Foto: Ricarlene Silva/Deracre
O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), mantém a travessia gratuita por balsa entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves e realiza serviços diários na rampa de acesso para garantir a passagem de moradores, veículos e o transporte da produção rural. Com a rápida descida do nível do Rio Juruá, a área da rampa costuma formar uma faixa de lama que impede a balsa de encostar. Para evitar a interrupção da travessia, equipes do Deracre trabalham com máquinas na retirada da lama e no reforço do aterro, refazendo o acesso sempre que o rio muda de nível.
O serviço é realizado conforme a necessidade do local, já que a movimentação das águas altera o terreno e exige reconstrução frequente da rampa para manter a travessia funcionando. A presidente do Deracre, Sula Ximenes, afirmou que a atuação do órgão ocorre justamente para evitar que a população fique isolada. “Esse trabalho é feito há mais de 10 anos porque o acesso depende diretamente do comportamento do rio. Quando a água sobe ou desce rápido, a rampa precisa ser refeita para que a balsa continue operando”, explicou.
Além da manutenção da travessia, o governo do Estado executou melhorias na AC-407, estrada que também garante acesso ao município. A rodovia recebeu serviços de manutenção com investimento do Estado. Outra alternativa definitiva para o acesso ao município é a construção da ponte sobre o Rio Juruá, que ligará Rodrigues Alves a Cruzeiro do Sul. A obra será executada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, responsável pela BR-364 e BR-317.
Segundo o DNIT, a construção da ponte deve começar em 2026 e tem previsão de conclusão em 2028. O edital para elaboração do projeto executivo já foi lançado e, após a finalização dessa etapa, será realizada a licitação da obra. A estrutura será construída em ponto acima do atual local de travessia e terá altura suficiente para permitir a passagem do navio hospital da Marinha do Brasil, que realiza atendimentos de saúde nas comunidades ribeirinhas da região.
Enquanto a ponte não é construída, o governo do Estado segue mantendo a travessia por balsa e a reconstrução da rampa sempre que o nível do rio altera as condições do acesso.