revalidação de diplomas médicos, segundo o Ministério da Educação. Entre os atuais escritos, grande parte ainda é dos 279 reprovados em 2010, que tentam novamente a revalidação para realizar o sonho de trabalhar e exercer a profissão no Brasil.

De acordo com o Conselho Regional de Medicina, as provas aplicadas para revalidação não são mais difíceis do que a realidade que os médicos encontrarão nos hospitais. O exame de CRM é uma prova de conhecimentos gerais da área médica normalmente aplicada para os formandos no Brasil que tentam acesso aos programas de residência. Para o CRM e CFM, não há como garantir a qualidade da formação dos médicos bolivianos, já que os órgãos que fiscalizam o ensino no Brasil, não podem avaliar ou fiscalizar os métodos de outros países.

Ray Melo, da redação de ac24horas – [email protected]

Acre

Sem óbitos, Acre registra oito novos casos por Covid-19

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A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informou nesta sexta-feira, 26, o registro de oito casos do coronavírus, elevando o número de infectados para 88.200, em todo o Acre.

Segundo o boletim, não foi registrado nenhum óbito nesta sexta-feira, 26 de novembro, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 mantivesse em 1.846 em todo o estado

Até o momento, o Acre registra 250.565 notificações de contaminação pela doença, sendo que 162.352 casos foram descartados e 21 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 86.136 pessoas já receberam alta médica da doença, sendo que 5 seguiam internadas até o fechamento deste boletim.

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Acre

Banco da Amazônia realiza webinar on-line sobre pecuária verde

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O Banco da Amazônia promoverá um grande Webinar para o pré-lançamento do produto financeiro Pecuária Verde, que acontecerá por meio de evento on-line em seu canal do YouTube, no dia 29/11/2021 (segunda-feira), às 10horas (horário de Brasília).

Segundo o Diretor de Gestão de Recursos e Portfólio de Produtos e Serviços, Luiz Otávio Monteiro Maciel”, este novo produto financeiro favorece a inovação, a sustentabilidade e a lucratividade e tem exatamente os ingredientes das oportunidades que hoje batem à porta da pecuária

No evento, será apresentado o produto na sua fase piloto, suas condições operacionais e seu direcionamento para a indução da aplicação de práticas e tecnologias que elevam a produção da pecuária na região Norte e, ao mesmo tempo, geram serviços ecossistêmicos, melhorando a rentabilidade do ciclo produtivo do pecuarista.

O projeto do produto financeiro verde foi desenvolvido em colaboração com um amplo consórcio de instituições a partir da seleção do Banco pelo projeto Finanças Brasileiras Sustentáveis (FIBRAS), uma cooperação dos governos da Alemanha e do Brasil, que patrocinou as consultorias especializadas e ainda contou com o apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento.

Serviços:

Banco da Amazônia

Coordenadoria de Comunicação

Contato para mais informações:

Ruth Helena Lima (91-98568/7003)

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Acre

No Acre, não haverá saída de reeducandos no período do Natal

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O juiz Hugo Torquato, titular da Vara de Execução de Penas no Regime Fechado, do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), informou nesta sexta-feira, 26, que não haverá saída temporária para nenhum reeducando do Acre.

Segundo o magistrado, no Acre não existe estabelecimento prisional para o cumprimento do regime semiaberto, de modo que os condenados que cumprem pena nesse regime já permanecem em prisão domiciliar, monitorados por meio de tornozeleira eletrônica.

“Não faz sentido qualquer preocupação, portanto, quanto aos efeitos de uma decisão de saída temporária no nosso estado, porque essas pessoas já não estão segregadas em estabelecimentos prisionais”, explicou o magistrado.

Portanto, é importante frisar que o Judiciário acreano não vai esvaziar os estabelecimentos prisionais no Natal. Não haverá decisões judiciais autorizando saídas temporárias, porque esse benefício não é cabível aos sentenciados ao regime fechado.

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Acre

Familiares de presos fecham ponte em Sena cobrando volta das visitas

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Familiares e mulheres de presos fecharam nesta sexta-feira, 26, a ponte de Sena Madureira, interior do Acre, exigindo a volta das visitas nas unidades prisionais do estado, que estão suspensas desde o último dia 17 de novembro.

As imagens e vídeos foram enviados por internautas do ac24horas. A suspensão de visitas nos presídios ocorre devido à paralisação dos policiais penais, que estão em um movimento pela aprovação da Lei Orgânica que regulamenta a categoria.

O projeto foi enviado no último dia 8 para a Casa Civil depois de passar por reformulação pelo grupo de trabalho criado pelo governo do Acre, em julho do ano passado, no entanto, o PL segue parado na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), que consequentemente decidiram suspender o banco de horas.

Os policiais penais afirmam que o projeto não contempla todas as pautas deles, como equiparação de salários com as outras forças de Segurança, incorporação da gratificação aos salários e passá-los para nível superior.

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