O nosso STF, enquanto instituição, não pode deixar sem respostas as agressões do pastor Silas Malafaia.
Três, ou no mínimo dois ministros do nosso STF, a citá-los, Alexandre de Morais e Dias Toffoli, sempre que são referenciados pelo pastor Silas Malafaia e invariavelmente, sendo maltratados. Não raramente, o ministro Flávio Dino também se torna alvo das suas frequentes agressões.
Das duas uma: se suas acusações são procedentes, parabéns pelo seu patriotismo e coragem, se não, o referido pastor precisa responder por suas irresponsabilidades, isto porque, dos integrantes do nosso STF jamais poderemos esperar tantas parcialidades e injustiças.
Em reação ao dito cujo, a sua opção, mais política que religiosa, tem chamado a atenção, posto que, ninguém mais que ele tem feito por merecer a rotulação de bolsonarista e antilulista, justamente a polarização que tanto tem prejudicado, diria até endiabrado, a nossa tranquilidade política e a nossa própria democracia.
Em sendo o STF a instituição que, em última instância, arbitra os conflitos que surgem no seio de nossa sociedade, inclusive os de natureza política, desmoralizá-la ou insultá- la, não tem feito bem a nossa democracia. Em relação ao ministro Alexandre de Moraes, o citado pastor, até prova em contrário, tem sido demasiadamente irresponsável.
Quando o iluminista e iluminado Barão de Montesquieu instituiu a teoria dos três poderes e no trio, incluiu o poder judiciário, ele jamais imaginava que alguém, em nome de outro direito, o da liberdade de expressão, ousasse contestá-lo. Neste particular, bem disse Simone de Beauvoir “o meu direito termina quando começa o direito do outro”
A liberdade de expressão não é um direto absoluto, a não ser para os libertinos, ou seja, para àqueles que não respeitam a honra e a dignidade dos outros. Neste particular, a nossa própria constituição, no seu artigo 5º inciso X criminaliza a calúnia, a injúria e a difamação.
Se o pastor Silas Malafaia dispõe dos argumentos, e em particular das provas que incriminam alguns ministros do nosso STF, notadamente, contra o ministro Alexandre de Moraes, já que este vem sendo o mais agredido, o nosso STF, enquanto instituição, jamais poderá calar-se.
Se em toda a nossa história o nosso STF esteve presente, e em sendo acusado de participar diretamente de graves acusações e de agir com parcialidade, urge que a própria instituição se manifeste.
Pelo exposto, caso o pastor Silas Malafaia disponha das provas que incrimina o ministro Alexandre de Moraes jamais ele poderá continuar integrando o nosso STF, caso contrário, o dito cujo precisa pagar pelos crimes que vem cometendo.
Em síntese: a mistura entre política e religião nunca termina bem.








