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De novo, elas

Quem defende as emendas parlamentares aos nossos orçamentos públicos bom sujeito não é.

Fiquei profundamente decepcionado quando ouvi,naaberturados trabalhos legislativos desteano,asdefesasqueopresidentedoSenado,DavidAlcolumbreeodaCâmarados Deputados, Hugo Mota fizeram das emendas parlamentares aos nossos orçamentos públicos.

Sinceramente falando-se: quem sai em defesa de tamanha roubalheira somente faz se estiver irresistivelmente pressionado. E sabe por quem? Justamente, pelos próprios beneficiários dos bilhões de reais que as mesmas os proporcionam. Este ano, por exemplo, pelos canos da corrupção escoaram bastante dinheirama, mais de R$-50,00 bilhões já estão reservados aos nossos congressistas para que os mesmos os introduzam no nosso mercado eleitoral.

Como estamos tratando das ditas cujas, este ano, por causas das eleições que ocorrerão no mês de outubro, as mesmas deverão ser liberadas até o próximo mês do junho, do contrário, não poderão utilizá-las em favor de suas próprias reeleições.

As negociatas, particularmente, entre prefeitos e candidatos já se tornaram frequentes e a moeda de troca de maior valia tem sido as tais emendas. Bastaria esta condicionante para demonstrar o quanto prejudicial às mesmas se tornaram para a nossa democracia, afinal de contas, os demais candidatos, por falta de grana, não terão chances para se elegerem.

Portanto, quando os nossos representantes políticos exaltam o combate a corrupção, e assim procedem, nada pior poderia acontecer. Muito lamentavelmente, chegamos a mais trágica das situações: nossos políticos se elegem comprando votos e elegem para roubar.

Quem defende as tais emendas, como sendo legitimas e necessárias, como assim se expressou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, e ainda alegando que são através delas que algumas obras, serviços projetos chegam aos rincões do nosso país, são os mesmos que se recusam, de toda e qualquer responsabilidade quando seus

recursos são malversados. Neste particular, bastaria que fossem contabilizados às milhares de obras que estão com suas construções paralisadas, isto porque, os recursos se foram e as obras continuam inconclusas.

Como o senador Davi Alcolumbre e o deputado federal Hugo Moto são candidato as suas próprias reeleições e como seus únicos eleitores são os integrantes das Casas parlamentares que ora presidem jamais se atreveriam a questionar a legitimidade das referidas emendas.

Se o presidente Charles de Gaulle, a quem se atribui a expressão “o Brasil não é um país sério”, fosse vivo, em relação às tais emendas, por certo, já teria dito: “o Brasil é tão imoral que veio legalizar a corrupção”.