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Há plano B fora do PL, com fidelidade a Flávio: “definição de partido em 15 dias”

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
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A transmissão especial do ac24horas durante o Carnaval Rio Branco Folia – Tradição e Alegria 2026, na noite desta sexta-feira, 13, também abriu espaço para declarações políticas do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, (PL) que confirmou sua disposição de disputar o Governo do Acre, mesmo diante de dificuldades internas no PL, que é comandado pelo senador Marcio Bittar.

Questionado pelo jornalista Marcos Venícios sobre rumores de resistência dentro do partido e a possibilidade de não receber legenda para disputar o governo pelo número 22, Bocalom afirmou que sua prioridade é permanecer no PL, mas deixou claro que pode buscar outro caminho. “Olha, Marcos, é como eu já falei para os amigos ali agora. Eu gostaria muito de estar do lado do Flávio Bolsonaro com o 22. Mas se por acaso der uma zebra, não me deixarem sair candidato pelo 22, eu vou ter que buscar outro lugar. Concorda comigo? Só que eu não vou abandonar o Flávio”, pontuou.

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“Vou continuar porque eu sou direita, sou da antiga Arena, sou do PDS. Quando o PSDB, a nível de Brasil, era contra o PT, aquilo lá era o lugar mais forte que o PSDB era contra o PT, era o Bocalom comandando. Então, eu não tenho dúvida nenhuma de que, em qualquer lugar que eu estiver, eu estarei do lado do Flávio Bolsonaro”, acrescentou.

Na entrevista, Bocalom também manifestou admiração pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e alinhamento com o senador Flávio Bolsonaro. “Porque eu admiro o nosso querido Jair Bolsonaro. O Flávio está na mesma linha, tem os mesmos pensamentos, o modelo de desenvolvimento que ele pensa é o mesmo para esse Brasil”, salientou.

Bocalom defendeu um modelo de desenvolvimento para a Amazônia que, segundo ele, permita exploração econômica com geração de renda para a população local. “A nossa Amazônia não pode mais ficar na mão da França, da Inglaterra, desse povo que veio mandar aqui tirar a nossa riqueza e levar embora. Deixa a gente desenvolver. Aqui tem 30 milhões de pessoas que precisam comer, precisam ter vida digna. Não adianta você morar em cima da sua riqueza e ser pobre. Concorda? Como é que eu moro em cima da riqueza e sou pobre, poxa? Moro em cima da riqueza e passo fome. Moro em cima da riqueza e passo necessidade. Meu filho quer fazer faculdade, eu não posso porque eu não tenho dinheiro para poder fazer faculdade. Não pode isso”, observou.

Segundo ele, sua linha de pensamento é a mesma de aliados como o senador Marcio Bittar. “Eu tenho a mesma linha de pensamento do Bolsonaro, do Flávio, do próprio Bittar, que é outro lutador na causa da Amazônia”, reforçou.

Ao ser questionado sobre a composição da chapa majoritária, Bocalom afirmou que, neste momento, seus nomes para o Senado são o governador Gladson Cameli e Marcio Bittar. “Eu, por enquanto, os meus candidatos a senador são o governador Gladson Cameli e o senador Marcio Bittar. O senador Bittar é um amigo de muitos anos, tem muitas lutas também dentro da oposição ao PT ao longo desse tempo todinho. Ele ajudou muito o nosso Estado do Acre, ajudou também muitas prefeituras”, salientou.

Questionado sobre o prazo para definição partidária, o prefeito indicou que a decisão precisa ser rápida.“Eu acho que dentro de 15 dias a gente tem que tomar essa decisão. Não dá para esperar muito, porque precisa formar uma chapa”, destacou.

Ele voltou a admitir a possibilidade de deixar o PL caso não tenha espaço para disputar o governo.“Se de repente eu tiver que sair do PL, ou seja, você não tem vaga aqui, você não será candidato aqui, então é claro que eu vou buscar outro partido. E aí eu preciso montar uma outra equipe dentro desse outro partido. E isso é coisa que não pode demorar demais”, afirmou.

Ao ser perguntado se sua eventual saída poderia provocar uma movimentação de pré-candidatos e parlamentares para acompanhá-lo, Bocalom respondeu. “Olha só, é claro. Eu tenho muitos amigos. Tem um bocado de pré-candidatos que são pré-candidatos porque eu seria candidato a governador. Então, se por acaso eu tiver que sair, não tenho dúvida que um bocado de amigos vão nos acompanhar. Isso é natural. Eu acho que o Marcio tem os amigos mais ligados a ele. Eu tenho alguns amigos mais ligados a mim. Tenho muitos que são ligados a ele e a mim. Eu tenho certeza que vai ficar uma dúvida danada de como é que vai fazer”, observou.

Ao final, Bocalom afirmou confiar na manutenção do campo político ao qual pertence. “Eu acho que, se Deus quiser, vai dar tudo certo. E o mais importante é que o nosso Acre vai continuar na mão da direita. Vai continuar nesse ritmo de desenvolvimento”, finalizou.

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