
Fotos: Sérgio Vale
Os partidos Republicanos, Podemos, PSB e PSD manifestaram insatisfação com seus atuais deputados estaduais. Apesar de terem sido eleitos, os parlamentares não corresponderam às expectativas das legendas, uma vez que não se envolveram de forma ativa na vida partidária e agiram de maneira individualista, deixando seus correligionários de lado.
Além do descontentamento explícito, existe outro fator implícito (o mais importante) que contribui para o desejo dos partidos de afastar os deputados atuais: a presença desses parlamentares, com suas grandes estruturas de campanha, desencoraja potenciais novos candidatos. Precisam formar chapas com os novatos.
Muitos já se sentem derrotados antes mesmo de concorrer, pois enxergam a disputa como desigual, como se já tivessem uma passagem garantida para Manacapuru (AM), local sugerido de “exílio político”.
São eles: Clodoaldo Rodrigues (Republicanos); André da Droga Valle e Fagner Calegário, ambos do Podemos; Adaílton Cruz (PSB); Pablo Bregense e Eduardo Ribeiro, os dois do PSD.
Eles terão até dia três de abril, quando se abre a janela para mudança de sigla, para buscar legendas. Diante da situação, o caminho mais provável é o chapão PP/União Brasil. Parlamentares do PDT, a exemplo de Michelle Melo, Chico Viga e Pedro Longo deverão deixar o PDT.
“O que se tem a partir daí é uma extraordinária profusão de supostas verbas de caráter indenizatório, ultrapassando em muito o que os dicionários e a doutrina especializada estabelecem sobre o que é uma indenização. Trata-se, na realidade, de vantagens remuneratórias dissimuladas”. (Flávio Dino, ministro do STF, ao suspender o pagamento de penduricalhos).
. Uma boa fonte do PL revelou à coluna sem citar nomes que integrantes do PROGRESSISTA e do governo estiveram na sede do partido pedindo para que o senador Márcio Bittar garantisse a legenda para o prefeito Bocalom disputar a eleição de governador…
. O argumento é simples:
. Sem Bocalom, a eleição se torna plebiscitária com alto risco do senador Alan Rick (Republicanos) vencer no 1º turno.
. Quem pensa política e (é dá política) sabe que esse risco existe!
. Consta que o senador Bittar não gostou da visita, questionou a lealdade deles ao PP, a Mailza e ao governo e lembrou que:
. No PL nacional as duas prioridades absolutas são eleger Flávio Bolsonaro presidente e maior número de senadores.
. Para a cúpula do PL no Acre, a saída de Bocalom da prefeitura interessa muito ao PROGRESSISTA, que passaria a comandar a capital, o que Bittar vê como normal o pleito.
. Em contrapartida a candidatura Bocalom impediria Bittar de fechar apoio com o senador Alan Rick (a pedido da direção nacional do Republicanos) ou mesmo com a Federação PP/|União Brasil com apoio do governador Gladson Cameli e Mailza Assis conforme o combinado nas eleições passadas.
. Lembrando que Flávio Bolsonaro já lidera pesquisas no Acre.
. É um capital político da direita no Acre que não pode ser desprezado.
. Por parte do grupo político do prefeito Tião Bocalom o que se sabe é que ele será sim candidato pelo PL ou qualquer outra sigla de “direita” que lhe conceda legenda.
. “A política é a arte do encontro embora haja tanto desencontro pela vida”. (Parafraseando Vinícius).
. A equação: Bittar + Bocalom x Alan x Mailza = X será resolvida até três de abril ou nas convenções.
. Antes de encerrar a coluna ligou uma figura de proa da política que já foi prefeito para dizer:
. “O atual cenário político pode passar por mudanças profundas diante dos acontecimentos em curso, resultando em uma mudança completa da observada atualmente.”
. Dizem que a medida de Flávio Dino ao considerar o pagamento de penduricalhos ilegais provoca até o Leão da RF.
. Bom dia!


















