Enquanto, no plano nacional, discute-se o modelo jurídico, no Acre o debate precisa ser estratégico e social. Clube de futebol não pode ser apenas um time profissional que aparece por alguns meses no calendário. Precisa ser um instrumento permanente de inclusão social, especialmente por meio da base. A chamada escolinha de futebol, a partir dos 10 anos, tirando as crianças da ociosidade, reduzindo o excesso de telas e criando disciplina, rotina, ética, respeito e senso de pertencimento. Mesmo que poucos se tornem atletas, todos se tornam cidadãos melhores.
Nesse contexto, é justo parabenizar o SANTA CRUZ pelo bonito trabalho social desenvolvido na construção de sua base. Em um ambiente de tantas dificuldades, iniciativas como essa provam que é possível fazer diferente, com seriedade e compromisso com o futuro. O Santa Cruz mostra que investir na base não é custo, é investimento social.
Diante desse cenário, o Estado deve investir na profissionalização dos clubes, criando políticas públicas que fortaleçam a gestão, incentivem a formação de base e garantam que o futebol cumpra seu papel social. Profissionalizar não é apenas melhorar resultados esportivos, mas estruturar instituições capazes de formar cidadãos, gerar oportunidades e contribuir de forma permanente para o desenvolvimento social do Acre.
Marcello Moura
Empresário | Líder do movimento Cidadania Empreendedora
Diretor Administrativo do Rio Branco Footbal Club.