
Foto: Whidy Melo/ac24horas
Minutos antes do início da cerimônia de posse de novos professores e servidores de apoio administrativo no auditório do Teatro da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, nesta terça-feira (10), o secretário de Estado de Educação, Aberson Carvalho, confirmou que o governo já trabalha com a previsão de realizar um novo concurso público efetivo da Educação em 2027.
A entrevista ocorreu em meio à agenda de recomposição do quadro de professores efetivos da Educação Básica do Estado, que nesta etapa empossou 49 professores e 195 servidores de apoio administrativo para o quadro permanente. Em eventos simultâneos realizados em todos os municípios do Acre, o governo contemplou 571 profissionais, sendo 71 novos professores e 500 novos servidores de apoio administrativo.
Durante a conversa, Aberson detalhou que o Estado encerrou dezembro de 2025 com um volume expressivo de profissionais provisórios na rede estadual. “Hoje nós concluímos mais de 8 mil profissionais provisórios em dezembro de 2025”, afirmou. Segundo ele, com a entrada dos novos efetivos, a Secretaria de Educação espera reduzir significativamente esse número. “Com a contratação desses profissionais respectivos, nós vamos ter uma redução de mais de 2500 profissionais provisórios”, disse.
O secretário, no entanto, fez questão de pontuar que a eliminação total de provisórios não é uma meta realista, por se tratar de uma necessidade permanente do sistema educacional. “Deixar de ter profissional provisório, isso não vai acontecer na história”, declarou. Na explicação, ele citou situações recorrentes do cotidiano da rede. “Porque sempre tem gente entrando de licença, sempre tem gente se afastando, sempre tem gente se aposentando”, enumerou.
Aberson também argumentou que o próprio calendário dos concursos públicos impede reposições imediatas, o que obriga o Estado a manter seleções temporárias ativas. “O processo do circuito de concursos públicos tem as suas datas e seus calendários”, disse, reforçando que, mesmo com concursos efetivos previstos, o provisório seguirá existindo como mecanismo de reposição.
Apesar disso, ele defendeu que a convocação dos novos profissionais efetivos tem impacto direto na qualidade e na estabilidade do ensino nas escolas. “A convocação desses profissionais estabilizará o sistema educacional como um todo”, afirmou. Para o secretário, a principal diferença está no tempo de permanência e na possibilidade de qualificação contínua. “Porque garantirá que profissionais sejam permanentes por mais tempo, com formação continuada, gerando equidade e qualidade na educação no chão da escola”, completou.
Ao comentar sobre a distribuição dos provisórios, Aberson reconheceu que a maior parte dos contratos temporários está concentrada justamente nas regiões mais distantes. “Geralmente os provisórios estão nos locais de mais difícil acesso. Muitas vezes estão nas escolas rurais, nas escolas mais afastadas”, declarou.
O secretário também admitiu que parte dos profissionais do quadro permanente evita lotações no interior, sobretudo em municípios isolados. “Os profissionais que são do quadro permanente da secretaria, eles evitam municípios do interior, municípios muitas vezes isolados”, afirmou, ao reforçar que o cenário faz parte do desafio de garantir presença de profissionais em todo o território acreano.
Ao final da entrevista, Aberson reforçou que a previsão para 2027 é de um novo concurso efetivo, enquanto os processos seletivos para provisórios devem continuar ocorrendo com regularidade. “O concurso é efetivo ainda, o provisório ele é sempre permanente, os processos seletivos estão sempre abertos”, concluiu.


















