A Polícia Civil do Acre (PCAC) deflagrou nesta quinta-feira (19) a “Operação Mulheres”, iniciativa voltada ao enfrentamento da violência de gênero e alinhada ao Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. A ação é coordenada nacionalmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e segue até o dia 5 de março.
A operação prevê reforço nas delegacias especializadas da capital e do interior, com foco na ampliação do atendimento às vítimas e na responsabilização de agressores. O efetivo foi intensificado nas delegacias de Tarauacá e Sena Madureira, além das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) de Rio Branco e Cruzeiro do Sul.
Segundo a PCAC, a medida busca garantir maior agilidade no registro e processamento das ocorrências, além de acelerar a instauração e conclusão de inquéritos e procedimentos vinculados à operação. A instituição também destacou a prioridade no atendimento humanizado às vítimas.
Durante o período da operação, a Polícia Civil concentra esforços no cumprimento de mandados de prisão relacionados a crimes como violência doméstica e familiar, feminicídio, estupro, lesão corporal, descumprimento de medidas protetivas, violência psicológica, ameaça e perseguição.
Outro eixo da operação envolve o acompanhamento das denúncias recebidas pelo Ligue 180. A PCAC informou que mantém interlocução institucional para comunicar ao Ministério das Mulheres as providências adotadas em cada caso, com objetivo de fortalecer a integração entre os órgãos da rede de proteção.
Além das medidas repressivas, a operação inclui ações educativas e palestras com foco na conscientização, principalmente do público masculino, como forma de prevenir a reincidência e fortalecer o enfrentamento à violência contra mulheres.
“O reforço nas delegacias, especialmente nas DEAMs de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, garante atendimento mais ágil e humanizado às vítimas. Paralelamente, atuamos com rigor na responsabilização dos agressores, seja por meio de prisões em flagrante, cumprimento de mandados ou representações por medidas cautelares”, disse a delegada Juliana De Angelis.


















