A exoneração de Clendes da RBTrans ainda não produziu efeitos práticos perceptíveis. Nos bastidores, segue a expectativa pela definição sobre a renovação contratual com a empresa Ricco, que até o momento não teve confirmação oficial. A indefinição levanta questionamentos sobre os rumos do sistema de transporte coletivo da capital e aumenta a cobrança por respostas objetivas da gestão municipal.
O presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, Joabe Lira, começa a enfrentar desgaste político nos corredores do parlamento. A avaliação entre interlocutores é de que promessas não concretizadas podem comprometer a construção de alianças e afetar a própria longevidade política. Como lembra o texto bíblico de Eclesiastes 5, frequentemente citado no meio político, “é melhor não prometer do que prometer e não cumprir”.
O feriado prolongado registrou fluxo abaixo do esperado na Rodoviária de Rio Branco. Funcionários relatam procura reduzida por passagens, especialmente para destinos fora do estado. Nos guichês, a justificativa mais recorrente para o esvaziamento é o avanço dos serviços de transporte por aplicativo, que vêm alterando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o movimento no terminal.
Equipe de marqueteiros da pré-candidata ao governo do Acre, Mailza Assis, acordou e lançou uma campanha bastante chamativa nas redes sociais. A equipe quer tornar Mailza mais conhecida e usa as redes sociais para se comunicar com o eleitor. São vídeos curtos falando sobre as ações da candidata quando senadora e agora como vice. O detalhe é que tudo é ancorado no nome da simpatia de Gladson Cameli.
E por falar em marqueteiros, o “governadorável” Alan Rick, Republicanos-AC, encerrou nesse carnaval as conversações com Gilberto Braga, ex-Cia de Selva. Ficou decidido que Alan terá uma equipe de marqueteiros indicada pela executiva nacional do partido e que Braga funcionará como conselheiro do senador. Neste caso, segundo o contrato, não será obrigatória a presença física no Acre durante toda campanha.
O deputado Pedro Longo, que neste pleito trocará a disputa estadual pela federal, já avisou a equipe. A partir de agora, ele quer reuniões com eleitores e entidades de manhã, de tarde e de noite pelo menos duas vezes por semana. Ele quer explicar, pessoalmente aos eleitores, o que pensa em fazer em Brasília, caso se eleja.
Na chapa do pré-candidato ao governo Alan Rick, só tem um candidato à vaga do senado e se chama Mara Rocha, ex-deputada federal. A outra vaga está “vaga”, aguardando uma definição de Eduardo Velloso e Petecão.
O senador Marcio Bittar continua mudo quando o assunto é sucessão estadual e disputa pelas vagas do Senado Federal. Por que será?
Evangélicos e católicos do Acre estão divididos nestas eleições. Um grupo gosta de Alan e outro admira Bocalom. Quanto a Mailza, provavelmente, dividirá votos dos crentes que geralmente ficariam só com Alan.
Dos R$ 5,6 milhões liberados pela União, Sena Madureira recebeu R$ 1,56 milhão (27,9%), maior cota entre sete municípios. O peso acreano no pacote revela vulnerabilidade proporcionalmente superior ao porte populacional. Tem de ver como é usada essa grana.
Uma conta meio maluca… mas pense: o último repasse federal à defesa civil de Sena Madureira equivale a quase 168 vezes o número de investidores locais (9.302), mostrando que a economia acreana ainda depende mais de transferências públicas que de capital privado doméstico.
Apesar das chuvas, o monitoramento indica seca excepcional em bacias estratégicas (Paraná, Tocantins, São Francisco), enquanto a Amazônia central permanece normal. O Acre, entre regimes, sofre mais com extremos hidrológicos locais do que com seca sistêmica.
Projeções apontam queda de seca moderada/severa até o fim de fevereiro e aumento de seca fraca, indicando alívio gradual. Para o Acre, fora do núcleo semiárido, o risco maior segue sendo enchente e não estiagem.
A seca severa caiu 12,5% (413→361 municípios), mas a seca fraca subiu 15,7% (2.005→2.320), sinalizando transição de intensidade no país. O corredor crítico segue no Centro-Sul, enquanto o Acre aparece fora do epicentro agrícola.
Enquanto o Brasil projeta vazões acima da média no oeste da Amazônia, partes do Acre registram níveis abaixo da climatologia. A divergência intra-regional expõe a limitação de análises microclimáticas para gestão local.
Com Cantareira a 23% (faixa de restrição), o Sudeste vive escassez estrutural, enquanto rios amazônicos mantêm normalidade — exceto trechos do Acre abaixo da média. A assimetria hídrica nacional persiste mesmo em ano chuvoso regional.
Depois que aquela obra finalmente ficar pronta, vai ser uma lástima pro pré-candidato. Parece que tudo que ele toca se resume a isso, né? Coisa pouca, quase nada mesmo…