Metade da população de 14 anos ou mais no Acre estava empregada em 2025. É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (20), ao apontar que o nível de ocupação no estado ficou em 50,1% no ano passado.
O indicador mede a proporção de pessoas ocupadas em relação ao total da população em idade de trabalhar. Na prática, significa que, a cada 10 acreanos com 14 anos ou mais, cinco estavam efetivamente inseridos no mercado de trabalho em 2025.

Foto: IBGE/divulgação
O percentual do Acre ficou bem abaixo da média nacional, que atingiu 59,1% no mesmo período, conforme gráfico apresentado na página 4 do levantamento. A diferença de nove pontos percentuais evidencia a menor capacidade de absorção da força de trabalho no estado em comparação ao restante do país.
No ranking das unidades da federação, estados como Santa Catarina (65,9%), Mato Grosso (65,3%) e Goiás (63,5%) registraram os maiores níveis de ocupação. Já os menores índices foram observados no Maranhão (47,3%), Bahia (49,5%) e Alagoas (49,6%). O Acre aparece em posição intermediária inferior, mais próximo dos estados com menor participação da população no mercado de trabalho.
O nível de ocupação é um dos principais termômetros da dinâmica econômica, pois reflete não apenas o desemprego, mas também fatores como desalento, informalidade e a própria estrutura produtiva local. Mesmo com a redução da taxa de desocupação nos últimos anos, o percentual de pessoas efetivamente trabalhando no Acre ainda indica espaço para crescimento.
Os números integram o balanço anual de 2025 da PNAD Contínua, que traça um panorama detalhado do mercado de trabalho brasileiro e das desigualdades regionais.


















