Várias instituições se manifestaram em pesar pela morte do indigenista Antônio Luiz Batista de Macedo, o Txai Macedo, ocorrido neste domingo,15, em Cruzeiro do Sul. Ele enfrentava uma luta contra um câncer de rim.
A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, por meio do prefeito Zequinha Lima, manifestou profundo pesar pelo falecimento. “Neste momento de dor, unimo-nos em solidariedade aos familiares e amigos, rogando a Deus que conceda conforto e força a todos diante dessa perda irreparável”, cita a Nota.
O Distrito Sanitário Especial Indigena Alto Rio Jurua – Dsei, reconheceu Macedo como uma das maiores referências do indigenismo no estado do Acre.
“Ao longo de mais de 40 anos de atuação na política indigenista brasileira, contribuiu de forma decisiva para a identificação e demarcação de mais de 50 Terras Indigenas no Acre, sendo protagonista na consolidação de direitos territoriais e na defesa dos povos originários. Txai deixa um legado histórico de compromisso com a terra, a dignidade e a proteção da floresta.Neste momento de dor, o DSEI Alto Rio Juruá se solidariza com os familiares e com todos os povos indigenas do estado, reafirmando o respeito e o reconhecimento à trajetória de quem dedicou a vida à causa indígena.Txai Macedo presente”.
O Coletivo Território Haux faz uma profunda reverência à Macedo. Destacou que nos anos 1980 ele coordenou o movimento de criação da primeira Reserva Extrativista do Brasil, no Alto Juruá contribuindo para a construção de uma política que uniu floresta, território e povos tradicionais e que sua visão ensinou que proteger a natureza é também proteger modos de vida ancestrais.
“ Sua caminhada foi marcada pelo compromisso inabalável com os direitos dos povos indígenas, pela defesa dos territórios e pelo cuidado com a floresta e seus povos. Em nome do Coletivo Território Haux, honramos a vida e a trajetória de Antônio Macêdo, nosso querido Txai — um homem cuja história se entrelaça com a luta pela vida, pelos territórios e pela dignidade dos povos da floresta.Txai Macêdo foi luz, coragem e alegria por onde passava. Presente nas lutas, nas palavras, nas histórias, nos poemas e nas canções, Txai Macêdo ancestralizou, e sua presença segue viva na floresta, nos territórios, nas memórias e nas lutas que continuam. Seu legado o precede, guia caminhos e fortalece gerações”.