Me arvorei como repórter, apesar de ser jornalista de carteirinha, não sou da área de perguntador, sou um bucéfalo chargista, diagramador de letras e imagens que os verdadeiros profissionais produzem para o nosso saber do dia-a-dia.
A ousadia do repórter é algo que vai além da pauta, que azula as veias da face – outrora carmesim -, que se derrama em perdigotos em arguições ao entrevistado, coisa que não me é familiar, profissionalmente.
Caí na besteira de fazer uma singela e despretenciosa pergunta ao meu grande amigo de fazeora, respeitado e laureado jornalista, articulista político, redator publicitário, pica das galáxias e cinéfilo, Jorge Natal.
– Diga-me: Qual o melhor filme que tu já viu?
(Ipsis litteris)
– “Matrix”. Embora eu ame “O Poderoso Chefão”, “Blade Runner”, “Apocalipse Now”, “Nascido Para Matar” e “Planeta dos Macacos”.
Matrix é filosofia (Platão, com o Mito da Caverna; Hegel, com a Dialética), Mitologia Grega junto a Bíblia Sagrada. Futurismo, efeitos especiais, figurino do caralho, etecétera e tal. É fantástico!
Aquele discurso do Arquiteto! É de arrepiar! Principalmente quando ele fala de uma “anomalia” no sistema… Vai se lascar, porra!
Respondi? Valeu?
– Eita, porra! Calmaí, valente!
















