O morador de Rondônia desembolsa, em média, R$ 3.100 por mês para arcar com despesas básicas e demais compromissos do orçamento doméstico. É o que aponta pesquisa nacional divulgada pela Serasa em janeiro de 2026. O valor está abaixo da média brasileira, estimada em R$ 3.520, mas revela forte comprometimento da renda com gastos essenciais. As informações são do Portal Rondoniaovivo.
Segundo o levantamento, os maiores pesos no orçamento do rondoniense são moradia (R$ 840), supermercado (R$ 780) e contas recorrentes (R$ 570), que incluem água, energia elétrica, internet e serviços digitais. Juntos, esses três itens somam cerca de R$ 2.190 — mais de dois terços do custo mensal médio no estado.
Outras despesas citadas são compras em geral (R$ 340), transporte (R$ 290), lazer (R$ 240), alimentação fora de casa (R$ 180) e serviços e cuidados pessoais (R$ 120). Os valores consideram apenas os entrevistados que afirmaram ter esses gastos no orçamento.
Na comparação regional, Rondônia apresenta custo inferior ao da Região Sul (R$ 3.940), a mais cara do país, e também abaixo do Centro-Oeste (R$ 3.660). Dentro da Região Norte, cuja média é de R$ 3.150, o estado aparece ligeiramente abaixo do índice regional.
O estudo ouviu 6.063 brasileiros entre 22 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026. A margem de erro é de 1,2 ponto percentual, com nível de confiança de 95%.
Em nível nacional, sete em cada dez entrevistados afirmaram que o custo de vida aumentou nos últimos 12 meses, e apenas dois em cada dez consideram fácil administrar as próprias despesas. Os dados indicam que, mesmo em estados com custo abaixo da média nacional, a pressão financeira se concentra principalmente em moradia e alimentação, reduzindo a capacidade de consumo e investimento das famílias.