A Eletronet, empresa brasileira de telecomunicações, anunciou um plano de expansão de sua infraestrutura de fibra óptica que inclui a construção de “edge data centers” em cidades fronteiriças, como Chuí (RS), Foz do Iguaçu (PR) e Assis Brasil (AC). O projeto também marca a entrada da companhia em estados como Pará, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre e Rondônia, ampliando a presença nacional da empresa.
Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o diretor-presidente da Eletronet, Rogério Garchet, detalhou os planos. “Vamos passar a ter disponibilidade para vender [capacidade de rede] a clientes de fora do Brasil”, afirma Rogério Garchet.
A possibilidade de interconexão com mercados da América do Sul, como Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru e Bolívia, se dará a partir da construção de “edge data centers” em cidades fronteiriças.
Criada em 1999 como um braço de telecomunicações da antiga Eletrobras, a Eletronet atravessou um processo de recuperação judicial entre maio de 2003 e dezembro de 2015. Em abril do ano passado, a Axia (ex-Eletrobras) concluiu a aquisição de seu controle.
A previsão é que, até o fim do ano, a malha óptica da empresa alcance 26 mil quilômetros de extensão. No modelo de rede neutra, adotado pela Eletronet, a companhia aluga sua infraestrutura a qualquer operadora ou provedor, em condições isonômicas. Dentro dessa lógica, a Eletronet não atua diretamente no mercado corporativo, nem nos segmentos de governo e consumidor final.
“Não somos operadores de data centers, somos operadores de infraestrutura. Vamos ter ‘cloud’ [computação em nuvem] no ponto? Não, vamos ter infraestrutura para o cliente prestar o serviço [de cloud]”, esclarece Garchet.


















