O beicinho de alguns parlamentares tem sido calculadamente focado no gestor da Sesacre. Nenhuma cobrança se faz ao “governador” ou ao “Governo do Acre”. Se, em 10 minutos de conversa, Pedro tem capacidade de relatar uma sequência fulminante de situações que mostram quão pouco republicanas são algumas demandas de alguns parlamentares para a Sesacre… “Cala-te boca, Pedro!”
Figuras menores da política local, que pensam estar manipulando bolsonaristas a todo custo, é bom colocar barbas de molho. Já está claro para o eleitor quem é quem.
Essa novela mexicana em que se transformou a candidatura de Bocalom ao governo está migrando para a classificação “comédia”. Agora, chega a informação de que Mailza abarcou: “se quiser vir para o PP, venha, mas a cabeça de chapa é minha!”
E Bocalom, talvez o único no país a levar Valdemar da Costa Neto a sério, jura ao presidente do PL que é o último honesto do Acre e que “sempre esteve na direita” (claro, omitindo o período da FPA).
Eminência parda do MDB confirma que está conversando com o Progressistas para compor chapa com Mailza Assis, mas não esconde que só faz com uma condição: que a médica Jéssica Sales seja a vice na chapa. Assim, a linha de frente seria formada por Mailza, pré-candidata ao governo; Gladson Cameli e Marcio Bittar, pré-candidatos ao senado. Mas do lado de cá, o PP chia e o nome do deputado Nicolau Júnior seria um desejo de Gladson para a vice.
A interiorização de exames complexos e cardiologia no Acre indica descentralização do SUS estadual. A promessa de robótica hospitalar eleva padrão tecnológico, mas exige escala e custeio contínuo para evitar subutilização. Diz aí, Pedrão…
O Acre aderiu ao Protocolo Brasil Sem Fome, que já soma 30 milhões de registros no país. A integração CadÚnico-SUS-SUAS busca localizar vulneráveis com precisão, superando fragmentação histórica das políticas sociais.
“Prefeitos dos 22 municípios do Acre discutem solução para resíduos sólidos”. Foi a manchete de uma nota do site ac24horas do sábado, 28 de fevereiro de 2026. O leitor tem ideia de como o debate realizado agora está atrasado? A lei 12.305, de 2010, estabelecia prazo para agosto de 2014 para o fim dos lixões.
No mínimo, os prefeitos estão atrasados 12 anos. Esse debate, no Acre, não se faz sem o Governo. Fazer com que os prefeitos entendam que tratar da destinação de resíduos é uma questão de direito à Saúde, à Cidadania, de respeito ao Meio Ambiente, não tem sido fácil.
Com 33 delegados de 22 municípios, o Acre levou pautas próprias à Conferência Nacional das Cidades após 10 anos sem edição. A mobilização total do território contrasta com déficits urbanos persistentes em saneamento e habitação.
Na Estrada Jarbas Passarinho, é preciso que o Imac e a Semeia verifiquem a atuação de alguns pecuaristas na região. Ainda tem alguns que utilizam veneno para formação de pasto. As poucas árvores que há ao longo da estrada estão ameaçadas.
Pecuaristas com essa percepção no processo de produção estão com referenciais do século passado. É sinal de que a Seagri precisa estar mais presente na rotina do pequeno produtor de carne. E ninguém falou em multa. A questão é de orientação.
O novo credenciamento de viveiros de café e cacau no Acre flexibiliza entrada de produtores no programa de produção de mudas de café. Sem contratação automática e sujeito a orçamento, o modelo favorece inclusão, mas limita expansão rápida das cadeias estratégicas.
O Amazônia Viva, do BNDES, reservou R$ 80 milhões à sociobiodiversidade na Amazônia Legal, incluindo o Acre. Com projetos de até R$ 2,5 milhões e meta mínima de 32 propostas, o alcance ainda é modesto frente à demanda regional.
A previsão de chuvas abaixo da média no sul do Acre em março diverge do excedente de até 50 milímetros em áreas do Norte. O “contraste intra-amazônico’ eleva risco hídrico local e pode reduzir produtividade agrícola regional.
O drama de gênese privada do prefeito de Xapuri, Maxuel Maia, acaba mergulhando na esfera pública. O que há ali é pano pra manga para MP nenhum botar defeito. A cena toda é lamentável e desgastante.
Indicadores recentes colocam o Acre em desvantagem estrutural: renda per capita 40% menor que o Brasil e apenas 16,2% de docentes efetivos. A combinação de baixa renda e alta precarização estatal reforça ciclos de desigualdade.
O Acre registrou renda per capita de R$ 1.392 em 2025, 40% abaixo da média nacional (R$ 2.316) e menos da metade do DF (R$ 4.538). O indicador mantém o Estado entre os mais pobres do país, refletindo baixa produtividade e mercado restrito.
Só 16,2% dos professores da rede estadual do Acre são efetivos, ante 48,6% no Brasil e 94,1% na Bahia. A dependência de temporários amplia rotatividade e fragiliza vínculos escolares, afetando continuidade pedagógica e gestão educacional.
Em 2022, o Governo Federal deixou uma peça orçamentária para 2023, antes da eleição, já colocando R$ 63 bilhões de déficit. Isso sem contar com o reajuste do Bolsa Família (R$ 52 bilhões) e mais R$ 44 bilhões do calote dos precatórios, porque a emenda foi considerada inconstitucional já na gestão Lula 3. Isso dá 1,6% do PIB. A ginástica fiscal para encontrar equilíbrio não foi fácil nos últimos três anos.