Tricas & Futricas

Dormindo…

Por
Da Redação

Depois de um longo período de silêncio constrangedor, o Ministério Público de Tarauacá resolveu acordar. A reação veio com a entrada em ação para tentar barrar o generoso reajuste do auxílio-alimentação dos vereadores, que ultrapassou a barreira dos R$ 2 mil em 2026. A medida, claro, gerou repercussão e até ironia popular: teve cidadão que não perdeu a chance de dar aquela “sacaneada” pública, lembrando que a fiscalização só apareceu depois que o prato já estava bem servido.

Violência

A decretação de prisão preventiva no caso da professora assassinada em Porto Velho reforça o papel do Judiciário na resposta rápida a crimes graves em ambientes institucionais. O episódio reacende o debate sobre segurança em espaços educacionais e o impacto social de crimes cometidos em locais simbólicos de formação e convivência.

Risco

Até parece replay, mas é coisa do Cemaden. O Acre aparece em alerta moderado no boletim do órgão neste começo de semana, com possibilidade de inundação gradual nas regiões de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, cenário semelhante ao do Amazonas. Enquanto o Sudeste concentra risco alto, o Norte segue vulnerável pela combinação de cheia dos rios e chuva persistente -apesar das vazantes.

Dino não pega o Acre

A tão falada decisão do ministro Flávio Dino, que suspendeu os famosos “penduricalhos” responsáveis por inflar salários acima do teto constitucional, passou raspando pelo Acre, sem deixar marcas. Por aqui, os benefícios dos “bacanas” do Judiciário e do Legislativo seguem firmes e fortes, todos muito bem amparados por lei, não por simples resoluções administrativas. Na prática, a medida serviu mais para efeito midiático, especialmente para quem se informa só pela manchete e não chega ao rodapé da decisão. Porque, sejamos francos: em fevereiro, março e no resto do ano, o roteiro é conhecido. Os contracheques continuam engordando e os salários, principalmente dos magistrados, seguem ultrapassando o teto constitucional sem qualquer constrangimento. Decisão histórica? Talvez no noticiário. Na folha de pagamento acreana, segue tudo como sempre esteve.

Violência

Entre 2003 e 2023, o Brasil registrou 1.228 vítimas de violência política letal; o Acre ocupa o 2º lugar nacional, com 16,2 casos por milhão de eleitores, atrás apenas de Alagoas (20,1). O dado expõe desigualdade regional e fragilidade do Estado na proteção do processo político.

Inovação

O edital da Energisa abre espaço até 25 de fevereiro para soluções de flexibilidade energética, mirando redes mais digitais e descentralizadas. Em um setor ainda rígido, a aposta em modelos dinâmicos e dados abertos tenta antecipar demandas que a regulação tradicional não acompanha.

Defesa

Rio Branco mantém zero mortes por desastres naturais, mesmo após enchentes históricas, indicador raro entre capitais amazônicas. O dado sugere que investimento em prevenção e estrutura técnica custa menos — social e financeiramente — do que respostas tardias a emergências.

A integração de Zé Adriano

A proposta de incluir Mazagão na Área de Livre Comércio de Macapá e Santana, retomada por um deputado do Acre, revela articulação interestadual pouco comum. A ampliação pode destravar logística, porto e indústria no Amapá, hoje limitados pela restrição territorial do modelo.

Sogro forte

O empresário de Cruzeiro do Sul, Assen Cameli, sogro da vice-governadora Mailza Cameli, é uma verdadeira sumidade no município. Todos que chegam à cidade têm que tomar a benção dele. O homem participa de reuniões que vão da segurança à produção.

Educação

O MEC destinou R$ 258,6 milhões ao Acre via Novo PAC e reduziu a evasão no ensino médio de 6,6% para 5% em um ano, com o Pé-de-Meia alcançando 61,5% dos alunos. O contraste está no berçário: só 0,9% das vagas em Rio Branco, gargalo ignorado pela política nacional.

Inscrições abertas

Começou a corrida pela Reitoria da Ufac. Entre os dias 10 e 12, as chapas podem se inscrever — e o clima promete esquentar.

Situação complicada

A eleição da Ufac promete mais do que disputa interna: deve escancarar rachaduras herdadas de gestões passadas e deixar em maus lençóis quem jurou compromisso, mas esqueceu de cumprir a palavra.

Guida e Josimar

O rompimento que veio à tona não passou despercebido e coloca a universidade no centro das atenções. Afinal, não se trata apenas de voto acadêmico, mas de uma instituição com orçamento robusto e peso político considerável no Acre. Agora, todo mundo olha e anota.

Pré-candidatura no radar

Com as inscrições abertas, Raquel e Suerda entram no jogo para mexer na sucessão. Duas doutoras da casa, com base sindical e discurso afinado.

Nova cara, velhas feridas

A candidatura desafia o grupo que está no poder desde 2012. Promete retomada de princípios e ouve a base em fóruns e assembleias.

Cenário tenso

Com críticas à gestão, promessas de ruptura e o peso político em jogo, a eleição se desenha como a mais disputada dos últimos anos. E ninguém vai ficar neutro.

Economia

A Casa do Artesanato Acreano movimentou R$ 443,5 mil em 2025, envolvendo 130 artesãos e mais de 2,3 mil cadastrados, confirmando o artesanato como vetor econômico e não apenas cultural. O número mostra que políticas públicas focadas em economia criativa geram renda, formalização e inserção em mercados nacionais e internacionais.

Informação

O avanço da desinformação, potencializado por algoritmos e inteligência artificial, reposiciona a comunicação institucional como elemento estratégico da democracia, segundo artigo de autora acreana. O fortalecimento de canais oficiais e a integração dos sistemas públicos de comunicação surgem como resposta estrutural para preservar a confiança social em um ambiente digital marcado por excesso de ruído e manipulação.

Compartilhe
Por
Da Redação