Tricas & Futricas

Saudades

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Da redação ac24horas

Muitos colegas de Joabe Lira não escondem o climão: acham que, como presidente da Câmara de Vereadores de Rio Branco, o parlamentar deixa mesmo é saudades de quando era secretário de Cuidados com a Cidade. O lixo se espalha nas ruas e terrenos. E a insatisfação com as recentes declarações de Lira na Câmara é grande.

Café?

Aos interlocutores, Joabe sempre faz o convite, em uma forçada e calculada simpatia, para “tomar um café”. Vai nessa, Joabe!

Era Bocalom

Bocalom foi visto solitário, cabeça baixa, em raro flagrante sem o chapéu que ele jura ser bonito. Estava macambúzio, quase choroso. Caminhava pelos mercados sem rumo, em clima chuvoso. Remexia uma bituca ou outra de cigarro. Não é fácil a vida de um narciso em terra seca.

Cadê?

Cadê a secretária de Estado de Agricultura que substituiu Luiz Tchê? Alguém viu?

Silêncio no Papouco

Enquanto a Prefeitura ainda não apresentou solução definitiva para a retirada das famílias da região do Papouco, um homicídio registrado na área aumentou a sensação de insegurança. A cobrança agora é por medidas concretas do poder público, já que, segundo moradores, o silêncio segue predominando diante dos problemas sociais e de violência.

Sisbi

O Acre está habilitado ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) desde dezembro de 2022. E já entrou com um regulamento de inspeção similar ao utilizado pelo Mapa. Portanto, o instrumental de fiscalização é de alto nível. O que falta é algum ajuste.

Calma

Não se deve, no afã de querer parecer ser crítico a este ou àquele governo, cometer injustiças. A suspensão temporária de novas empresas ao Sisbi foi quase comemorada por alguns. Em tempo: as empresas que já integram o sistema não serão prejudicadas. E o Idaf que faça os ajustes pontuados pelo Mapa. Simples assim.

Papelão no futebol acreano

O desempenho dos clubes do estado na Copa do Brasil virou motivo de críticas. Com as eliminações sucessivas, torcedores já falam em “pedir música no Fantástico”, numa referência nada positiva ao futebol local, que mais uma vez não conseguiu avançar na competição nacional.

Guarda “as costas”

Não passou despercebida no evento com o ministro Camilo Santana, na UFAC, na última quarta-feira (25), a presença do ex-prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, que acompanhou a sua esposa, deputada federal Meire Serafim. Comentava-se, entre jornalistas, que sua aparição se assemelhou a de um vice-deputado, se o cargo existisse. Também foi comentada a rara presença da própria deputada Meire, que ocupa a bancada dos mudinhos na Câmara Federal.

Climão no Acre

A reitora Guida, da Universidade Federal do Acre, correu ao Ministério da Educação, durante a visita do ministro Camilo Santana, para tentar barrar a lei sancionada por Gladson Cameli, que libera internato para alunos formados fora do Brasil. A reitora bateu na tecla da “inconstitucionalidade” e do risco ao SUS; já o deputado Pablo Bregense diz que é inclusão para quem estudou no exterior. Acompanhar os próximos capítulos dessa história que deve render muito. A Lei que já foi sancionada e publicada ainda não teve uma manifestação de órgãos como MP e MPF. A conferir os próximos dias.

Reflexões

O prefeito Bocalom usa como argumento ter enfrentado o PT no auge e ter perdido apenas por 5 mil votos. Foi a segunda vez que pegou a balsa para Manacapuru. A questão é que ele contava com amplo apoio de partidos e aliados. Hoje, sem legenda no PL, busca o PSDB e o Avante, duas siglas que já foram fortes no passado, mas que hoje capengam e têm tudo para sofrer com a cláusula de barreira. Será mesmo que esses partidos pequenos vão investir em uma candidatura majoritária sem nem ter chapa pronta?

E a bufunfa?

A pergunta que não quer calar: será que os amigos do Bocalom que estão no PL terão coragem de sair de um fundo partidário robusto para migrarem para siglas que não têm essa bufunfa toda? O prefeito deveria avaliar melhor o cenário. O senador Sérgio Petecão achava que só com o PSD daria, e acabou em vergonhoso quarto lugar na disputa pelo Governo, em 2022. Às vezes, é melhor garantir algo certo por mais dois anos do que ficar até 2030 chupando dedo.

Curioso

Se as anotações atribuídas ao filho do ex-01, Flávio Bolsonaro, forem verdade, a tal aliança do Partido Liberal com a federação União Brasil/Progressistas parece não estar tão redonda assim. Como é que o 02 simplesmente “esquece” Mailza Assis? Enquanto isso, Alan Rick assiste de camarote, de braços abertos, esperando a poeira baixar entre Movimento Democratico Brasileiro e PL.

Diga lá

E a vice fica naquele dilema elegante: é melhor um MDB sem fundão turbinado, que se vende como Ferrari, mas entrega desempenho de Peugeot ou um PL com um grande tempo de televisão e dinheiro do fundão?

Auriculoterapia

O Acre aparece com dois polos (Rio Branco e Cruzeiro do Sul) no curso nacional de auriculoterapia do SUS, sinalizando descentralização da qualificação em saúde. O SUS registrou 1,1 milhão de sessões em 2025 (+20%), reforçando a expansão das PICS. A presença do estado indica inserção proporcional à estratégia de capilaridade da APS.

Capacitação

A formação de 11.921 profissionais em auriculoterapia (2024–2025) contrasta com a escala populacional do SUS, sugerindo cobertura ainda limitada. O Acre, com poucos polos, tende a ter impacto relativo maior por densidade profissional menor. A política combina equidade territorial com difusão gradual.

Fome

A adesão do Acre ao Protocolo Brasil Sem Fome o coloca entre 23 estados na estratégia voltada aos 500 municípios mais vulneráveis. O foco federativo revela desigualdade territorial persistente: menos da metade dos 5.570 municípios priorizados (9%). A articulação via Sisan busca evitar recaídas no Mapa da Fome.

Território

A seleção de 500 municípios críticos no enfrentamento à fome (cerca de 9% do total) revela focalização extrema da política alimentar. Estados amazônicos como o Acre concentram vulnerabilidades estruturais (distância, renda, logística). A estratégia nacional tenta compensar desvantagens históricas com apoio técnico contínuo.

Regulação

No mercado da geração e distribuição de eletricidade, a repactuação do chamado ‘UBP’ com correção pela Selic, mostra rigor contratual e previsibilidade ao setor elétrico. A ausência de empreendimentos acreanos evidencia lacuna de ativos energéticos locais. O Estado segue consumidor periférico em uma matriz dominada por grandes concessionárias.

Sem base

O Acre surge mais como beneficiário de políticas nacionais (saúde, segurança alimentar) do que como gerador de ativos. Isso reflete estrutura econômica dependente de transferências e serviços públicos. A equidade federativa avança no social, mas não na base produtiva.

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