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John John Florence estende hiato no maior campeonato de surfe

Foto de Thomas Ashlock na Unsplash
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O tricampeão mundial John John Florence confirmou, em 27 de janeiro de 2026, que não competirá no Championship Tour (CT) da temporada 2026, estendendo o afastamento iniciado após a conquista do título de 2024. A decisão do havaiano de 33 anos remove uma das maiores estrelas do surfe profissional de um circuito que celebra seu 50º aniversário neste ano, com 12 etapas programadas entre abril e dezembro.

Florence havia recebido um wildcard de temporada para retornar ao CT em 2026, mas optou por continuar priorizando a família e projetos pessoais. Em comunicado publicado em suas redes sociais, o surfista declarou: “Não estarei competindo em tempo integral no Tour este ano. Isso não é aposentadoria, apenas seguindo um caminho diferente por enquanto.”

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Como a ausência de Florence altera as odds do título e o mercado de apostas

A saída de um atleta do calibre de Florence reconfigura significativamente as projeções para a disputa pelo título mundial em 2026. Com dez vitórias em etapas do CT, três títulos mundiais (2016, 2017 e 2024) e domínio histórico em Pipeline, sua ausência redistribui as probabilidades entre os demais competidores do circuito.

Analistas do surfe profissional e sites de apostas que acompanham o circuito mundial já ajustaram suas projeções após o anúncio, com nomes como Griffin Colapinto, Jack Robinson e o atual campeão Yago Dora ganhando protagonismo nas estimativas para a temporada. Jogue com responsabilidade.

Quem assume o wildcard de Florence

Ramzi Boukhiam, do Marrocos, que perdeu as últimas três etapas do CT antes do corte em 2025 devido a uma lesão grave sofrida durante a competição em Bells Beach, recebeu o wildcard de temporada no lugar de Florence. O marroquino, de 32 anos, demonstrou entusiasmo com a oportunidade: “Estou muito animado por estar de volta ao CT e grato à WSL por esta oportunidade”, afirmou Boukhiam, segundo comunicado da World Surf League.

O perfil de um dos maiores surfistas da história

Nascido em 18 de outubro de 1992, John John Florence é um surfista profissional americano criado na North Shore de Oahu, no Havaí, com a icônica onda de Pipeline literalmente em seu quintal. Ele foi introduzido ao surfe por sua mãe, Alex, uma surfista dedicada.

Aos 13 anos, Florence se tornou o surfista mais jovem da história a competir no Triple Crown of Surfing.

Sua trajetória profissional inclui marcos notáveis: títulos mundiais consecutivos em 2016 e 2017, tornando-se o primeiro havaiano a conquistar títulos seguidos desde Andy Irons.

Entretanto, lesões graves marcaram sua carreira. Florence sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) em 2019, perdendo boa parte da temporada do CT. Em 2021, uma nova lesão no joelho comprometeu outra temporada. O esporte acompanhou com a cobertura de surfe no litoral cada conquista e revés do havaiano ao longo dos anos.

Após anos de recuperação, Florence protagonizou um retorno memorável em 2024. Ele encerrou a temporada como primeiro cabeça de chave e conquistou seu terceiro título mundial em Lower Trestles contra Italo Ferreira.

As razões por trás do hiato prolongado

Florence passou grande parte de 2025 explorando o Pacífico Sul em um veleiro com sua jovem família, uma experiência que, segundo ele, reforçou suas prioridades atuais.

O surfista relatou, de acordo com o Surfer.com, que o tempo com a família o reconectou com a essência do esporte: “Este último ano explorando com minha família me lembrou por que me apaixonei pelo surfe.” Segundo o próprio Florence, o plano para 2026 é dar uma volta completa ao redor do mundo ao lado da esposa, Lauryn, e do filho, Darwin.

A decisão não surpreende quem acompanha a filosofia do atleta. Mesmo antes do afastamento, Florence sempre equilibrou a competição com projetos criativos, incluindo filmes de surfe e sua marca Florence Marine X.

Impactos competitivos na temporada 2026

A temporada de 2026 marca o 50º ano do World Tour, com um formato renovado que remove rodadas não eliminatórias para o calendário de 12 etapas, que será disputado de abril a dezembro. O circuito começa na Austrália, em 1º de abril, no Rip Curl Pro Bells Beach, e se encerra no Havaí, culminando em um Pipe Masters revitalizado.

As etapas regulares (paradas 1 a 9) contarão com 36 surfistas masculinos, sendo 32 classificados, dois wildcards de temporada e dois wildcards por evento.

O Pipe Masters oferecerá 15.000 pontos, equivalente a 1,5 vez o valor de uma etapa padrão do CT, e os oito primeiros do ranking entrarão com vantagem no chaveamento.

Sem Florence, o circuito perde seu maior expoente em ondas de tubo, especialmente em Pipeline, Teahupo’o e Cloudbreak. Nomes como Gabriel Medina, Ítalo Ferreira e o campeão de 2025, Yago Dora, devem disputar o protagonismo em 2026.

O que esperar de Florence em 2026 e 2027

Embora afastado do circuito completo, Florence não descartou participações pontuais. Segundo análise do Stab Mag, é provável que ele apareça em competições de Pipeline, aceite wildcards em etapas específicas e participe do The Eddie, o prestigiado convite de ondas grandes em Waimea Bay.

Florence também permanece elegível para os Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles, o que pode ser um fator motivador para um eventual retorno ao circuito competitivo em 2027. Ele representou os Estados Unidos nas Olimpíadas de Tóquio 2020 e Paris 2024, embora não tenha conquistado medalha em nenhuma das edições.

O surfe profissional segue em frente, mas a pergunta permanece: quando o maior talento de Pipeline decidirá voltar à lycra competitiva? Os próximos 12 meses de viagens, ondas e vida familiar de Florence darão a resposta.

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