Para começar a narrativa do mistério: o senador Márcio Bittar (PL) (foto) não fez até o momento nenhuma declaração em que palanque estará na eleição deste ano, se no da vice-governadora Mailza Assis (PP) ou no senador Alan Rick (Republicanos). Todas matérias que o vincularam sobre como já ter decidido seu apoio a um candidato foram ilações naturais de uma campanha política. A própria vice-governadora Mailza Assis (PP) confirmou em recente entrevista que não há nada fechado com o PL. Ontem, pela primeira vez, Bittar quebrou o seu mutismo. Disse ao BLOG ter tido uma conversa com um animado senador Flávio Bolsonaro (PL) – candidato a presidente – sobre a Amazônia e anunciou a realização de uma pesquisa quantitativa e qualitativa sobre disputa do governo e para senador, que estarão prontas antes do dia 10 de março. Serão realizadas por institutos de fora do Acre. Somente depois disso é que vai anunciar em que chapa para o governo comporá. Até lá, continuam as perguntas: Para onde vai Márcio Bittar? Em que palanque para o governo estará, no do senador Alan Rick (Republicanos) ou no de Mailza Assis (PP)? Continua o mistério, ao estilo de quem matou Odete Roitman. Mas, para onde for vai somar politicamente. Façam as suas apostas.
PAREDES TÊM OUVIDOS
O presidente do PODEMOS, Ney Amorim, é um encantador de serpentes, tem sempre uma conversa convincente. É muito hábil. Conheço. As paredes contaram que colocou para conversar a vice-governadora Mailza Assis e seu marido Madson, com a presidente nacional do partido, Renata Abreu, que prometeu um Fundo Eleitoral de 16 milhões para ajudar na formação da chapa de deputado federal e teria sido oferecido a presidência para o Madson. E ainda, segundo a parede que me contou o fato, na verdade, o que o Ney quer é desarticular o fortalecimento do MDB, e tentar se cacifar para ser o vice na chapa da Mailza.
NÃO TEM COMPARAÇÃO
Em termos de ganho não há nem como comparar a troca do MDB pelo PODEMOS. O PODEMOS é quase cartorial, o MDB é organizado em todos os municípios. Trocar o MDB pelo PODEMOS é o mesmo que trocar o Flamengo ou Fluminense pelo Náuas e Andirá. A vice-governadora Mailza Assis meça bem o que vai fazer na montagem da sua campanha. Na política, um passo em falso pode comprometer uma eleição, que já é difícil. Tem que mirar sempre em quem soma mais.
CAMPANHA AMADORA
Estão fazendo uma campanha amadora no grupo governista, na montagem de alianças políticas. Virou uma zorra geral. Numa hora, Jéssica Sales (MDB) será a candidata a senadora na chapa de Mailza Assis (PP); na outra hora já é o Eduardo Veloso (UB); depois o Márcio Bittar (PL) e no meio da fervura, também, o Sérgio Petecão (PSD). Detalhe: só tem uma vaga para ser ocupada.
BARATA TONTA
O MDB de tantas glórias políticas está sendo usado nesta confusão como uma barata tonta, sendo levado de um lado para o outro. Todo dia é anunciada a aliança com o grupo da vice-governadora Mailza Assis (PP) e não passa disso. Cá com os meus botões: o MDB vai acabar levando uma loba (sic) nesta festa mambembe. Tudo caminha para isso.
SIMPLES ASSIM
Se de fato o grupo governista quer ter o MDB na sua aliança, tinha marcado a data para que o ato fosse formalizado de forma oficial. Todo dia é uma conversa diferente. Simples assim.
BOA CONVERSA
O programa “Boa Conversa” do Ac24horas, retorna à normalidade na próxima sexta-feira às 11 horas, com muita política e comentários sobre os fatos que movimentaram a semana.
UM DETALHE NÃO DIVULGADO
Sobre a propalada ida do deputado Pedro Longo, do secretário Minoru Kinpara e da ex-deputada federal Vanda Milani para o MDB tem um detalhe não divulgado: nenhum deles foi procurado por ninguém do governo para falar sobre este assunto. Continuam abrigados no PSDB sem nada de oficial sobre uma saída do MDB. O que sabem é pela imprensa.
SOLIDARIEDADE INSATISFEITO
O Solidariedade e outros partidos da base do governo andam insatisfeitos por não terem sido chamados para conversar sobre alianças e composições de chapas. “Só falam de União Brasil, PP, MDB, e nunca fomos procurados. Quero lembrar que o partido teve 24 mil votos em 10 municípios na última eleição municipal. E somos aliados de primeira hora”, se queixou ontem ao BLOG o presidente do Solidariedade, o deputado José Afonso.
PASSOU DO LIMITE
Quando se fala em colocar em cárcere privado o diretor do Hospital de Feijó, sendo detido na sua sala, trancar repartições públicas, passou do limite o movimento que fecha a 364 por melhoria do Hospital de Feijó. Um movimento é justo quando é pacífico. Perde seu valor quando muda o tom. Em mensagem enviada ao BLOG políticos da oposição e o gestor municipal foram citados como apoiadores do movimento. Não cito os nomes por falta de provas, mas é muita ingenuidade se imaginar que não tem político nessa história.
“SOU GLADSON, NÃO SOU MAILZA”
Liguei ontem para checar uma informação vinda ao BLOG (Sempre ouço os dois lados) de que o prefeito de Feijó, Railson Ferreira, seria um dos cabeças do movimento que fechou a 364 próximo a Feijó. Negou enfaticamente, e ressaltou que tentou intermediar uma pacificação, mas foi rejeitado por setores do governo. Ele debita a acusação de liderar o movimento, ao que chama de “Gabinete do Ódio,” que supostamente existe no governo. Foi uma conversa longa, na qual narra vários episódios de ter sofrido perseguição, que por o espaço do BLOG ser limitado não dá para transcrever tudo o que foi dito. Fecho com uma frase pinçada na conversa: “Sou Gladson Cameli, por quem tenho o maior respeito e ele sempre me respeitou, mesmo meu adversário na campanha sendo do seu partido. Não sou político de carreira. Que fique claro: Sou Gladson, mas não sou Mailza”. Isso foi o máximo que pude sintetizar da conversa e que publicarei outros trechos mais na frente.
MAIS VOTADO
O coordenador da campanha a deputado federal do médico pernambucano Fábio Rueda (UB), Jonathan Donadoni -chefe de gabinete do Governo- tem amarrado tantas alianças para o seu candidato, que levanta a dedução de que quer fazer dele o mais votado para a Câmara Federal. Disputar a eleição com um esquema desse é pôr mel na chupeta.
PARA REFLEXÃO
“Quando você estiver desesperado visite um cemitério”. Ditado tunisiano.
NADA PODE SE EXIGIR
É natural o descontentamento de políticos com a vice-governadora Mailza Assis (PP), por não fechar compromissos eleitorais. Mas, não a culpo. Não está no poder. Tem sido extremamente ética em não ultrapassar o limite que a separa do governador Gladson. Só pode ser cobrada quando estiver no poder. Calma, muita calma, ela só terá a caneta na mão depois de 4 de abril.
LINHA DE FRENTE
Aberson Carvalho, Silvânia Pinheiro, Coronel Messias, Jonathan Donadoni e Luiz Calixto, devem ser a linha de frente da campanha de Mailza Assis (PP) ao governo. O restante será de tarefeiros.
NO NINHO TUCANO
O prefeito Tião Bocalom embarca hoje para Brasília, onde já se encontra o vice-prefeito Alysson Bestene, para ter uma conversa com a direção nacional do PSDB. A meta é disputar o governo pelo partido, que tem tempo de televisão. É possível que o Boca consiga. É o jogo sendo jogado.
MUDANÇA GERAL
O dia 4 de abril pode gerar uma mudança profunda no cenário atual da política acreana. Podem aguardar que pode vir coisa do arco da velha.
FRASE MARCANTE
“O sucesso é um professor perverso. Ele seduz as pessoas inteligentes e as faz pensar que jamais vão cair”. Bill Gates.























