Acre

Aprovados do Idaf criticam convocação “a conta gotas” e criticam avanço de comissionados no órgão

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Da redação ac24horas

A Comissão de Aprovados no Cadastro de Reserva do concurso do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) voltou a cobrar nesta quinta-feira, 12, do Governo do Estado a convocação dos candidatos aprovados no certame lançado em 2020. Segundo o grupo, a ausência de nomeações mais amplas, às vésperas do vencimento do concurso, tem gerado frustração entre os candidatos e pode comprometer a estrutura de fiscalização agropecuária no estado.

De acordo com a Comissão, o concurso foi anunciado durante o primeiro mandato do governador Gladson Cameli como uma medida estratégica para fortalecer o sistema de defesa animal e vegetal do Acre. No entanto, passados quase seis anos, os aprovados em cadastro de reserva afirmam que as convocações ocorreram de forma pontual e insuficiente para atender à demanda do órgão.

O grupo também questiona a justificativa apresentada pelo governo estadual, que atribui a limitação nas nomeações aos impactos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Para a Comissão, o argumento não se sustenta diante da manutenção de cargos comissionados, inclusive em setores técnicos e administrativos.

Segundo o presidente da Comissão de Aprovados, Helenardson Cunha, o fortalecimento do Idaf é fundamental para a economia e para a segurança sanitária do estado. Ele destaca que o Acre enfrenta desafios importantes na área, como surtos de monilíase do cacau, registros de moko da bananeira e a necessidade de manter o status sanitário de área livre de febre aftosa sem vacinação, condição considerada essencial para o mercado agropecuário.

A Comissão também aponta preocupação com investigações envolvendo irregularidades na movimentação de gado, conhecidas como casos de “fake bois”, que, segundo o grupo, reforçam a necessidade de ampliar a estrutura de fiscalização.

Outro ponto abordado pelos aprovados é a existência de previsão legal que permite a convocação e até a cessão desses profissionais para outros órgãos públicos com carência técnica. Para a Comissão, a situação demonstra que há necessidade e respaldo jurídico para as nomeações.

Em manifestação pública, o grupo fez um apelo ao governador Gladson Cameli, à vice-governadora Mailza Assis e aos deputados da Assembleia Legislativa do Acre para que adotem medidas antes do encerramento da validade do concurso. A Comissão afirma que muitos aprovados enfrentam dificuldades financeiras e emocionais enquanto aguardam a convocação. “Nosso concurso está prestes a vencer e as nomeações continuam sem acontecer. Enquanto isso, famílias inteiras vivem a angústia da espera. Há pais desempregados, mães contando cada moeda, pessoas passando necessidade depois de terem estudado, se dedicado, sido aprovadas e confiado no Estado. Governador, não é sobre política. É sobre dignidade. É sobre compromisso com quem acreditou. Estamos em ano de eleição, e o vamos lembrar quem esteve ao nosso lado e quem escolheu se calar. Ainda há tempo de fazer o que é certo, MAS O TEMPO ESTÁ ACABANDO!”, escreveu.

Até o momento, não houve posicionamento oficial do governo estadual sobre a realização de novas convocações em larga escala para o Idaf.

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