Pesquisadores da Universidade Federal do Amapá (Unifap) estão investigando o risco de entrada no Brasil da praga conhecida como Lethal Yellowing (Amarelecimento Letal), doença capaz de destruir plantações inteiras de coqueiros e tornar os frutos impróprios para consumo.
O estudo é desenvolvido por alunos do curso de Educação do Campo, que acompanham possíveis vetores da doença na região amazônica. Embora a praga ainda não tenha sido registrada no Brasil, ela já causa preocupação em países da América Central, onde provocou grandes prejuízos à produção de coco.
Segundo os pesquisadores, há suspeita de que cigarrinhas atuem como transmissoras da doença, que não possui cura. Para investigar a possível presença desses insetos vetores, equipes de campo instalam armadilhas para capturá-los. Os exemplares coletados são levados ao laboratório para análises.
“No laboratório retiramos as cigarrinhas com cuidado para preservar sua estrutura e depois realizamos a análise molecular”, explicou a pesquisadora Ana Kássia de Oliveira.
O professor Janivan Suassuna destaca que ainda não há confirmação sobre o agente causador direto da doença. Mesmo assim, ele ressalta a importância do monitoramento na região amazônica, já que a bactéria associada ao problema pode atingir não apenas os coqueiros, mas também outras palmeiras, como o açaí.
Como identificar sinais da doença no coqueiro
Especialistas apontam alguns sintomas característicos do Lethal Yellowing:
• Queda precoce dos frutos: cocos caem antes do tempo, independentemente do tamanho;
• Escurecimento das flores: botões florais ainda fechados ficam escuros ou pretos;
• Amarelamento progressivo: as folhas começam a amarelar da base para o topo da planta;
• Estágio conhecido como “poste”: entre três e seis meses após os primeiros sintomas, a copa do coqueiro cai, restando apenas o tronco.