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Amazônia nas telas: filmes e séries para quem ama a Região Norte

Por
Terezinha Moreira

A Amazônia, com sua imensidão verde, rios grandiosos e riqueza cultural, é mais que um bioma — é personagem central de produções marcantes que vão da ficção à denúncia ambiental. Entre documentários impactantes, séries intensas e aventuras na selva, o audiovisual tem explorado a força da floresta e de seus povos sob diferentes perspectivas.

Para quem ama a região Norte e quer mergulhar em histórias que retratam sua beleza, seus conflitos e sua potência cultural, reunimos uma seleção especial dividida por temáticas.

Produções sobre a floresta e povos indígenas

A resistência e o protagonismo indígena ganham espaço em obras que misturam sensibilidade, denúncia e identidade cultural.

Somos Guardiões (2024, Netflix) acompanha a luta de indígenas como os Uru-eu-wau-wau e outros guardiões da floresta contra o desmatamento ilegal, mostrando os riscos enfrentados na proteção do território.

A Última Floresta (2021), dirigido por Luiz Bolognesi, combina documentário e ficção para retratar o cotidiano do povo Yanomami e os impactos do garimpo em suas terras.

Ex-Pajé (2018) aborda as transformações culturais provocadas pela influência de religiões externas nas comunidades indígenas, levantando reflexões sobre identidade e tradição.

The Territory (2022) traz uma narrativa imersiva sobre a resistência dos Uru-eu-wau-wau diante da invasão de fazendeiros e grileiros.

Produções do National Geographic também exploram a biodiversidade amazônica e os modos de vida tradicionais com riqueza visual impressionante.

Documentários ambientais e regionais

A questão ambiental é tema recorrente quando se fala da Amazônia — e o cinema tem sido uma ferramenta poderosa de alerta e conscientização.

Amazônia, o Despertar da Florestania (2019, Globoplay), dirigido por Christiane Torloni, discute o conceito de “florestania” (floresta + cidadania) e os desafios históricos da região.

O Sal da Terra (2014), embora percorra diferentes partes do mundo, destaca a grandiosidade e a fragilidade da natureza sob o olhar do fotógrafo Sebastião Salgado.

Relatos de Um Correspondente da Guerra na Amazônia (2022) mergulha na tensão vivida no Vale do Javari e na complexidade dos conflitos socioambientais na região.

Amazônia em Chamas (2020) foca nas consequências das queimadas e da destruição florestal, reforçando o debate sobre preservação.

 

Ficção e aventura gravadas no Norte

A Amazônia também é cenário de tramas intensas, romances e histórias épicas.

Pssica (2025, Netflix), gravada no Pará, é uma série marcada por tensão e drama, abordando tráfico humano, corrupção e sobrevivência nos rios amazônicos, com cenas na Ilha de Marajó.

Tainá – A Origem (2011) exalta a cultura indígena e a importância da preservação ambiental em uma narrativa voltada ao público infanto-juvenil.

A Força do Querer (2017, Globoplay) levou para a televisão aberta paisagens e comunidades ribeirinhas do Amazonas, aproximando o grande público da realidade local.

O Último Azul (2025) aposta no realismo fantástico e na poesia visual para retratar a atmosfera única da região.

Já a minissérie Amazônia, de Galvez a Chico Mendes (2007) resgata a história do Acre, destacando o ciclo da borracha e a luta dos seringueiros — um marco para a memória regional.

 

Aventuras na selva com cenários amazônicos

A floresta também inspira produções de ação e fantasia.

Jungle Cruise (2021), da Disney, utiliza o Rio Amazonas como pano de fundo para uma aventura cheia de mistério.

Na Selva (2017) é baseado em fatos reais e retrata a sobrevivência em meio à floresta.

Ainbo – A Guerreira da Amazônia (2021) apresenta, em formato de animação, lendas amazônicas e a mensagem de proteção ambiental.

A floresta como protagonista

Mais do que cenário, a Amazônia é personagem viva nessas produções. Seja na denúncia ambiental, na valorização cultural ou na aventura cinematográfica, as telas ajudam a ampliar o olhar sobre a região Norte e suas múltiplas narrativas.

Para o público do Acre e de toda a Amazônia, essas obras reforçam a importância de contar histórias a partir da própria floresta — com identidade, memória e resistência.

Já assistiu alguma dessas produções? Qual você indica incluir na lista?

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Terezinha Moreira