Em missões de segurança, de resgate de urgência e outras, no céu do Acre, há uma mulher pilotando um helicóptero. A investigadora de Polícia Civil, Priscila Paiva, é a primeira piloto de segurança pública do Estado, numa aeronave de asa rotativa.
Atualmente, ela atua no Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) de Cruzeiro do Sul. Priscila, que é servidora pública há 14 anos, tem orgulho de sua trajetória, marcada pelo pioneirismo e confiança em si mesma.
“Eu sou a primeira piloto de segurança pública do estado do Acre, numa aeronave de asa rotativa, que é uma pilotagem mais complexa que a de asa fixa, então é uma formação mais longa. Por ser aviação de segurança pública também, há outros critérios. Para além da aviação comercial, a gente tem critérios mais rígidos, tanto para formação quanto para ascensão. Enfim, é um processo demorado, que exige resiliência, muito foco, determinação, disciplina. Nós, mulheres, podemos estar em qualquer lugar, não há distinção. Mas, inevitavelmente, em lugares em que a gente ainda não chegou, chegar e permanecer é um desafio dobrado, inegavelmente. É um lugar ainda de muito poder, no sentido de que é pouco alcançado pela maioria das pessoas. E, sendo uma mulher, piloto policial, quebra paradigmas mesmo. Eu sei que é desafiador, que é novo, que ainda há preconceitos, inevitavelmente a gente enfrenta, mas eu sou muito segura do que eu tenho a competência de fazer. Eu me dedico arduamente para isso, eu estudo muito, eu treino muito. Então, eu espero que eu consiga representar as mulheres, até para que haja outras, num tempo mais curto possível, porque esse lugar também é nosso”, pontuou.
Priscila diz que sentiu vontade de pilotar uma aeronave depois de um curso que fez em 2015 ainda na Polícia Civil. Agora não quer mais trabalhar “em terra”. Para as mulheres, o “toque” da piloto é se qualificar, se garantir no que faz.
“Eu fiz o curso de operações da Polícia Civil, à época, e nesse COPE houve uma fase de noções de operações aéreas. E nós ficamos com o CIOPAER em Rio Branco e naquela semana, me apaixonei demais e desde então começou a vontade, o desejo de fazer parte da equipe. Eu fui trabalhando no meu currículo. A gente tem que acreditar no nosso sonho mais do que todo mundo, porque o sonho é nosso, ele é uma guerra sua. Mulheres e homens, qualquer pessoa vai enfrentar dificuldades para alcançar seu sonho. Mas o que é fundamental para você chegar lá é não desistir, não esmorecer na primeira dificuldade que aparecer, não baixar sua cabeça, ter convicção, estudar, se capacitar, porque, como diz o ditado, contra fatos não há argumentos. Se você for boa naquilo que você faz, inevitavelmente você vai chegar onde você quiser”, concluiu.