Em Cruzeiro do Sul, o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) prendeu neste sábado, 21, dois homens que estavam com mandados de prisão em aberto. Um deles, identificado pelas iniciais P.S.R., havia rompido a tornozeleira eletrônica. O outro, W.S.M., é acusado de envolvimento na morte do jovem João Vitor, ocorrida em março de 2025.
Segundo o tenente Fabrício Machado, do Gefron, a prisão foi resultado de monitoramento realizado pelo Serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (Sejusp). As informações apontaram que um dos suspeitos estava em uma residência no bairro Cohab com mandado de prisão preventiva em aberto por organização criminosa e envolvimento em um crime ocorrido no município.

“Esse cidadão estava com mandado de prisão preventiva em aberto por organização criminosa e por envolvimento em um crime que ocorreu aqui há algum tempo, envolvendo um jovem. Fizemos o cumprimento do mandado ao amanhecer. No decorrer da missão, de posse de informações de que em outra casa poderiam estar pessoas com mandado de prisão, realizamos a abordagem e encontramos também o cidadão que havia rompido a tornozeleira eletrônica. Ele já havia passado pelo sistema prisional por cumprimento de pena por tráfico de drogas”, relatou o militar.
Ainda segundo o Gefron, não houve apreensão de armas ou drogas durante a ação.

Caso João Vitor
João Vitor Silva Borges desapareceu no dia 8 de março de 2025. O corpo foi encontrado três dias depois, em 11 de março, entre Cruzeiro do Sul e Guajará, na divisa com o Amazonas, às margens do Rio Juruá. A vítima estava com as mãos amarradas para trás e apresentava diversas perfurações de faca nas costas.
As investigações apontam que o crime pode ter sido executado no bairro Saboeiro, e o corpo levado posteriormente até o local onde foi encontrado.

Pelo menos seis pessoas são apontadas como envolvidas no crime, algumas delas já presas. João Vitor teria sido morto após imobilizar um suspeito com um “mata-leão” durante uma tentativa de assalto em Cruzeiro do Sul. Segundo as investigações, ele teria sido “condenado” por uma facção criminosa que atua na região.
Os dois presos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.
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