A taxa média de desocupação no Brasil encerrou 2025 em 5,6%, o menor índice desde o início da série histórica, em 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No quarto trimestre, a taxa ficou em 5,1%.
No cenário nacional, estados do Norte e Nordeste ainda registram índices elevados, como Amazonas, Piauí, Bahia e Pernambuco. No Acre, o levantamento aponta que 18,8% da população ocupada atua por conta própria, percentual próximo ao do Tocantins e abaixo de estados como Maranhão e Pará.
A taxa de informalidade no país chegou a 37,6%. Na Região Norte, o rendimento médio real ficou em R$ 2.846 no quarto trimestre de 2025. O rendimento médio nacional foi de R$ 3.613, acima do registrado no mesmo período de 2024. A massa de rendimento alcançou R$ 367,5 bilhões.
Para o consultor Rafael Prado, o resultado indica aquecimento do mercado. “A taxa de 5,1% indica um mercado de trabalho aquecido e próximo do pleno emprego. Isso já se reflete em dificuldades de contratação relatadas por empresas, sobretudo em setores que demandam qualificação específica, como a indústria”, afirmou. Ele alertou que a informalidade ainda é elevada. “Uma informalidade de 38,1% indica que parte relevante da geração de ocupação ocorre em postos precários”, declarou.
O economista César Bergo, professor da Universidade de Brasília, avaliou que o dado histórico é relevante, mas destacou desigualdades regionais. “É possível observar que esse número divulgado pelo IBGE traz consigo uma importante informação: é o menor número da série histórica. Então, isso significa que o mercado de trabalho está aquecido”, disse. Ele acrescentou que as diferenças entre regiões exigem políticas públicas específicas para equilibrar emprego e renda.
Os especialistas apontam que a trajetória dos juros, o nível de investimentos e o cenário fiscal influenciarão a manutenção da tendência de queda do desemprego nos próximos anos.