Os nossos orçamentos públicos foram transformados num balão de negociatas.
Lembram-se dos anões do orçamento, como assim restou chamado o escândalo patrocinado por um bando de corruptos que cuidavam do nosso orçamento federal? Os outrora denominados de sanguessugas.
A despeito da repercussão do referido escândalo, presentemente, os nossos orçamentos públicos, não apenas o federal, assim como os estaduais e muitos dos municipais estão sendo ainda mais corrompidos que outrora, e mais grave, as tais emendas parlamentares foram legalizadas. Isto mesmo, esta imoralidade foi legalizada e bilhões de reais escorrem pelos ralos e canos da corrupção e já chegaram a níveis inimagináveis, no exercício 2026, a mais de R$-60,00 bilhões.
Lamentavelmente e em relação aos nossos orçamentos públicos, em sua longa e especulada caminhada, a pé e por mais de longos 200 Kms, o deputado federal Nicolas Ferreira não deu um pio em relação as tais emendas e o seu grito de guerra “Acorda Brasil”, por certo, não tinha o propósito de combater a roubalheira imperante no nosso país, e o mais grave, a partir do orçamento federal, posto que, ao invés de fiscalizar a sua execução, o próprio participa, direta ou indiretamente, do esquema de roubalheira que as tais emendas propiciam.
Não é da competência dos nossos congressistas participarem da elaboração do nosso orçamento federal, mas sim, da sua aprovação e da sua fiscalização. Tampouco dos nossos deputados estaduais e vereadores, dos orçamentos dos nossos Estados e nem dos nossos municípios.
É da competência dos nossos parlamentares, e em todos os níveis: federal, estadual e municipal cuidar e muito cuidadosamente, a redundância foi proposital, dos nossos recursos públicos.
Pior: além dos exageros, as liberações das tais emendas parlamentares tornaram-se impositivas, ainda que para suas liberações os recursos advenham dos cortes orçamentários em áreas como a saúde, educação e segurança pública.
No Brasil, 53.000 servidores públicos percebem salários acima do teto e apenas esta ilegalidade gerou no exercício 2024/2025 um custo superior a R$-20,00 bilhões. É contra isto que o Brasil precisa acordar.
Quão, necessário e útil seria se, o deputado federal Nicolas Ferreira, dada a notoriedade que adquiriu, se tornasse porta-voz daqueles que pouco ou nada podem fazer, sequer têm voz, para combater os escândalos que volta e meia ressurgem. A exemplificar: o escândalo dos anões do orçamento chega a ser desprezível se devidamente comparado com os escândalos presentes, até porque, juntamente com elas, também legalizaram a maior imoralidade do nosso sistema político.








