Neste domingo, 8 de março, data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, histórias de mulheres que transformam desafios em oportunidades ganham ainda mais visibilidade. Em Rio Branco, a experiência da empreendedora Thaís Bezerra Gondim, de 32 anos, é um exemplo de como iniciativa, criatividade e determinação podem transformar uma ideia simples em um negócio promissor no setor de doces artesanais.
O negócio da acreana, que hoje se chama “Gelatte”, começou de forma despretensiosa, dentro de casa, em um dia comum de calor. Segundo Thaís, a ideia surgiu a partir de uma sobremesa preparada pela mãe, Marilda da Silva Bezerra, de 52 anos. “Os geladinhos foram criados para consumo próprio. Em um dia de muito calor, minha mãe resolveu fazer um geladinho de pudim para sobremesa e foi o maior sucesso lá em casa”, conta.
A partir desse momento, Thaís percebeu que o produto poderia se transformar em uma oportunidade de negócio. Apaixonada por doces e com espírito empreendedor, ela decidiu investir na ideia ao lado da mãe. “Eu sempre gostei muito de empreender na área de doces e percebi que os geladinhos tinham um grande potencial. Minha mãe fez um curso para aprimorar o conhecimento e acreditamos que poderíamos transformar algo simples em um produto especial. Então, resolvemos entrar em sociedade e começar o negócio”, explica Thaís.
O geladinho é um produto bastante popular no Brasil, mas Thaís decidiu inovar ao apostar em uma versão mais elaborada, com sabores diferenciados e apresentação atrativa. “O geladinho é muito popular, mas eu quis trazer uma versão mais especial, com sabores diferenciados e uma apresentação bonita. A ideia foi justamente transformar algo simples em algo gourmet, que as pessoas comprassem não só pelo sabor, mas também pela experiência”, afirmou.
Começo com investimento mínimo
Apesar do sucesso atual, o início do empreendimento foi marcado por recursos limitados. O primeiro investimento foi de apenas R$ 100. “No início, o investimento foi pequeno. Começamos com cem reais, poucos ingredientes, no congelador da geladeira de casa e muita vontade de dar certo”, relembra.
Com o crescimento da procura, a produção aumentou e a estrutura precisou ser ampliada.
“Hoje nossa produção é triplicada e já não usamos mais a geladeira de casa. Temos um freezer e já estamos precisando de outro por falta de espaço. Muitas vezes, o maior investimento não é o dinheiro, mas a dedicação, o tempo e a coragem de começar”, diz.
Desafios e conquistas
Como acontece com muitos pequenos empreendedores, os primeiros desafios foram conquistar clientes, divulgar o produto e lidar com as incertezas do início. “No começo, é preciso conquistar clientes, divulgar o produto e lidar com as inseguranças. Mas eu já tinha uma cartela de clientes da época em que eu era a ‘Donna Pipoca’, e isso ajudou bastante”, destaca.
Segundo ela, o crescimento do negócio aconteceu muito pela indicação dos próprios consumidores. “Como dizem, o melhor marketing é a indicação do seu cliente”, afirmou.
Produto ganhou espaço no mercado
Atualmente, os produtos são conhecidos como geladinhos gourmet, preparados com ingredientes de qualidade e atenção à apresentação. Com o sucesso da marca, novos produtos também surgiram.
“Hoje os geladinhos são conhecidos como geladinhos gourmet, feitos com cuidado e muito carinho. Com a aceitação do produto, criamos também o picolé de pudim, que hoje é o nosso ‘best-seller’”, afirma.
De acordo com Thaís, o público é bastante diversificado. “Nosso público é bem variado. Por ser um produto popular, conseguimos agradar praticamente todo mundo que ama um docinho.”
Planos para o futuro
Com o crescimento das vendas da Gelatte, a empreendedora já planeja os próximos passos do negócio. “Nosso objetivo é crescer cada vez mais, ampliar a marca e alcançar mais pessoas. Quero continuar inovando nos sabores, fortalecer nossa presença nas redes sociais e montar nossa loja física, transformando o negócio em algo ainda maior”, revela.
A força da mulher empreendedora
Para Thaís, empreender também representa um processo de autoconfiança e transformação. Sua trajetória começou ainda em 2018, quando criou a marca “Donna Pipoca”, produzindo pipocas gourmet para eventos. “Ser mulher empreendedora é acreditar na própria força. Temos uma capacidade enorme de criar, cuidar e transformar sonhos em realidade”, afirma.
Na época, ela conciliava o trabalho formal com a produção artesanal. “Durante o dia eu cumpria minha rotina de trabalho e, à noite, em casa, produzia as pipocas, organizava os pedidos e cuidava do meu negócio. Foi uma fase de muito esforço, mas também de muito aprendizado.”
A experiência também trouxe ideias inovadoras, como o ovo de pipoca criado durante a Páscoa, que acabou se tornando um sucesso entre os clientes. “Cada fase da minha jornada me ensinou algo importante e me ajudou a chegar até aqui. Empreender, para mim, é exatamente isso: acreditar nas ideias, ter coragem de começar e não ter medo de se reinventar”, encerrou.