Áudios e mensagens distribuídos por aplicativos indicam uma escalada nas ameaças feitas por manifestantes que fecharam a BR-364 em Feijó no último fim de semana. Nos conteúdos compartilhados em grupos, participantes do movimento afirmam que pretendem fechar escolas e outros órgãos públicos para pressionar a presença do governador no município.
As falas também mencionam uma ação que ultrapassa os limites legais: o suposto plano de deter o diretor do hospital local dentro da própria sala de trabalho, mantendo-o em cárcere até que o governador compareça à cidade. Uma das mensagens que circulam entre os manifestantes, afirma:
“Vai chamar atenção dele onde é hospital e órgão governamental. Coloca o diretor em uma sala e só sai de lá com a presença do governador. Ou o governador aparece ou o diretor do hospital fica detido lá”.
Mais do que um protesto, os atos passam a ganhar contornos mais graves diante das ameaças de ampliação das mobilizações. Em outra mensagem, integrantes do movimento falam em dividir grupos para fechar diferentes repartições públicas no município.
“Se nosso problema não for resolvido, nós vamos para o órgão do governo. Nem vai sair, nem vai entrar. Nós vamos se (sic) dividir em várias etapas. Vamos para o hospital, vamos para as escolas, vamos fechar. Vamos fechar todos os órgãos do governo”, diz o áudio.
Nos bastidores, circulam relatos de pessoas que preferiram não se identificar de que o movimento teria apoio de políticos de oposição ao governo estadual, como o senador Alan Rick e o prefeito de Feijó, Railson Ferreira, ambos do mesmo partido.
Outro ponto citado por moradores é a estrutura montada no local do bloqueio da rodovia, com tendas e oferta de alimentação, incluindo churrasco, o que, segundo relatos, indicaria a existência de suporte financeiro para manter o movimento.
Ainda segundo os relatos, o clima no município de Feijó é tenso e preocupante. Para alguns moradores que dizem não concordar com o que está acontecendo, a situação é grave e demonstra a irresponsabilidade de políticos que ao invés de buscarem o diálogo institucional para que as soluções reais dos problemas cheguem ao município, transformam um tema sério e que afeta diretamente a população em palco de disputa politiqueira.
Ouça o áudio:


















