Narciso em 30 Linhas

Desinformação

Por
Narciso Mendes

Para os desinformantes, são nas suas redes sociais que se dedicam e em tempo integral e dedicação exclusiva.


A mentira existe desde o início das civilizações e já naqueles tempos enquanto uma mentira conseguia dá várias voltas nos quarteirões, a verdade sequer havia chegado as ruas.


Conta-se, se verdade ou mentira que Otaviano, no ano 33 A.C, na Antiga Roma, empreendeu uma campanha mentirosa e fantasiosa contra Marco Antônio. Motivo: o amor pela sedutora Cleópatra.


Esqueçamos os mentirosos do passado, afinal de contas, após o surgimento dos nossos moderníssimos meios de comunicações: dos jornais, das rádios, e das televisões, entre outros, eis que surgiu a internet e presentemente só se fala nos avanços da inteligência artificial.


Para os veiculadores de notícias falsas nada poderia ser mais oportuno do que a internet, posto que, sem saírem de casa, e não apenas no quarteirão, as suas mentiras conseguem chegar a todos os cantos e recanto de mundo e de forma online.


Para os blogueiros que trabalham a soldo e desprovidos do menor respeito à dignidade humana, quanto mais infamantes forem, mais requisitados serão. Nada pior para a nossa atividade política poderia ter acontecido, e a provar, basta que contabilizemos as tentativas e os próprios assassinatos reputações que são veiculados no nosso dia a dia.


Dada a polarização Lula/Bolsonaro e como estamos nos aproximando da mais preocupante eleição do nosso país, nas nossas redes sociais, tudo está nos levando a crer, para os nossos políticos e seus correspondentes bloqueiros, e de ambos os lados, como se diz no nosso linguajar futebolístico, abaixo do pescoço tudo se transforma em canela.


Em favor das suas fake News e deeepfakes os nossos blogueiros, por certo, em plena concordância com agentes políticos que os financiam, reivindicam os seus direitos, entre eles, o da livre manifestação de pensamento e opinião, ao tempo que se esquecem que a dignidade, a honra e privacidades das demais pessoas também são direito adquiridos.


Se quando as notícias, falsas ou verdadeiras corriam de boca em boca, o então presidente dos EUA, Thomas Jefferson, no século XVIII,  chegou a dizer que o preço da liberdade seria a eterna vigilância e o que estaria a dizer em tempos de internet?


Igualmente importante, em se tratando de direitos, foi o que disse Simone de Beauvoir, vejamos: o direito de uma pessoa termina quando começa o direito da outra.


Por fim: ou os bolsonraistas, os lulists e seus blogueiros se dão a respeito ou resultados da nossa próxima eleição serão desastrosos, vença quem vencer.


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Narciso Mendes