
Foto: Jardy Lopes/ac24horas
Durante a transmissão especial do ac24horas na 2ª noite do Carnaval Rio Branco Folia, Tradição e Alegria 2026, o diretor da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Ivan Ferreira, apresentou neste sábado, 14, as principais ações desenvolvidas pela pasta, com destaque para o reordenamento do Centro Pop e as intervenções em áreas consideradas de risco na capital.
Segundo Ivan, a mudança buscou garantir que o serviço atenda efetivamente o público-alvo. “Porque, no passado, o nosso Centro Pop aqui no Centro, muitas pessoas que procuravam o serviço não eram população em situação de rua. Então, nesse novo reordenamento do Centro Pop, lá no Castelo Branco, a gente reduziu significativamente. Vale lembrar que somente em 2025 nós retiramos mais de 70 pessoas em situação de rua, levando para o acolhimento institucional, que tem um papel essencial nessa política. Porque a nossa política não é manter ninguém na rua; é retirar com responsabilidade e fazer os encaminhamentos necessários”, destacou.
Questionado sobre as intervenções em áreas críticas, como a região do Papoco, Ivan explicou que há relatórios técnicos que apontam insegurança no local. “Olha só, a região do Papoco, que é o bairro de onde eu conto, nós temos relatórios identificando insegurança no local, tanto da Defesa Civil como também relatórios do Natera, que é do Ministério Público. Então, a nossa Secretaria já esteve no local e nós já retornamos junto com a Defensoria Pública”, disse.
Ele reforçou que a atuação da pasta é garantir alternativas dignas às famílias. “Nós vamos fazer a nossa parte, como assistência social e na garantia dos direitos humanos, que é dar oportunidade para esse morador sair desse local de risco, com encaminhamento digno às casas que, logo, logo, estarão prontas. Nós teremos um plano de ordenamento com muita responsabilidade. Claro que não é um plano forçando ninguém, mas o nosso trabalho, como Prefeitura de Rio Branco, é ofertar essas casas para quem está em área de risco”, explicou.

Foto: Jardy Lopes/ac24horas
Ivan lembrou ainda que, em dezembro, moradores do bairro Preventório foram beneficiados com aluguel social após ocorrências de desabamentos. “As pessoas foram beneficiadas com o auxílio-moradia transitório, que é o nosso aluguel social. Então, nós estamos preparados, com planejamento, para essas situações”, afirmou.
De acordo com ele, mais da metade dos moradores do Papoco já manifestou interesse em deixar a área. “Inclusive, na primeira visita, mais da metade dos moradores disseram que queriam sair do local. E nós vamos garantir isso aos moradores. Nós temos a política de habitação do município de Rio Branco. Essas famílias que queiram sair vão ter a sua casa pronta e sair dessa área de risco”, garantiu.
Ao comentar os resultados da política social, Ivan citou experiências positivas já registradas pelo município. “Olha só, como eu disse, nós temos vários casos de sucesso. Inclusive, algumas pessoas que moravam no local já foram inseridas no aluguel social, que é o auxílio-moradia. Nós estamos fazendo, de fato, o que preconiza a política de assistência social e a garantia dos direitos humanos”, pontuou.
Ivan também mencionou dificuldades enfrentadas no início das intervenções. “A gente teve algumas complicações no início, com alguns movimentos que foram lá e não queriam deixar as pessoas saírem, e a gente pede a conscientização. Claro que a gente não vai retirar ninguém à força. Tudo é feito de acordo com o Ministério Público, em parceria com a Defensoria e todas as secretarias envolvidas, para que a gente possa ter um planejamento 100%”, afirmou.
Por fim, reforçou que todas as medidas são tomadas com respaldo institucional. “Tudo que a gente faz e pede apoio é em parceria com o Ministério Público e com a Defensoria Pública. Quando a gente fez esse planejamento lá no Papoco, procuramos os órgãos, o Tribunal de Justiça, a OAB, o Ministério Público e a Defensoria Pública. Não foi nada feito em cima da hora. Foi com planejamento e diálogo. Volto a frisar: nós temos esse esforço para que, de fato, as políticas públicas cheguem ao alcance das pessoas que mais precisam, tanto em vulnerabilidade social quanto em segurança alimentar, o que preconiza as atribuições da nossa Secretaria”, concluiu.
Assista à entrevista:


















