Foto: Elvio Pankararu/Funai
Depois de mais de duas décadas de reivindicação, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) reconheceu oficialmente a Terra Indígena Nawa como área de ocupação tradicional do povo Nawa/Kapanawa.
Na prática, a medida confirma que o território pertence historicamente ao povo indígena e garante o avanço das etapas para sua demarcação definitiva.
Foto: Elvio Pankararu/Funai
A área fica nos municípios de Mâncio Lima e Rodrigues Alves, no Acre, e possui cerca de 65 mil hectares. No local vivem mais de 300 indígenas, organizados em 96 famílias.
Na última sexta-feira, 13, a Funai aprovou o Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID) da Terra Indígena Nawa, por meio da assinatura do Despacho Decisório pela presidenta da autarquia indigenista, Joenia Wapichana, com a presença online de lideranças e representantes do povo Nawa/Kapanawa.
Foto: Elvio Pankararu/Funai
Com o reconhecimento, a terra deixa a condição de área apenas reivindicada e passa a ter delimitação oficial pelo Estado brasileiro, passo essencial para assegurar direitos territoriais, proteção ambiental e preservação cultural do povo Nawa.
A presidenta da Funai, Joenia Wapichana, que destacou a importância da medida para as futuras gerações indígenas e para a continuidade das políticas de regularização de territórios tradicionais.
Foto: Elvio Pankararu/Funai
Lideranças locais comemoraram o avanço, classificando o reconhecimento como um marco histórico após décadas de mobilização pela garantia do território ancestral.
A professora Lucila da Costa Moreira Nawa afirmou que são mais de 20 anos para esse reconhecimento, destacando que o momento é fruto da persistência do povo na luta pelo território ancestral.
Foto: Elvio Pankararu/Funai
“São mais de 20 anos para esse reconhecimento. É uma luta centenária do nosso povo e nunca baixamos a cabeça. Sempre corremos atrás dos nossos direitos. Hoje ficamos alegres e satisfeitos porque saiu o nosso primeiro relatório assinado. Agora é dar continuidade à nossa luta”, disse.
Com informações da Funai