Francisco Costa, o "Frank" pode ter sido roubado depois de morto.
Foi iniciado nesta quarta-feira, 11, uma série de depoimentos na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para esclarecer a morte do detento monitorado por tornozeleira eletrônica Francisco Costa das Chagas Filho, conhecido como “Frank”, de 28 anos.
O jovem, que respondia a outros processos na Justiça, foi executado a tiros no fim da tarde de segunda-feira, 9, em uma área de mata na Rua Icá, no Conjunto Rui Lino III, em Rio Branco. A família informou que ele saiu de casa com R$ 14 mil para quitar uma dívida que, segundo a polícia, seria relacionada ao tráfico de drogas.
O delegado responsável pelo inquérito deve ouvir a viúva, que também possui envolvimento com atos criminosos. A polícia apura se ela pode contribuir com informações sobre o credor de “Frank” e sobre a ligação telefônica que marcou o encontro. A principal linha de investigação aponta que a vítima foi atraída para uma armadilha.
Na noite de 6 de outubro do ano passado, Francisco Costa e a companheira, Tainá Tueste, transitavam em um veículo pela Rua Isaura Parente quando foram abordados por policiais militares. Eles portavam uma pistola calibre 380 e munições. O casal foi encaminhado à Delegacia de Flagrantes e apresentado à Justiça. “Frank” foi liberado na audiência de custódia e passou a usar tornozeleira eletrônica.
Familiares informaram que ele frequentava uma igreja evangélica nos últimos meses. No entanto, a polícia aponta que ele mantinha envolvimento com o crime.
Na tarde de segunda-feira 9, ele recebeu uma ligação telefônica, pegou R$ 14 mil e informou à companheira que pagaria uma dívida com o tráfico.
Com a demora no retorno e a falta de contato, a mulher rastreou o veículo monitorado e o encontrou abandonado às margens da Rua Icá, no Conjunto Rui Lino III. Ela acionou a polícia. O corpo foi localizado em uma área de mata com plantação de bananeiras, com várias perfurações de arma de fogo.
A Polícia Civil não descarta a hipótese de latrocínio, quando há roubo seguido de morte, nem a possibilidade de acerto de contas. Investigadores apuram se os suspeitos ficaram com o dinheiro levado pela vítima.