A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa foi palco nesta terça-feira, 24, do debate acerca do processo de terceirização do Hospital de Brasileia. A reunião foi presidida pelo deputado Adailton Cruz (PSB), que deixou claro ser contra a iniciativa. “O objetivo de todos é que esse processo seja suspenso e seja reavaliado de forma bem efetiva e que seja melhor para a população.”, frisou o parlamentar. Inicialmente, a reunião havia sido convocada para debater as questões que envolvem os atrasos nas obras do Hospital de Feijó, mas o assunto foi retirado de pauta por Adailton, que alegou que o tema deverá ser debatido mais a frente.

Foto: Sérgio Vale
O enfermeiro Jackson Barreto, representante dos 300 trabalhadores do Hospital do Alto Acre, argumentou no encontro que o edital prejudica o servidor público e a população em geral. “Não citamos nomes de ninguém, nem de secretário e nem grupos políticos. Esse edital do processo de terceirização é cheio de lacunas e isso prejudica a população. Edital lançado no prazo de 30 dias sem nenhuma audiência pública para conversar com a sociedade sobre um tema tão custoso. Em dezembro, alegaram que falaram com a população. A sociedade precisa aprovar e isso nos chama atenção e nos causa indignação. É quase um contrato vitalício que está sendo dado para essa empresa. A principal pauta do edital diz que vai ter 14 especialistas 24 horas por dias, sete dias por semana, e depois passou para retificação, que passou que os especialistas só estariam lá uma vez por semana”, argumentou.
A técnica de enfermagem Roberta, que também trabalho no Hospital do Alto Acre, defendeu que o referido edital não atende a demanda da população. “Basta a sesacre pagar o plantão de especialistas e não pagar ele como clínico. Esse é o grande gargalo, nós temos especialistas, mas muito deles precisam ir para outras cidades trabalhar como aqui em Rio Branco”, justificou.

Foto: Sérgio Vale
O vereador de Brasileia, Jorge da Laura, afirmou quando teve uma audiência pública, não falaram em terceirização, mas defenderam apenas em trazer especialistas. “O plantão do especialista custa R$ 1.800 e o governo quer pagar R$ 500 como clínico. Eles querem pagar gente aqui de Rio Branco por R$ 1.800, mas não quer pagar os especialistas de Brasileia. Terceirizar não é a solução. Quando foi feita a publicação da edital, a audiência publica ainda não tinha sido realizada. Queremos que o Tribunal de Contas veja a legalidade desse edital”, defendeu.


















