Menu

BC decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno, de ex-sócio do Master

Prédio do Banco Central em Brasília • Adriano Machado/Reuters
Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

O Banco Central decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do conglomerado prudencial do Banco Pleno. A instituição é controlada pelo ex-CEO e ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima.

Em 2024, o BC havia aprovado a aquisição do Banco Voiter (antigo Indusval) pelo Master. No ano seguinte, em julho de 2025, foi autorizado que Lima comprasse o Voiter de Daniel Vorcaro, rebatizando a instituição para Banco Pleno S.A.

Anúncio

“A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”, diz a autarquia em nota.

Segundo o BC, o grupo é de pequeno porte, detendo 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do SFN (Sistema Financeiro Nacional).

“O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais”, acrescenta.

“O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos administradores da instituição objeto da liquidação decretada”, conclui.

Quem é Augusto Ferreira Lima?

Augusto Ferreira Lima foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que apurou a emissão de títulos de crédito falsos por parte do Master. Com problemas de liquidez, a instituição tentou vender ativos podres para o BRB (Banco Regional de Brasília), afim de recompor seu caixa. A fraude é estimada em R$ 12 bilhões.

A CNN Brasil apurou que o empresário baiano conhecido como “Guga Lima” é um dos nomes que mais preocupou o Palácio do Planalto em meio ao escândalo do Banco Master. O motivo apontado é que a relação dele com o petismo é muito anterior à de Vorcaro com o Centrão.

A relação começou quando o líder do governo Lula no Senado Jaques Wagner (PT-BA) comandava a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia, em 2018, durante a gestão do então governador Rui Costa (PT), atual ministro da Casa Civil.

Augusto Lima venceu uma licitação de venda da Ebal (Empresa Baiana de Alimentos) e criou o CredCesta, um cartão de crédito consignado com juros muito abaixo do mercado e direcionado principalmente a funcionários públicos.

O empreendimento deu certo e o modelo do cartão foi “exportado” para outros estados. Vorcaro viu potencial no negócio e Guga Lima entrou, em 2020, na sociedade do Master levando o CredCesta, que virou um dos principais ativos do banco.

Com informações de Caio Junqueira, da CNN Brasil

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.