Foto: O Eco
Pesquisadores identificaram dois exemplares de palmeira ouricuri sem clorofila na Estação Ecológica Rio Acre, no Acre. As plantas passam a ser monitoradas para avaliação do desenvolvimento e do tempo de sobrevivência sem o pigmento responsável pela fotossíntese.
A espécie é conhecida na região como ouricuri (Attalea phalerata). Os exemplares foram encontrados durante atividade de campo voltada à amostragem da vegetação na unidade de conservação federal.
“São dois indivíduos pequenos ainda, mas não estão ligados ao fruto, já estão desconectados do fruto, então a gente na verdade não sabe como vai ser porque eles não têm clorofila”, explica Rita Portela, professora do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Segundo a pesquisadora, não há registros científicos de albinismo nessa espécie de palmeira. Ela atua há cerca de 20 anos com estudos envolvendo palmeiras.
“Demos uma busca na literatura e só achamos relatos de albinismo em espécies que são cultivadas, como tabaco, cacau e uma espécie muito usada para experimentos que é a Arapidopsis [Arabidopsis thaliana]. Eu trabalho há mais de 20 anos com palmeiras da Mata Atlântica e também nunca vi e não vi nenhum relato”, afirma.
A expedição integra uma disciplina de campo conjunta dos programas de pós-graduação em Ecologia da UFRJ e da Universidade Federal do Acre (Ufac).
Com informações O Eco