Estamos de volta, após curtas férias. Ontem, me encontrei, casualmente, com o governador Gladson Cameli (foto) e o papo não poderia ser outro: a eleição deste ano. Foi textual ao dizer que a vice-governadora Mailza Assis vai se eleger governadora e que o acordo de uma aliança com o MDB está fechado, faltando apenas ser marcada a data para o anúncio oficial. “Da nossa parte, tudo que foi acertado na conversa com o MDB será cumprido, como ajuda na formação da chapa para deputado federal e o partido ficar representado na chapa majoritária”, destacou Cameli. Sobre Mailza, ele revelou que vai colar mais a imagem dela nele, como a sua candidata ao governo. Sobre o senador Márcio Bittar (PL), disse que este precisa primeiro resolver essa questão da candidatura do prefeito Tião Bocalom (PL) ao governo, antes de falarem sobre aliança. Cameli não negou que sugeriu à vice-governadora Mailza Assis, que ao assumir o governo dia 4 de abril, mantenha o secretariado, principalmente, os mais destacados, para dar uma imagem de unidade em torno da sua candidatura, no que ela teria concordado. Disse ainda que a aliança com o MDB tornará ainda mais forte a candidatura de Mailza Assis na região do Vale do Juruá, com as principais lideranças regionais em torno de seu nome. O que deu para sentir na breve conversa foi o de total engajamento para que o seu grupo político saia vencedor na eleição deste ano, principalmente, elegendo os seus candidatos ao Senado e ao governo.
NÃO PASSA DE MARÇO
Falei ontem com o presidente do MDB, Vagner Sales, que ressaltou que a aliança com o grupo do governo tem que estar resolvida até o início de março, e que não deve postergar essa data. “Estamos apenas aguardando o fechamento do dia para o anúncio oficial, para trazermos para o ato o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi”, enfatizou Vagner. Pontuou que o grupo governista prometeu que ao final do carnaval essa data seria marcada.
LEGENDA NEGADA
A fonte é altamente confiável: a direção nacional do PL deve dizer ao prefeito Tião Bocalom que a prioridade do partido em todos os estados é a de eleger senadores, o que será uma negativa de legenda para a sua candidatura ao governo. A fonte ressaltou não se tratar de uma birra do senador Márcio Bittar (PL), mas a prioridade para o Senado ser política exclusiva da direção partidária.
FICA COM O BITTAR
Em conversa com um amigo jornalista, o vice-prefeito Alysson Bestene (PP) ressaltou que independente do cenário político, ele apoiará a candidatura do senador Márcio Bittar (PL) à reeleição. É uma questão fechada.
ACABA COM O ARGUMENTO
As declarações do vice-prefeito Alysson Bestene, de que não pedirá afastamento do PP para apoiar a candidatura do prefeito Tião Bocalom ao governo, abre um ponto de debate. Essa sua decisão joga por terra o argumento da direção regional do PP de punir o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP) por apoiar a candidatura do senador Alan Rick (Republicanos) ao governo. O pau que bate em Chico, bate em Francisco, ora pois!
NEM PARA TOMAR MINGAU
O PSD não tende a apoiar Mailza Assis (PP) ao governo, se o senador Sérgio Petecão (PSD) ficar fora da sua chapa majoritária. Esse é o sentimento dominante no PSD. No 0800, nem para tomar mingau de tapioca com banana.
CONVERSA FRANCA
Sobre o assunto, o senador Sérgio Petecão (PSD) destacou em conversa com o BLOG que assim que Mailza assumir o governo em abril, terá com ela uma conversa definitiva sobre a formação ou não de uma aliança. Na base do tudo ou nada. E que se o partido não se sentir representado na chapa majoritária, vai sentar com todos os segmentos partidários do PSD, para decidir que rumo devem tomar. Ou seja: conversa, só quando ela sentar no trono do poder.
ALIANÇA IMPROVÁVEL
Pelo que tenho acompanhado, com o senador Alan Rick (Republicanos), a quem acusam de tentativa de tomar o partido, os dirigentes do PSD não o engolem. E, tampouco, com a candidatura do prefeito Bocalom. Se juntar à esquerda, nem pensar. Ninguém se admire do partido liberar seus candidatos a deputado a apoiarem quem bem entender na campanha.
JOGO RÁPIDO
A vice-governadora Mailza Assis (PP) deve ser célere para montar suas alianças nos três primeiros dos nove meses da sua gestão. A partir de julho virão os impedimentos legais para não ferir a legislação eleitoral, como não participar de inaugurações, contratação de pessoal e ter contrato com a mídia e etc. A política não socorre os que dormem.
PRECISA MELHORAR
A última pesquisa, que o trouxe como o prefeito mais mal avaliado do estado, mostrou que o prefeito Zequinha Lima, de Cruzeiro do Sul, terá que dar uma guinada na sua gestão, se quiser ter força para apoiar candidatos ao governo e ao Senado. Nenhum candidato quer ficar perto de um gestor com avaliação baixa, como se encontra o Zequinha. Não é um neófito, sabe disso.
VIROU MODA
Agora, virou moda entre os políticos investir em plantios de café. Já estão no ramo o ex-deputado Jonas Lima, o ex-prefeito Mazinho Serafim, o ex-governador Jorge Viana, o prefeito Tião Bocalom, o prefeito Zequinha Lima, e os deputados Luiz Gonzaga e Edvaldo Magalhães.
EM CAMPO
O prefeito Tião Bocalom já está em campo na montagem da sua chapa para o governo. Se confirmado o seu veto no PL, poderá ser candidato pelo AVANTE ou pelo PSDB, mas não retira a sua candidatura em nenhum cenário. O Bocalom está decidido.
DEVE DEIXAR O BARCO
Pelo que anda falando nos bastidores, quem deve deixar o barco da candidatura da vice-governadora Mailza Assis para apoiar o senador Alan Rick (Republicanos) a governador, é o deputado Tadeu Hassem (Republicanos). Só que tem cargos no governo.
CHAPA DE PESO
Anotem é depois confiram quando as urnas falarem: se mantidos os nomes ventilados na chapa do partido, o PSD poderá eleger entre dois a três deputados estaduais. Com porta fechada para quem tem mandato, a chapa será muito competitiva.
TORCIDA GERAL
Há uma torcida geral no grupo do senador Alan Rick (Republicanos), para que o prefeito Tião Bocalom não deixe a prefeitura para disputar o governo, porque com o Boca fora do jogo acham que só com a Mailza de candidata, matam a eleição no primeiro turno.
NOVELA MARMELADA
A aliança entre o MDB e o governo deverá ser formalizada mesmo, quando? Isso está virando uma novela tipo uma grande marmelada.
ÚNICO BENEFICIADO
Quem mais torce para a federação PT-PV-PCdoB ter uma chapa completa de candidatos a deputado estadual, é o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), que mais uma vez usará o PT e companhia limitada de escada para lhe dar um mandato.
NÃO SE ADMIRE
Não será para ninguém se admirar, caso o deputado federal Ulysses Araújo (UB), venha aparecer na chapa do PL de candidato a mais um mandato de deputado federal.
ABACAXI NO COLO
A vice-governadora Mailza Assis precisa definir até abril quem comporá na sua chapa ao Senado na segunda vaga, se o deputado federal Eduardo Veloso (UB), o senador Sérgio Petecão (PSD), Jéssica Sales (MDB) ou o senador Márcio Bittar (PL). Alguém vai sair descontente dessa novela do abacaxi no colo.
PODE EMPLACAR SEIS
As chapas A e B do governo para deputado federal podem emplacar até seis eleitos. São compostas com nomes fortes, muito fortes para a Câmara Federal.
DESAFIO DO BOCA
O grande desafio da candidatura do prefeito Tião Bocalom ao governo, é formar chapas competitivas para deputado estadual e deputado federal. Os nomes com boa comprovação nas urnas já estão em outras composições políticas.
TIRO NO PÉ
O presidente Lula deu um tiro no pé com essa homenagem combinada com uma escola de samba, para tê-lo no enredo, porque deu bandeiras aos grupos de direita e ainda viu a escola rebaixada. Burrice política cobra preços. E preços altos.
MEU PIRÃO PRIMEIRO
O presidente do Republicanos, o deputado Roberto Duarte, só está admitindo na chapa do partido para a Câmara Federal, quem apoiar a sua reeleição, na base do primeiro o meu pirão.
FRASE MARCANTE
“Um inimigo é muito; cem amigos é pouco”. Ditado alemão.























