O senador Sérgio Petecão (PSD) comentou, nesta quarta-feira (25), de forma direta, seu posicionamento diante dos principais nomes que disputam a dianteira na corrida pelo Palácio Rio Branco. Com mandato até 2027, o parlamentar trabalha para viabilizar seu futuro político e deixou claro que qualquer decisão sobre apoio passará por seu grupo.
Nos últimos dias, Petecão tem sido questionado sobre uma possível aproximação com o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), um dos pré-candidatos ao governo do Acre. Também aparecem como cabeças de chapa o senador Alan Rick (Republicanos) e a vice-governadora Mailza Assis (PP).
Petecão afirmou que mantém diálogo aberto com todas as lideranças políticas e negou qualquer restrição pessoal em conversar com Bocalom. “Eu não falo só com o Bocalom, eu falo com todos os políticos. Eu não tenho nenhum problema em falar com ninguém”, declarou. Apesar disso, ressaltou que nunca tratou de apoio político com o prefeito da capital.
O senador destacou que a decisão sobre eventual aliança não será individual. Segundo ele, o grupo político que o acompanha, formado por 19 prefeitos e mais de 30 vereadores no estado, terá papel determinante na definição do rumo a ser tomado. “Jamais tomarei uma decisão se não for dialogando com esses prefeitos”, afirmou.
Petecão reconheceu que houve um “problema gravíssimo” com Bocalom no passado, sem detalhar o episódio, mas fez questão de separar divergências políticas do diálogo institucional. “Eu não posso deixar de falar com o prefeito da minha capital”, pontuou. O problema não detalhado por Petecão teria sido o escanteamento de Marfisa Galvão, esposa do senador e ex-vice-prefeita de Bocalom, na legislatura anterior.
Ao mesmo tempo, Petecão confirma que já conversou politicamente com Mailza Assis e Alan Rick, reforçando que o diálogo com outras pré-candidaturas está em curso. Sobre Bocalom, disse que nunca tratou de política e que eventual conversa dependerá de iniciativa futura. “A hora que ele quiser, eu falo com ele. Agora, de questão política, essa é uma decisão que eu nunca tratei. Nunca.”
Com o mandato no Senado se encerrando em 2027, Petecão tenta manter protagonismo no cenário estadual, seja construindo uma candidatura própria, seja negociando apoio estratégico que lhe garanta espaço no próximo ciclo de poder. A definição deve passar, segundo ele próprio, pelo crivo de sua base municipal, ativo político que o senador sinaliza não estar disposto a ignorar.


















