O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país vai remover sanções de “alguns países” relacionadas a petróleo.
A medida é anunciada em meio à guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã, que levou a cotação do petróleo aos maiores preços desde 2022 nesta segunda-feira (9). O movimento visa controlar a alta observada no mercado de energia.
“Nós vamos abrir mão de certas sanções relacionadas ao petróleo para reduzir preços. Nós temos sanções contra alguns países, e vamos retirar essas sanções”, afirmou Trump a jornalistas nesta segunda, ressaltando que a medida deve ser mantida até a situação no Estrito de Ormuz normalizar.
“Estamos buscando manter os preços do petróleo baixos, eles subiram artificialmente por conta da ‘excursão’ […]. Eu sabia que os preços do petróleo subiriram se eu fizesse isso. Eles subiram provavelmente menos do que eu esperava que ele subiriam”, indicou.
Ademais, o presidente dos EUA afirmou que a marinha norte-americana irá escoltar petroleiros pela via marítima, se necessário.
“Estamos focados também em manter a energia e o petróleo fluindo para o mundo. Não vou permitir um regime terrorista manter o mundo como refém na tentativa de parar o fornecimento de petróleo ao mundo”, afirmou Trump.
“O fornecimento de petróleo vai ficar bem mais seguro sem a ameaça [do Irã]. […] Estamos colocando um fim nessa ameaça de uma vez por todas e o resultado vai ser preços de petróleo e gás menores”, pontuou.
Mercado de petróleo
Ao longo do pregão desta segunda, o barril de petróleo chegou ser cotado em US$ 100. No fim do dia, o WTI (West Texas Intermediate) – referência dos EUA – para abril fechou em alta de 4,26%, a US$ 94,77 o barril.
Já o Brent – referência internacional negociada na ICE (International Commodities Exchange) – para maio encerrou o dia em alta de 6,76%, com o barril cotado a US$ 98,96.
Em meio as especulações de que Trump retiraria as sanções, os preços do petróleo recuaram e devolveram todos os ganhos do dia, recuando no pós-mercado.
Por volta das 19h20, o WTI era negociado a US$ 87,47, baixa de 7,78%. Enquanto isso, o Brent era vendido a US$ 89,79, queda de 3,13%.