O promotor de Justiça João Paulo Furlan tomou posse, na sexta-feira (6), como presidente da Associação do Ministério Público do Amapá (Ampap) para o biênio 2026–2028. A posse ocorre enquanto ele está afastado das funções no Ministério Público por decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

De acordo com informações publicadas pela Folha de S.Paulo, Furlan cumpre afastamento de 60 dias determinado em janeiro, após ser citado em uma investigação que apura suspeita de compra de votos durante a campanha eleitoral de seu irmão, o ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD). A apuração menciona a suposta distribuição de cestas básicas e combustível a eleitores.

O promotor nega irregularidades. Segundo ele, as provas apresentadas na investigação seriam ilícitas e o caso teria motivação política, envolvendo adversários.

Furlan também argumenta que a Ampap é uma entidade privada de representação de classe e que não existe impedimento estatutário para que ele exerça a presidência da associação, mesmo estando temporariamente afastado do cargo no Ministério Público.