A polêmica envolvendo a ala “Conservadores em conserva”, apresentada no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro, que homenageou o presidente Lula (PT), repercutiu também no Acre e motivou publicações de políticos locais que aderiram à trend “Família em Conserva” nas redes sociais.
No estado, um dos principais nomes a entrar no movimento foi o prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom (PP). O gestor publicou uma montagem com a própria família dentro de uma “lata de conserva”, em referência direta ao tema que gerou reações de políticos de direita em todo o país. Em seguida, Bocalom fez uma nova publicação, desta vez ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e apontado como pré-candidato à Presidência da República em 2026.
“Sou direita desde a época do Arena! Estamos enlatados com Flávio Bolsonaro”, escreveu o prefeito na legenda.

Foto: Instagram/reprodução
Outro político acreano que também participou da trend foi o deputado estadual Arlenilson Cunha (PL), que compartilhou uma montagem semelhante com uma foto de sua família e usou a publicação para reforçar um discurso de valores conservadores e religiosos.

Foto: Instagram/reprodução
“Ser chefe de família, no sentido pleno da palavra, é assumir a responsabilidade de guiar o próprio destino, se posicionar frente aos desafios impostos e influenciar aqueles que estão sob o nosso teto. Por isso afirmo em alto e bom tom: eu e minha casa servimos ao Senhor!”, publicou o parlamentar.
Já o presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, vereador Joabe Lira (União Brasil), também aderiu ao movimento e postou uma montagem com a imagem de sua família. Na legenda, o vereador destacou o que chamou de defesa da família e da fé.

Foto: Instagram/reprodução
“Família não é descartável. É compromisso, cuidado e presença. Escolhemos preservar o que é essencial: amor, respeito, união e fé”, escreveu.
A trend “Família em Conserva” ganhou força após o desfile e passou a ser utilizada por lideranças conservadoras como forma de resposta ao que consideraram uma provocação ideológica na Sapucaí. No Acre, as postagens seguiram o mesmo tom nacional, reforçando discursos ligados à família, religião e identidade política de direita.


















