Blog do Crica

O caminho misterioso do Jorge Viana sobre o Senado

Por
Luis Carlos Moreira Jorge

O senador Jorge Viana (PT) -foto – continua no mesmo tom da conversa que tivemos numa rodada de café da sua produção, que degustei com o colega Astério Moreira: “Estou reavaliando a minha candidatura ao Senado”. E deixou até hoje o mistério no ar. Ontem, tentei arrancar dele uma declaração sobre o mistério em torno de uma candidatura ou não ao Senado, e me mandou a mensagem: “Ainda está valendo o que conversamos na minha casa. Na próxima ida ao Acre falaremos sobre isso!”. Ou seja, permanece a dúvida se continuará como dirigente da APEX no governo do Lula ou se será candidato ao Senado. Se não for candidato, mexe no quadro das candidaturas, por ter aparecido bem avaliado em todas as pesquisas. Ou seja, os caminhos do JV continuam misteriosos. Mas, não será por muito tempo.

FORA DE COGITAÇÃO

Em mensagem enviada ao BLOG, o odontólogo Lúcio Brasil negou que tenha feito declaração ou tratativa sobre ser o secretário de Saúde no governo da Mailza. “Isso nunca aconteceu, nunca fui convidado e nem no Acre estou”, enfatizou Lúcio. Fica feito o registro.

O PROBLEMA É POLÍTICO

Uma importante figura do governo diz concordar com o comentário do BLOG sobre a boa gestão do secretário de Saúde, Pedro Pascoal. Mas, ressaltou: “O seu problema é não aliar a gestão à política e entramos no ano eleitoral, onde fazer política é essencial”. E completou: “Por isso chove reclamação contra ele no meio político”.

NADA FECHADO

Até ontem não tinha sido batido o martelo pela cúpula nacional do PSDB sobre o prefeito Tião Bocalom ser candidato ao governo pelo partido. A conversa deve se estender pelo dia de hoje. Se não der certo com os tucanos, Bocalom será candidato pelo AVANTE, mas não fica fora da disputa. Deve regressar ao Acre com o PSDB na sacola ou fora da sacola.

BEM ARTICULADO

O deputado José Afonso (Solidariedade) é o novo presidente do Parlamento Amazônico. Não é fácil um deputado do Acre chegar ao posto, o que mostra um grande poder de articulação do parlamentar.

PORTA-VOZ PARA A AMAZÔNIA

Quem veio prestigiar a posse do deputado José Afonso (Solidariedade) foi o ex-ministro Aldo Rebelo, cuja vida política foi forjada no PCdoB; e hoje se transformou numa espécie de porta-voz da direita das ideias bolsonaristas para a Amazônia, e num crítico feroz ao governo do Lula.

PAPAGAIADA REPERCUTIU

Como era previsto, a papagaiada do presidente Lula ser enredo de uma escola de samba e com afronta aos setores conservadores no enredo, repercutiu negativamente na sua imagem, que apareceu na última pesquisa empatado tecnicamente com o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL). Vamos ter que escolher entre um Bolsonaro e o Lula, triste Brasil.

DE CAMAROTE

A fonte não se revela. Encontrei ontem, por acaso, com dois membros da Executiva do MDB, que defendem uma aliança com o senador Alan Rick (Republicanos), candidato ao governo. Frase pinçada de um deles: “O Vagner (presidente do MDB) será enganado pelo grupo do governo, não vai conseguir colocar a Jéssica de candidata ao Senado e vamos rir de camarote”. Nem tudo são flores na aldeia do MDB.

UMA CORREÇÃO

Faço uma correção: deixei de incluir ontem na relação dos prefeitos que apoiam o senador Alan Rick ao governo os dos municípios de Epitaciolândia e Senador Guiomard.

NOVO CONFRONTO

Sena Madureira deve presenciar nesta eleição mais um confronto político entre os grupos do prefeito Gerlen Diniz e do ex-prefeito Mazinho Serafim. Gerlen apoiando a candidatura do senador Alan Rick (Republicanos) ao governo e o Mazinho a candidata Mailza Assis (PP).

NÃO É DE SE ADMIRAR

Não será de se admirar caso a decisão do senador Márcio Bittar (PL) seja a de liberar o grupo de candidatos do partido para apoiar quem bem entender para o governo. Até o momento não manifestou apoio a nenhum dos candidatos a governador. Numa candidatura independente teria mais liberdade de defender seus pontos de vista, com críticas ao STF e pela anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A POLÍTICA É DIFERENTE

O Joabe Lira foi um dos melhores secretários da primeira gestão do prefeito Tião Bocalom. Na presidência da Câmara Municipal de Rio Branco só acumulou desgastes. A política é a gestão são caminhos diferentes.

FORA DO DEBATE

Acabou o movimento que defendia que os nomes das duas chapas de candidatos a deputados federais ligados ao governo se dividisse em três. Foi feita uma avaliação e chegaram à conclusão óbvia de que seria uma tremenda burrice política.

DISPUTA PRINCIPAL

Se a eleição para o governo fosse hoje, o prefeito Tião Bocalom e a vice-governadora Mailza Assis (PP) iriam disputar quem enfrentaria o senador Alan Rick (Republicanos) num provável segundo turno. Mas, como a campanha para valer ainda nem começou, esse quadro pode mudar como mudam as nuvens. Campanha eleitoral se sabe como começa, mas não se sabe como termina.

NADA MAIS NATURAL

Não creio que a Mailza quando assumir o governo dia 4 de abril do próximo mês, mexa nos cargos do núcleo duro do governo do Gladson. Pode fazer uma ou outra mexida na atual composição do secretariado. Nada mais natural a troca. Só que deve ter o cuidado para a emenda não sair pior que o soneto. Quem entrar tem que fazer política.

CONTAGEM REGRESSIVA

O governador Gladson Cameli entrou em contagem regressiva para deixar o governo dia 4 do próximo mês. Independente do que deixou de fazer, as pesquisas mostram que sairá bem avaliado e como favorito a ficar com uma das duas vagas para o Senado.

NÃO SE CRIA COBRA

Estou no jornalismo político desde o governo do Wanderley Dantas até o governo de hoje do Gladson Cameli. E lá se vão mais de 40 anos de vivência no colunismo político. Todos os governadores deste período só governaram com os aliados. Então, o governo do Cameli não inventa a roda quando não deixa eventuais adversários em cargos de confiança. Não vejo como perseguição. Quem assumir no próximo governo fará a mesma coisa. Cargo de confiança se dorme nele, e se acorda fora dele. É o jogo da política. E na política, não se cria cobra para ser picado por ela.

FRASE MARCANTE

A religião, aliada à política, é uma arma perfeita para escravizar ignorantes”. Júlio César de Melo.

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Luis Carlos Moreira Jorge